sábado, 25 de novembro de 2017

NÃO DIVULGUE O QUE ACONTECE NO SUBMUNDO!

Um dos textos mais emblemáticos que já li pode ser usado como exemplo para os nossos dias. O título dele é "A Música e os Filhos de Caim", retirado do site http://ibnvp.blogspot.com.br/2011/04/musica-e-os-filhos-de-caim.html.
Nele, encontramos uma interpretação mais realista (no meu ponto de vista) do que vem a ser "os filhos de Deus", que eram os descendentes de Sete, filho de Adão e Eva que nasceu após o assassinato de Abel e é baseado no livro apócrifo "A Caverna dos Tesouros".
Antes que venham me discriminar, alguns livros apócrifos podem ser historicamente úteis, para contarem detalhes que a Bíblia não conta, pois a Bíblia narra o Plano de Salvação projetado por Deus, e não História.
Dada a explicação, no referido livro apócrifo, os filhos de Sete moravam num monte próximo ao Éden e eram tementes a Deus, ao passo que os filhos de Caim habitavam em um vale e se tornaram extremamente malignos, envolvendo-se com todo o tipo de mazelas sexuais, cultos profanos e maldades.
Num dado momento, um grupo de cem homens dos filhos de Sete foram ver o motivo dos burburinhos que vinham do acampamento dos filhos de Caim. O resultado é que estes que desceram até o acampamento de Caim ficaram por lá mesmo. Outros desceram e por lá ficaram, sobrando somente Noé e sua família. O resto da história, todos nós conhecemos.
Vejo nos nossos dias uma clara repetição dessa história.
Vemos o mundo praticando suas mazelas, com ideologia de gênero, anarquização da política, profanação dos valores sagrados, banalização da família e da sociedade. São situações praticadas no submundo que estão vindo cada vez mais à tona, tanto por quem as pratica, como por quem não deveria praticá-las nem mesmo ter conhecimento delas: os chamados crentes.
Cada vez que eu vejo um crente postando as aberrações que são praticadas no submundo, fico preocupado, pois será que quem posta tais coisas não está, no fundo, apoiando tais práticas? Sim, porque o apóstolo Paulo nos diz:
Efésios 5.3-5: "Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (NVI).
Ou seja, nós temos consciência de que o mundo jaz no maligno (I João 5.19) e o resultado disso é apostasia, profanação e banalização, como lemos em diversas passagens. Portanto, o que o mundo faz ou deixa de fazer não deve ser do nosso interesse, enquanto Igreja do Senhor, Noiva do Cordeiro. Nós somos chamados para proclamar as Boas-Novas da salvação, para curar e libertar, para abraçar os carentes de amor. Ou, como Jesus fala, devemos ser acessíveis aos declaradamente doentes, carentes de amor, que necessitam de salvação e de Deus.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

COMO ESTÃO SUAS VESTES?


Mateus 22.1-14:
1 Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo:
2 O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
3 Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
4 De novo enviou outros servos e disse: “Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento!”
5 Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.
6 Os restantes, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram.
7 O rei ficou irado e, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles.
8 Então disse a seus servos: “O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos.
9 Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem”.
10 Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados.
11 Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava usando veste nupcial.
12 E lhe perguntou: “Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?” O homem emudeceu.
13 Então o rei disse aos que serviam: “Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”.
14 “Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”.

Esta é uma daquelas passagens da Bíblia que poucas pessoas se aventuram a procurar destrinchá-las, seja porque sua interpretação é realmente difícil, seja porque essa interpretação vai tocar em áreas muito sensíveis de cada um de nós.

Se tivermos a compreensão do segundo caso, devemos ter em mente que o Senhor corrige a quem Ele ama e não quer que nos percamos por causa do pecado, mas deseja que todos alcancem o arrependimento (Hebreus 12.5-11; II Pedro 3.9; I Coríntios 11.28, 32; Romanos 2.4).

Tendo tudo isso bem compreendido, entremos no cerne deste texto tão especial.

Todos nós sabemos que o foco principal da Graça é o arrependimento. Graça significa favor imerecido, nos dando a entender que ninguém tem condições de ser salvo por mérito próprio, pois o pecado que habita em nós nos afastou de Deus e somente o sacrifício de Cristo pôde quebrar essa barreira de separação. Já o arrependimento significa mudança de vida, ou seja, sair da vida de prática de pecados para uma vida santa (dedicada ao Senhor).

É  exatamente sobre isso que essa parábola está tratando. Os convidados ao banquete de casamento são os judeus, que rejeitaram o Senhor como Messias. Os que foram levados ao banquete são aqueles que ouviram a mensagem das Boas-Novas e a aceitaram: gente de todo tipo, boas e más, saudáveis ou doentes, equilibradas ou enfermas...

Quando o Dono da Festa entra no salão e vê os convidados, percebe que um deles não está bem vestido, mas continua com as mesmas roupas que estava vestindo quando foi encontrado nas ruas. Isso nos mostra que há pessoas que, apesar de terem sido alcançadas pela mensagem do Evangelho e a terem acolhido, não se arrependeram, ou seja, não mudaram de vida, mas vivem uma "vida dupla", com aparência de santidade na igreja e das pessoas, mas ainda na prática do pecado e totalmente distantes do Senhor.

As "vestes de festa" exigidas pelo Senhor são os frutos que demonstrem que houve o arrependimento, como João Batista proclama em Mateus 4.7. O escritor da Carta aos Hebreus nos diz que sem a santificação (uma vida transformada e dedicada ao Senhor), ninguém verá a Deus (12.14).

O apóstolo Paulo também ressalta essa questão das vestes na passagem a seguir:
"Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas. Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial, porque, estando vestidos, não seremos encontrados nus. Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida. Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir" (2 Coríntios 5:1‭-‬5 NVI).

Vejam a preocupação do apóstolo dos gentios! Mesmo com um chamado grandioso - o de pregar as Boas-Novas aos gentios - ele não se sentia o "bam-bam-bam"; pelo contrário, sentia que deveria ter suas Vestes em ordem para que, quando deixasse este tabernáculo terreno (seu corpo), fosse encontrado pelo Senhor com as Vestes de Festa dignas para participar das Bodas do Cordeiro!

Creio que estejamos vivendo aquele momento em que devemos pôr nossas Casas em ordem, lavar nossas Vestes no Sangue do Cordeiro e comprar azeite para as nossas lamparinas, pois virá o tempo do "sono letárgico", em que todos serão afetados. Depois disso, ouviremos o chamado: "Eis o Noivo! Saiam ao Seu encontro!" Aí já não será mais o tempo de arrumar nossas Vestes ou de comprar azeite; quem tiver, participará da Festa; quem não tiver, será lamentável... (Mateus 25.1-13; João 9.4).



Que Deus lhes abençoe muito!

FORTALECENDO-SE NO SENHOR

Vivemos dias em que devemos estar prontos para levar as Boas-Novas do Evangelho a todas as partes, para todas as pessoas, em qualquer momento. Mas, para que isso aconteça, é necessário que estejamos fortalecidos no Senhor, para que Seu poder flua em nós. O fortalecimento no Senhor vem de alguns aspectos que precisamos buscar dEle, com oração e confiança nEle:

ALEGRIA (Neemias 8.10): “E Neemias acrescentou: ‘Podem sair, e comam e bebam do melhor que tiverem, e repartam com os que nada têm preparado. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá’” (NVI).

A alegria precisa ser o primeiro sinal do cristão. Um rosto alegre contagia outros rostos, um coração satisfeito no Senhor alegra outros corações. E não é somente isso, quando estamos alegres no Senhor, Suas bênçãos nos alcançam e alcançam outras vidas. É o que dizem as Escrituras Sagradas:

Salmos 5.11: “Alegrem-se, porém, todos os que se refugiam em Ti; cantem sempre de alegria! Estende sobre eles a Tua proteção. Em Ti exultem os que amam o Teu Nome” (NVI);

Salmos 16.11: “Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da Tua presença, eterno prazer à Tua direita” (NVI);

Salmos 28.7: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nEle o meu coração confia, e dEle recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças” (NVI);

Salmos 30.11: “Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria” (NVI);

Salmos 37.4: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração” (ARA);

Salmos 81.1: “Cantem de alegria a Deus, nossa força; aclamem o Deus de Jacó! A minha alma anela, e até desfalece, pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo”;

Salmos 100.1-2: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dEle com cântico” (ARA);

Mateus 13.44: “O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (NVI);

Mateus 25.21: “O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’” (NVI);

Atos 2.46: “Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em casa e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração” (NVI);

Romanos 14.17: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (NVI);

II Coríntios 9.7: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (NVI);

Filipenses 4.4: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (NVI).

São ainda diversas as passagens que nos recomendam para nos alegrar no Senhor, pois a alegria significa motivação para servir, amor pelo próximo e desejo pela Vida Eterna!

OBEDIÊNCIA AO SENHOR E À SUA PALAVRA: Se a alegria nos motiva a servirmos ao Senhor, a obediência aos Seus preceitos nos fazem ser bem-sucedidos, como lemos nas passagens a seguir:

Josué 1.7-8: “Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés ordenou a você; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar”;

I Samuel 15.22-23: “Samuel, porém, respondeu: ‘Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância, como o mal da idolatrias. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, Ele o rejeitou como rei’”.

Não tem como ter uma vida abundante e fortalecida no Senhor sem obedecer à Sua Palavra. A desobediência da humanidade tem trazido enormes desastres a toda a humanidade, desde a queda do primeiro casal.

Vemos na primeira passagem que a condição para que Josué (e nós também) fosse bem-sucedido (próspero) em tudo que ele fizesse era OBEDECER ÀS LEIS DO SENHOR! A segunda passagem nos mostra a consequência da desobediência às Suas leis: O AFASTAMENTO DO SENHOR! E o sacerdote Samuel nos faz um importante alerta: se não houver obediência à voz do Senhor (representada pela Bíblia), não adiantam jejuns, campanhas, sacrifícios, orações nos montes, vigílias, porque o que move o coração do Senhor é a OBEDIÊNCIA e um CORAÇÃO QUEBRANTADO E CONTRITO, como lemos na passagem a seguir:

Salmo 51.16-17: “Não Te deleitas em sacrifícios nem Te agradas de holocaustos, senão eu os traria. Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás!”.

O quebrantamento e a contrição fazem com que a pessoa se submeta à voz do Espírito Santo e faz com que Ele se aproxime e habite na pessoa obediente, ao passo que um coração insubmisso faz com que a pessoa resista à voz do Espírito Santo e faz com que Ele se afaste, como lemos nas passagens a seguir:

Gênesis 6.3a: “Então disse o Senhor: ‘Por causa da perversidade do homem, Meu Espírito não contenderá com ele para sempre’”;

Êxodo 19.5-6: “Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Essas são as palavras que você dirá aos israelitas”;

Efésios 4.30: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção”;

Hebreus 4.7: “Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o ‘hoje’, ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes: ‘Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração’. Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”.

Diante disso, queridos irmãos, sejamos sensíveis à voz do Espírito Santo, pois é Ele que nos capacita a obedecermos aos preceitos do Senhor!

CONFIANÇA NO SENHOR: Outro meio de nos fortalecermos no Senhor é a nossa confiança nEle, pois quem não confia nEle, não pode agradá-Lo e está distante da Sua soberana presença, como lemos na passagem a seguir:

Hebreus 11.6: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que O buscam”.
E esta confiança normalmente nasce em meio às piores tribulações, quando somos acusados sem causa, quando os céus sobre nós se fecham, quando o desemprego vem, quando o salário não chega ao final do mês, quando as enfermidades nos pegam de surpresa… Paulo fala sobre essa confiança na passagem a seguir:

Romanos 5.3-5: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (ARA).

O apóstolo Tiago também nos recomenda que nos alegremos nas tribulações, pois as tribulações na nossa vida produzem frutos eternos:

Tiago 1.2-4: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma” (NVI).

Vejam também esse conselho maravilhoso do apóstolo Pedro:

I Pedro 4.12-19: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para prová-los, como se algo estranho estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a Sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do Nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse Nome. Pois chegou a hora de começar o julgamento pela Casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, ‘se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?’ Por isso mesmo aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar sua vida ao fiel Criador e praticar o bem”.

Assim, queridos irmãos, por mais difícil que seja, devemos nos alegrar em meio às tribulações, pois é assim que o Senhor opera em nós e através de nós!

domingo, 22 de junho de 2014

FAST FOOD OU ALIMENTAÇÃO CONSISTENTE?

Atualmente, encontramos vários nutricionistas falando sobre os perigos que rondam aqueles que preferem o fast food a uma alimentação mais consistente, seja por falta de tempo para se dedicar à alimentação, seja por causa dos altos preços praticados pelos restaurantes tradicionais e pelos que oferecem serviços “a quilo”. Os riscos passam pela saúde e atingem, por consequência, o bolso: hipertensão, acúmulo de gordura, diabetes, infartos, acidentes vasculares e tantas outras coisas que atingem o órgão mais sensível do ser humano: seu bolso.

Infelizmente, a alimentação saudável também atinge o órgão mais sensível do ser humano, pois os alimentos mais saudáveis são mais caros que aqueles considerados mais perigosos. Os alimentos orgânicos e menos gordurosos são tão caros, que os tornam proibitivos para a grande maioria da população, sempre com a desculpa esfarrapada dos custos da produção, do transporte e do lucro. Em minha opinião, não tem sentido, pois a produção de um alimento de qualidade inferior deveria ser mais cara, por causa da inclusão de conservantes e ingredientes, o que não ocorre nos alimentos “naturebas”.

Quando vejo essa questão em relação ao Cristianismo atual, fico perplexo e preocupado, pois também temos dado mais valor ao fast food, em detrimento a uma alimentação espiritual saudável e consistente, e pelas mesmas desculpas dadas em relação à alimentação física: falta de tempo para dedicar-se à oração e à meditação da Palavra; dificuldade em entender o que está escrito na Bíblia; a cultura do “imediatismo” invadindo as cercanias da Igreja, entre outras.

No entanto, assim como acontece na alimentação física, a falta de uma alimentação espiritual consistente também traz riscos enormes à saúde espiritual, gerando, entre outros males: hipocrisia, fanatismo, imprudência, falta de temor, julgamentos precipitados, falta de amor ao próximo, histeria, crença em heresias, apostasia.

Exagerei? Não mesmo! Quando vamos à Palavra de Deus, encontramos diversas orientações do Senhor a Seus servos em observar cuidadosamente ao que está prescrito em Suas ordenanças, para que não caiam na asneira de fazer aquilo que Lhe desagrada. E isso se refere a nós, cristãos, também. Vejamos algumas passagens:

Deuteronômio 4.1-2: “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para os observardes, a fim de que vivais, e entreis e possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá. Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando”¹;

Deuteronômio 4.5-8: “Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes. Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: ‘Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido’. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O invocamos? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?”;

Deuteronômio 6.4-9: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais da tua casa, nas tuas portas”;

Deuteronômio 8.1-3: “Todos os mandamentos que hoje eu vos ordeno cuidareis de observar, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, com juramento, prometeu a vossos pais. E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos do deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os Seus mandamentos. Sim, Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem”;

Josué 1.7-8: “Tão somente esforça-te e tem muito bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não desvies dela nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”;

Salmos 119.9: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a Tua palavra”;

Salmos 119.11: “Escondi a Tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti”;

Salmos 119.13: “Com meus lábios declaro todas as ordenanças da Tua boca”;

Salmos 119.18: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei”;

Salmos 119.33: “Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos Teus estatutos, e eu o guardarei até o fim”;

Jeremias 31.31-34: “‘Eis que os dias vêm’, diz o Senhor, ‘em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado’, diz o Senhor. ‘Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias’, diz o Senhor: ‘Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: “Conhecei ao Senhor”; porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior’, diz o Senhor; ‘pois lhes perdoarei a sua iniquidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados’”;

Oseias 4.6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.
      
Como vemos nas passagens destacadas, não podemos tratar a Palavra do Senhor como meros instrumentos de sortilégio, como se fossem “poções mágicas” ou “amuletos”. De nada adianta, por exemplo, manter uma Bíblia aberta no Salmo 91 na estante de casa, enchendo de poeira e ácaros, se não há uma comunhão plena e compromisso sério com o Senhor, como também não adianta nada repetir trechos e versos da Palavra, como se fossem “jargões”, se eles não expressam a verdade na vida de quem os proferem. Muito mais do que repetir, como se fossem “papagaios de pirata” (falam sem saber do que estão falando), devemos ter a Palavra agindo viva e eficazmente em nossas vidas, como nos ensina a passagem a seguir:

Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

Essa passagem é bem oportuna, pois ela nos traz uma verdade bastante incômoda: a Palavra é capaz de trazer o discernimento sobre o que é espiritual e o que é meramente emocional. Há choro de arrependimento, que traz mudanças reais e eficazes, há choro de remorso, que leva a pessoa ao desespero e há choro de “lágrimas de crocodilo”, em que há mais alívio da alma do que verdadeiro constrangimento. Assim também há um mover do Espírito que traz conserto e arrependimento, há uma adoração em línguas, que as palavras normais não expressam de forma eficaz e há também uma verdadeira “babel” e emocionalismo no meio do povo. Mas isso só é discernido pelo Espírito e pelo conhecimento do conteúdo da Palavra.

Por fim, e tomando o gancho do último parágrafo, devemos buscar o conhecimento da Palavra, sob pena de sermos considerados “preguiçosos”, por não nos aplicarmos na busca por esse conhecimento, como nos ensina o escritor da Carta aos Hebreus na passagem a seguir:

Hebreus 5.11-14: “Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes tardios em ouvir. Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”.

Portanto, amados irmãos, não fiquemos presos somente ao fast food, aos resultados imediatos, mas busquemos constantemente a doce presença do Senhor, Sua vontade, que é boa perfeita e agradável, e cultivemos uma plena comunhão com Ele, nos aplicando na leitura da Palavra e na oração, para que tenhamos uma vida espiritual saudável!

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2014.

sábado, 18 de janeiro de 2014

NASCI PARA PENSAR

Uma das coisas mais frustrantes da atual sociedade brasileira é como as mentiras contadas pelos Governantes têm sido absorvidas pela população, não só por aquela camada que, naturalmente, foi adestrada a não pensar, por causa da dificuldade criada por aqueles Governantes em se oferecer uma educação de qualidade às camadas mais pobres do nosso País, mas que tem atingido muito mais as camadas "pensantes" do nosso País, como se fosse um transe coletivo, criando, assim, uma massa de manobra tão bem arquitetada que, possivelmente, não terá meios de escapar desse terrível "transe", a não ser que os remanescentes que pensam venham a se rebelar contra essa tentativa de formar "zumbis" moral e politicamente alienados.

Não tenho a pretensão de ser "a voz da verdade", pois, como a própria Bíblia diz, não fui chamado a ser juiz de ninguém. Minha intenção, na verdade, é chamar você, leitor deste blog, a discutir comigo sobre os caminhos que nosso País está tomando, principalmente no que toca a nós fazer, que é preparar nossos filhos para que assumam o comando desse País e do que lhes cabe comandar, para que não façam as mesmas besteiras que nós temos feito, principalmente a de sermos OMISSOS.

sexta-feira, 22 de março de 2013

LEVANTA E ANDA!


Uma das passagens mais emblemáticas da Bíblia encontra-se em João 5, que narra a cura de um paralítico no Tanque de Betesda. O relato começa com a narrativa de um evento milagroso, quando um anjo vem ao Tanque e move suas águas. Quem entrasse primeiro nessas águas era curado. Por conta desse sinal, havia um grande número de enfermos naquele lugar: cegos, coxos, paralíticos, dentre os quais um, que chamou a atenção de Jesus, que o texto informa no v. 5 que ele estava ali há trinta e oito anos (o tempo de vida de muitos de nós…). O Senhor se aproximou dele e lhe fez uma pergunta que parece ser óbvia ao mais desatento: “Queres ser curado?” Alguém, equivocadamente, poderia pensar numa resposta do tipo: “Imagina, só venho aqui por causa da beleza do mover das águas. Já me conformei com a minha situação”. A resposta do homem nos leva a entender dessa forma: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (v. 7).

Não é esta a situação de muitos membros de Igreja hoje? Há anos que estão numa situação de paralisia espiritual, sem qualquer progresso na sua fé, vivendo de experiências que aconteceram há dez, vinte, trinta anos, ou pior, de experiências vividas por seus pais, tios, avós… E os motivos dessa paralisia são inúmeros: desesperança, incredulidade, falta de iniciativa, conformismo e tantos outros, que não daria para descrever e não é este o propósito deste texto. São pessoas que vivem de Campanha em Campanha, ministrações em ministrações, muitas vezes indo de um lado para o outro, atrás de “moveres de águas”, para que suas vidas sejam, enfim, transformadas, mas nada, absolutamente NADA acontece. Então, acumula dentro de si ainda mais frustração, ainda mais dúvidas, ainda mais incredulidade.

Me parece que o Senhor não dá muita atenção à resposta daquele e homem, e lhe ordena: “Levanta-te, toma o teu leito e anda” (v.8). A palavra ordenada por Ele fez com que aquele homem se levantasse e obedecesse à ordem dada pelo Senhor, tomou seu leito (uma esteira onde estava deitado) e saiu andando (v. 9). Um detalhe nos chama a atenção nessa narrativa: o final do v. 9 nos informa que isso aconteceu num sábado, e isso tem várias implicações.

Antes de falarmos no sábado, vamos observar alguns detalhes nessa narrativa: em primeiro lugar, o homem saiu andando depois de trinta e oito anos paralisado, e nem agradeceu! Mas esse não é o primeiro evento de cura que o abençoado não voltou para agradecer. Lembram-se dos dez leprosos, que somente um (um samaritano…) voltou para agradecer? Pois é, não é? Sempre esses “samaritanos” aparecem para nos dar uma lição… Então, este homem também não agradeceu. Simplesmente saiu andando com sua esteira debaixo do braço, e isso em um sábado.

De repente, ele dá de cara com os fariseus, que o vêem com a esteira, e lhe repreendem: “Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito” (v.11). Ele respondeu: “O mesmo que me curou me disse: ‘Toma o teu leito e anda’”. Eles lhe perguntaram: “Quem é o homem que te disse: ‘Toma o teu leito e anda’”? O homem que fora curado não sabia dizer quem era Jesus, pois Ele já havia saído do Tanque. Muitas vezes, somos questionados sobre as circunstâncias da nossa cura ou das bênçãos que recebemos do Senhor, seja pelos incrédulos que povoam nossas Igrejas, seja pelos ímpios, que não querem ver a prosperidade dos santos do Senhor. Nem toda a explicação ou lógica que possa ser apresentada lhes satisfará, pois eles não sabem de outra coisa, senão a de criticar quem faz a Obra do Senhor e de impedir que ela prospere. O problema é que esses questionamentos também podem minar a nossa fé e passamos a olhar com desconfiança para o Senhor e também para a pessoa que foi usada por Ele para nos alcançar. Essa desconfiança pode ser muito perigosa.

Quando Jesus o encontra novamente, agora no Templo de Jerusalém, falou novamente com aquele homem, dessa vez de forma mais gravosa: “Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (v.14).

Esse aviso do Senhor me faz lembrar outra passagem em que o Senhor Jesus trata dos perigos de vivermos uma vida desregrada:
Mateus 12.43-45: “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso diz: ‘Voltarei para minha casa donde saí’. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali, e o último estado daquele homem torna-se pior do o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa”.

Se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, tendemos a cair no pecado e passamos a agir de forma displicente e podemos ser surpreendidos por situações ainda piores que aquelas que experimentamos antes. Ambos os avisos da parte do Senhor são muito sérias e devem ser levadas em conta em nossos dias, principalmente pela escalada da apostasia que o mundo experimenta atualmente.

Qual é a lição, melhor, que lições tiramos desse texto? Resumidamente, são as seguintes:
  • O cristão não deve ficar restrito às experiências passadas e nunca viver das experiências dos outros, por mais importantes ou maravilhosas que tenham sido;
  • Não devemos nos conformar com a situação que estamos experimentando, no sentido de ficarmos prostrados, choramingando, reclamando. Se ela for permitida pelo Senhor, devemos nos alegrar nEle e aproveitarmos esse momento para absorvermos tudo o que tem de ser aprendido com ela;
  • Não devemos nos sentir intimidados pelas pessoas que vêm questionar a nossa fé no Senhor, seja de dentro da Igreja, seja de fora, pois a nossa intimidade com o Senhor só interessa a nós mesmos e a Ele;
  • Devemos cuidar bem de tudo o que o Senhor nos tem dado, principalmente a nossa comunhão com Ele, para que nossa situação não fique ainda pior do que a anteriormente experimentada.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

Rio de Janeiro, 22 de março de 2013.

quinta-feira, 21 de março de 2013

NEO-NAZISMO: O FRUTO DO CANIBALISMO SOCIAL


I. COMO SURGIU O NAZISMO?
ALEMANHA, 1920: A destruição do País na 1ª Guerra Mundial (1914-18), as restrições oriundas dos pactos do pós-guerra, a crise econômica global que levou à quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque e à mega inflação que estava arruinando a economia (com cerca de 32 milhões de desempregados em 1932) e a auto-estima da classe média alemã fizeram com que nascesse o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), fundado em 1º de Abril de 1920, do qual resultou na ascensão ao poder, em 1933, de Adolph Hitler, cujo governo e ideais resultaram na 2ª Guerra Mundial. Era um sistema político ultra-nacionalista e que condenava abertamente a democracia liberal, fazendo do anticomunismo a sua principal bandeira e dos discursos demagogos e palavras de ordem violentas suas principais características.
O nazismo tem sua origem no militarismo prussiano, cujas características eram a ambição expansionista e rígidos padrões de disciplina e hierarquia social. Sua ideologia era extremamente confusa e teve como fontes o pensamento alemão, como:
  • Hegel - A TEORIA DO ESTADO TOTALITÁRIO;
  • Fichte e sua PREGAÇÃO NACIONALISTA;
  • Ernst Moritz Arndt e Friedrich Ludwig Jahn - PREGADORES DA XENOFOBIA, CONHECIDOS COMO “PATRIOTAS DE 1813ʺ;
  • Houston Stewart Chamberlain - APOLOGIA DO HOMEM NÓRDICO, O “ARIANO PURO”;
  • Friedrich Nietzsche - O SUPERHOMEM, “ALÉM DO BEM E DO MAL”;
  • Friedrich Ratzel e Karl Haushofer - GEOPOLÍTICA;
  • Richard Wagner - A MÍSTICA DO HERÓI GERMÂNICO, ELEVADA EM SUAS MÚSICAS;
  • Werner Sombart e Oswald Spengler - “SOCIALISMO ALEMÃO”.

O rompimento com a LIGA DAS NAÇÕES em Outubro de 1933 e o repúdio ao TRATADO DE LOCARNO em 1936 resultaram em um mal estar irreversível entre a Alemanha e a França, devido à invasão da Renânia, região pertencente à França. Suas atrocidades são plenamente conhecidas, com o holocausto de milhares de judeus e de não simpatizantes do regime do III REICH, que teve fim com a morte do FÜHRER, com a derrota da Alemanha na 2ª Guerra Mundial.

II. O NAZISMO HOJE:
ALEMANHA, 1988: Com o fim do regime comunista do Leste Europeu, as Alemanhas Ocidental (capitalista) e Oriental (comunista) voltam a se reunir em um só País, pois o Muro de Berlim veio abaixo, dando fim a anos de fugas mirabolantes e massacres em massa dos que eram recapturados. Mas a festa da Reunificação Alemã durou pouco, pois grupos neo-nazistas estavam lutando contra os estrangeiros que viviam nas periferias, principalmente judeus, latinos, turcos, negros e outras minorias étnicas. É o renascimento do III REICH, em pleno século XXI, em meio à caça dos criminosos nazistas da 2ª Guerra Mundial.

BRASIL, DÉCADAS DE 1980/1990: Em São Paulo, surgem grupos neo-nazistas, conhecidos como SKIN-HEADS ou “cabeças carecas”, extremamente violentos, que pregam a expulsão dos judeus, palestinos, negros e nordestinos para suas respectivas terras natais. Surge também o Partido Nacional-Socialista (1988) que, apesar de não participar ativamente do cenário político nacional, está ganhando força.
O que surpreende no neo-nazismo brasileiro é que não temos uma “RAÇA PURA”, tendo em vista que somos frutos de uma “miscelânea” de raças que, por sua vez, também são uma “miscelânea” de raças. Um exemplo disso são os nossos colonizadores: tanto portugueses quanto espanhóis não são 100% “puramente”
europeus, tendo sua ascendência vinda principalmente dos mouros, vindos do Oriente Médio, pela expansão do Islamismo.
Os negros, por sua vez, vieram de inúmeras tribos centro e sul africanas, trazidos como escravos, conquistados como despojos de guerra, quando vencidos pelos colonizadores europeus, ou vendidos por outras tribos como objetos de troca, fosse por comida, por bebidas alcoólicas ou por pedras preciosas.
Ao chegarem aqui, na condição de escravos, eram explorados ao máximo e suas mulheres, além do trabalho na cozinha da casa grande, eram também exploradas sexualmente pelos senhores e pelos capatazes, nascendo assim os primeiros mulatos, frutos da “UNIÃO” dos negros e dos brancos.
Mas não foram só as mulheres negras que sofreram com a exploração sexual dos “colonizadores”: as índias também sofreram tal agressão, nascendo outra ETNIA típica do Brasil, conhecidos como mamelucos ou caboclos. Da união dos índios e dos negros, ambos explorados pelos portugueses e refugiados nos primeiros QUILOMBOS, nasceram os cafuzos.
Quanto aos nordestinos, então, a proximidade é ainda maior, tendo em vista que foram eles que construíram os Estados mais ricos do País, como SP e RJ e, querendo ou não, todos nós temos vínculo com os nordestinos, nem que seja “POR DEBAIXO DOS PANOS”. Por isso, não há como ter RAÇA PURA em nosso País, pois somos fruto de uma enorme mistura étnica, sem contar que podemos ter chances enormes de sermos descendentes diretos de qualquer uma dessas etnias perseguidas.
De acordo com a matéria “FILHOS DO ÓDIO”, publicada no Jornal O DIA, em 01 de Abril de 2001, ANIVERSÁRIO de fundação do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, os neo-nazistas brasileiros são divididos em três grupos: os NACIONAIS SOCIALISTAS, os SKIN-HEADS ou “cabeças carecas” e os WHITE POWERS ou força branca. Os primeiros fundaram um partido político no RJ e em Niterói, em 1988, comandado por Armando Zanine Júnior; os segundos são os mais temidos, devido à sua violência e às práticas racistas.
Sua DOUTRINA SEPARATISTA inclui a separação dos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do resto do País, a fim de criar uma Nação branca SUPERIOR.
Em relação ao Rio de Janeiro, eles defendem uma LIMPEZA ÉTNICA, com a intenção de expulsar do Estado todos os negros, judeus e nordestinos. Já os WP pregam uma LIMPEZA ÉTNICA mais violenta, que inclui a deportação dos judeus, turcos, sírios e libaneses para seus Países de origem. Aqueles que tiverem estabelecimentos comerciais, os mesmos deverão ser incendiados, como forma de rompimento de vínculo com o Brasil.
Em relação aos negros, é defendida a volta da escravidão. Somente serão livres aqueles que puderem pagar por ela. Pregam também a pena de morte do criminoso e de seus familiares. Em relação aos nordestinos, a crueldade é ainda maior, pois aqueles que se recusarem a voltar para sua terra, serão decapitados.
Outro ideal difundido pelos neo-nazistas brasileiros é a estatização da economia, com a encampação das multinacionais; trabalhos forçados em presídios, transformando os presos em mão de obra “BARATA” e “PRODUTIVA”; e a socialização da Educação e da rede pública de Saúde.
Ainda de acordo com a reportagem acima, há diferenças entre os SKINHEADS de SP e do RJ. Os PAULISTAS, em sua maioria, têm curso superior, enquanto os CARIOCAS, não. Outra diferença é a de que os primeiros defendem o INTEGRALISMO, ou seja, a IMPLANTAÇÃO COORDENADA de suas idéias; já os segundos, defendem a violência gratuita, pregada pelos WP. Quanto à reunião dos grupos, no RJ, se concentram os NACIONAIS-SOCIALISTAS e os SKIN-HEADS, e em SP e no Sul, concentram-se os WP. De acordo com a pesquisadora Diane Kuperman, eles representam 0,004% da população brasileira - 6.600 pessoas.
A princípio, parece ser um número inexpressivo, mas não é, tendo em vista que não pára de crescer o número de adeptos ao movimento e, em vinte anos, poderá ser uma grande ameaça à nossa Democracia. Seus métodos de divulgação também evoluíram desde a implantação do III REICH, pois, enquanto este usava o rádio como meio de propagar suas mensagens ANTI-SEMITAS, os de hoje usam a Internet, tendo em vista que não há nenhuma lei de censura ou órgão moderador que limite a divulgação de mensagens racistas na Rede.
Há também filmes que mostram o modo violento de agir dos neonazistas. O principal deles é “A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA” (“THE AMERICAN HISTORY X”), dirigido por Tony Kaye, que mostra como nasce a cultura do racismo em uma pessoa: dentro de casa. Mostra que a violência, querendo ou não, gera ainda mais violência e que, quanto mais jovem, mais fácil de ser engodado pela ambição da RAÇA PURA.

III. CONCLUSÃO:
Vivemos um período de extrema instabilidade sócio-político-econômico em nosso País e, assim como a água parada está para o AEDES AEGIPTY (mosquito transmissor do Dengue), o momento é bastante propício para o crescimento e disseminação da cultura neo-nazista, pois, assim como os alemães dos anos 1930-40, os brasileiros do século XXI estão em busca de algo ou alguém que melhore o seu ego, nem que seja através de medidas extremamente violentas contra aqueles que, de alguma forma, são descendentes daqueles que construíram este País, nem que tenha sido como ajudante de pedreiro, mas que cada gota de suor deles está misturada com a argamassa que juntou cada tijolo, isso está. Que cada sonho de retornar para sua terra com melhores condições de vida está em cada parede pintada nestas Cidades, também. Que cada desilusão está nas pegadas deixadas nas Rodoviárias, Portos e Aeroportos do Brasil, não resta a menor dúvida.
Por isso, absurdos totalitários e fundamentalistas como o Nazismo não deveriam ter espaço em nosso País, pois nele temos as digitais de uma infinidade de povos em cada centímetro quadrado construído, seja nos grandes Centros urbanos, seja em cada Vilarejo do interior, ou em Jazidas nas Matas do Norte e Centro Oeste deste País. Quanto aos problemas existentes, não há como negar que eles existem e que a solução deve ser conseguida com urgência. Mas sem tolerância e cooperação mútua, não chegaremos a lugar nenhum. E o CANIBALISMO SOCIAL crescerá cada vez mais.

IV. BIBLIOGRAFIA:
  • Jornal O DIA, 01 de Abril de 2001, páginas 22 e 23;
  • Enciclopédia Mirador, vol. 15, Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987;
  • História da Civilização, vol. IV;
  • Site zazcinema: http://www.zaz.com.br.

MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR. MATRÍCULA: 19951.5538-0.
DIREITO - 10º PERÍODO - NOITE.
ÉTICA PROFISSIONAL E JURÍDICA. PROFª FLÁVIA KOGAN.

domingo, 17 de março de 2013

OS JARDINS DE DEUS


Quando pensamos nos “jardins de Deus”, logo pensamos que houve somente um, o Éden. Mas, de acordo com as Sagradas Escrituras, há outros lugares especiais que o Senhor escolheu para servir como representação da Sua Santa presença na Terra. Esses “Edens” são representados na Bíblia da seguinte forma:
·         O próprio Jardim do Éden, descrito em Gênesis 2 e 3;
·         Canaã, chamada de “Terra Prometida” e de “Terra que mana leite e mel” no Êxodo, e “Terra Santa” atualmente;
·         Pasmem, o próprio ser humano, descrito pelo apóstolo Paulo como “Santuário do Espírito Santo” em dois trechos de sua primeira carta à Igreja em Corinto.

Quando enxergamos dessa forma, veremos que todo o misticismo que gira em torno desse assunto cai por terra, assim como todos os “achismos”, pois não se trata apenas de um lugar de beleza exuberante ou intangível pela nossa imaginação, nem mesmo da tola tentativa de imaginarmos uma sociedade humana superior à que temos hoje. Vai muito além disso: é termos acesso irrestrito ao Criador de todas as coisas, é poder aprender tudo direto da Fonte de toda a sabedoria, é poder vivenciar o natural e o sobrenatural num mesmo plano, sem qualquer barreira ou restrição.
Mas vemos que, desde o início, a humanidade parece não estar satisfeita com a proposta de comunhão feita pelo Senhor. No Éden, Adão e Eva deram mais atenção a um “conhecimento ilimitado”, abrindo mão da comunhão com a Fonte do verdadeiro conhecimento. Israel abriu mão da comunhão com o Senhor dos Exércitos para andar de acordo com os povos a seu redor que, aliás, deveriam ter sido expulsos de Canaã por ele, purificando, assim, a terra para torná-la santa para o Senhor (Juízes 2). O resultado das duas rebeliões (Adão e Israel) foi o banimento: Adão e Eva foram banidos do Éden (Gênesis 3), Judá (Reino do Sul) foi exilado na Babilônia(II Reis 24.1-25.30) e Israel (Reino do Norte) perdeu sua identidade nacional, tornando-se o povo misto conhecido como samaritanos (II Reis 17.6-41).
E quanto a nós, que vivemos na Dispensação da Graça? Bom, a situação não é menos gravosa que aquela encontrada no Antigo Testamento. O Senhor Jesus nos dá uma interpretação da Lei de Moisés bem mais restritiva que aquela dada pelos fariseus, além das demais passagens que usamos como exemplos a seguir:
·         Mateus 5.20: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” – isso significa que não basta termos um conhecimento intelectual da Palavra de Deus ou sem a aplicação do amor, pois assim nunca alcançaremos o Reino do Senhor;
·         Romanos 6.12-13 (NVI): “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo com que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a Ele, como instrumentos de justiça” – esta passagem deixa bem claro que não devemos tratar nossos corpos de qualquer maneira, submetendo-o novamente ao pecado, pois já fomos resgatados pelo Senhor e não vivemos mais como escravos do pecado, mas sim da Justiça dEle;
·         I Coríntios 3.9: “Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” – nós somos habitáculos do Espírito Santo que, após a subida do Senhor aos céus, passou a morar conosco, como selo de garantia de que pertencemos ao Senhor, até que se consuma o nosso resgate, com a transformação dessa natureza corrupta que temos pela natureza eterna;
·         I Coríntios 3.16-17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” – ao contrário do que muitos pensam, esta passagem refere-se, sim, ao nosso corpo. Não podemos maltratá-lo nem submetê-lo a situação que venha a destruí-lo, pois ele é habitação santa do Senhor;
·         I Coríntios 6.19-20: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo,que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” – Esta passagem deixa ainda mais clara a nossa responsabilidade de cuidarmos bem de nós mesmos, agora não só referente aos cuidados com a nossa saúde física. A ênfase aqui é a de que devemos cuidar da nossa saúde espiritual;
·         Gálatas 2.19-20: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo se entregou por mim” – Devemos ter consciência de que não vivemos mais no mesmo padrão de vida que tínhamos antes de receber a Cristo. Agora pertencemos a Ele, por isso devemos viver como Ele viveu;
·         Cantares 4.12 (NVI): “Você é um jardim fechado, minha irmã, minha noiva; você é uma nascente fechada, uma fonte selada” – Usei esta passagem de Cantares porque é um dos melhores exemplos do zelo de Deus para conosco, ao dizer – através dos lábios apaixonados de Salomão – que somos Seu “jardim fechado”, “nascente fechada”, “fonte selada”. Devido a esse zelo que posto a última passagem a seguir:
·         Tiago 4.5 (NVI): “Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?”. Em diversas passagens do Antigo Testamento encontramos os ciúmes de Deus contra Israel e Judá, que O abandonaram e O trocaram por ídolos e práticas nojentas, principalmente Ezequiel 8.3 e 5, 16.38, Salmos 78.58, dentre outras.

Ou seja, nada mais tolo do que pensar que o Senhor não se lixa pelos nossos pecados! Sim, Ele se importa e Ele nos pune na medida dos erros que nós cometemos! Se você está sendo corrigido pelo Senhor, alegre-se, pois esta é a mais clara demonstração de que ELE TE AMA; no entanto, se você acha que pode “pintar e bordar”, porque Ele está pouco se lixando com os seus pecados e práticas ruins, pode começar a ficar preocupado, principalmente porque a Palavra de Deus diz categoricamente que:
Hebreus 12.4-8, 11-14: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: ‘Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por Ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe’. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos… Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Concluindo, passemos a viver de modo digno diante do Senhor, honrando-O também com nosso corpo, pois isso é digno diante dEle e é a demonstração física de que pertencemos a Ele e que nascemos para a vida eterna, deixamos o pecado e vivemos agora para a Justiça.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!