Sábado, 27 de Junho de 2009

A MENTIRA DE LAODICÉIA - DAVID WILKERSON

Estamos vivendo tempos em que somos enganados com falsas promessas de uma vida regalada e cheia de confortos, como se estivéssemos já dentro das Mansões Celestiais. A mensagem que vem a seguir eu li em 27/06/2009, logo depois de ter assistido um vídeo que fala sobre a luta entre a alma humana e o espírito que habita nele, vindo de Deus. Espero que esta mensagem venha de encontro ao seu coração, não no sentido de acusá-lo, mas de trazê-lo ao arrependimento. Que o Senhor Jesus lhe dê discernimento e o capacite a viver em santidade, a despeito de qualquer situação e circunstância, pois "o justo viverá da fé".
"A Mentira De Laodicéia!

A Mentira De Laodicéia! (The Laodicean Lie!)
Por David Wilkerson sem data
Irmãos e irmãs: esta é a GERAÇÃO MORNA. Não se precisa ser teólogo para entender que chegamos à era de Laodicéia, a qual Jesus profetizou que chegaria nos últimos dias. Compare simplesmente o que Jesus disse quanto à igreja morna de Laodicéia, com o que é hoje chamada de Igreja de Jesus Cristo. Jesus advertiu que é melhor que aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito Santo está dizendo sobre este sistema religioso.
Jesus advertiu claramente que nos últimos dias da civilização se desenvolveria uma igreja que iria se gabar de ser rica, de crescer e de aumentar os membros, de ser auto-suficiente. Em outras palavras, uma igreja de grande influência, com visibilidade e força crescentes, que ao mesmo tempo se recusa a qualquer tipo de correção ou de exame minucioso.
Jesus disse o seguinte a respeito desta igreja: "Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma..." (Apoc. 3:17). Como é triste o fato de que esta igreja em particular, arrogante e cheia de vanglórias, está sendo anunciada por tantos cristãos sem discernimento como sendo a gloriosa igreja dos últimos dias, cheia de poder e domínio, que deverá conquistar o mundo e trazer o Rei Jesus de volta. É a mentira de Laodicéia! Uma pessoa querida escreveu o seguinte: "Não estás percebendo, senhor, que o nosso próximo presidente será um homem que fala línguas, cheio do Espírito? Não sabes que todos estes grandes projetos arquitetônicos dos evangelistas são ordenados por Deus? O Senhor está treinando líderes, levantando enormes projetos para que possam ganhar posições dentro do governo -- após haverem aprendido tudo a respeito das altas finanças e de construções. A igreja vai assumir o controle do governo -- líderes cheios do Espírito vão produzir as leis, e vão acabar com o aborto, a pornografia e o crime. Deus levantou uma igreja poderosa para que ela possa assumir o controle agora".
O ponto principal no conceito de "Reino de Deus na terra" vem a ser o de um governo perfeitamente justo, que englobe todas as nações; governo sob o qual cesse toda injustiça, opressão e luta; os malefícios da pobreza deixem de ser conhecidos, e todos os homens vivam em paz e prosperidade como irmãos.
O que me deixa alarmado é que muitos fundamentalistas agora estão compartilhando pontos de vista semelhantes, do tipo Poliana, a respeito do papel da igreja americana moderna. Parece que estão se gabando: "Conseguimos! Possuímos de 30 a 40 milhões de evangélicos. Temos líderes com charme, populares, que falam bem. Dispomos do dinheiro, da capacidade e de números crescentes que se juntarão a nós: assumamos o controle!"
Tenho ouvido pastores de grandes igrejas carismáticas se vangloriando: "Construirei a maior igreja da América, porque números significam poder, influência. É preciso que tenhamos uma igreja grande e poderosa o suficiente para que se imponha a moralidade e a vontade de Deus em nossa nação e em nossas comunidades". O espalhafato e a vanglória chegam a este ponto!
Esta igreja orgulhosa, rica e arrogante, agora ambiciona poder. Não o poder de Deus - mas o poder político. Ela ambiciona a Casa Branca, o congresso e a Corte Suprema. Já que falhamos em produzir um reavivamento com arrependimento e mudança no coração dos homens como Jonas, vamos, de acordo com alguns, tomar as rédeas do governo e legislar com justiça.
Isto soa tão consagrado, tão espiritual, tão vital. Como Israel, muitos do povo de Deus clamam por um púlpito imperial -- com um líder espiritual que erradique o poder do mal entrincheirado, e legisle um novo sistema moral. O dedo acusador dos profetas ameaçadores e dos vigilantes que vertem lágrimas, deverá ser substituído pela pena refinada dos congressistas cristãos que promulgarão leis morais.

Acredite ou Não - Esta é Exatamente aIgreja que Deus Vai Vomitar de Sua Boca
Deus não está nem um pouco impressionado com a avaliação inchada que esta igreja faz de si mesma. A igreja morna de Laodicéia não está destinada ao domínio, ao poder e à autoridade de tipo nenhum. Ela está destinada ao julgamento! O pior tipo de cegueira espiritual é se juntar aqueles que se jactam de que a igreja americana moderna, carismática ou não, está no seu melhor momento. Que falta de discernimento espiritual incrível. Quanto a mim, junto-me aquilo que Jesus disse a respeito desta igreja dos últimos dias.
Jesus rompe a fachada e expõe a verdade a respeito da igreja de Laodicéia. Ela não é o que ela pensa que é -- ela não é o que ela diz ser. Ela não é rica -- ela é pobre! Ela não está em expansão -- ela é infeliz e prestes a ser decepada para sempre! Não é uma igreja forte e que não precisa de nada - mas em vez disto, está vergonhosamente nua! Não é uma igreja com novas revelações e discernimentos profundos das Escrituras -- Jesus disse que ELA È CEGA! Ela não será o veículo do domínio de Cristo sobre a terra, mas em vez disto, será o objeto de Sua ira e do Seu repúdio.
A Igreja de Deus é um Remanescente Triunfante, Desprezado, Perseguido
Você pode estar certo de que Deus possui um povo para Si nestes últimos dias, mas eles se tratam de um remanescente desprezado, santo e separado. Estas pessoas deste remanescente santo andam na luz e gozam de grande discernimento. Eles enxergam a igreja moderna de Laodicéia através dos olhos de Jesus e não serão enganados pela pompa, pela enormidade e pela grandeza exterior da religião popular. A igreja verdadeira é invisível; é uma igreja arrependida; deseja ardentemente a volta de Cristo, o Amado.
A igreja verdadeira não pode de maneira alguma desfrutar dos favores e da boa vontade do mundo. Cremos e trememos à Palavra de Deus ou não? Quando será que vamos enfrentar o que Jesus preveniu que aguardaria aqueles que negam a si próprios, tomam a sua cruz e O seguem? Jesus disse: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou" (João 15: 18-21).
Ao falar do que acontecerá aos santos nos últimos dias, Jesus disse: "...lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome" (Lucas 21:12).
Jesus prosseguiu para prevenir quanto à traição, "e matarão alguns dentre vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome" (Lucas 21:16,17).
Paulo declara enfaticamente: "...todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Tim. 3:12).
É completamente impossível para a igreja verdadeira, ou para qualquer um dos seus líderes, ser aprovada ou aceita pelo mundo. Um homem piedoso, uma igreja piedosa, serão perseguidos e caluniados pelo mundo, pelos seus reis e governantes. Jesus não permitirá nenhuma exceção à esta regra - pois Ele advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6:26).
Ai desta igreja de Laodicéia e de suas aspirações políticas! Se o mundo lhe aceita, isso só pode ser resultado da remoção da acusação procedente da Cruz. Por quase dois mil anos a igreja de Jesus Cristo tem sido rejeitada e perseguida pelo mundo. O sangue de milhões de mártires rejeitados clama do solo. Durante séculos, homens e mulheres de Deus dirigidos pelo Espírito foram queimados na estaca, serrados ao meio, perseguidos e abatidos como animais. Santos de Deus foram degolados; outros foram afogados; muitos foram lançados aos leões. A Bíblia diz que todos morreram na fé e que o mundo não era digno deles. Devo eu agora crer que Jesus mudou de idéia e tenha resolvido encerrar os séculos com uma igreja morna, rica, mimada, jactanciosa, centralizada em si própria? Será que o último exército de Deus irá consistir de obreiros eleitorais que saem procurando votos? Será que os ganhadores de almas serão substituídos por grupos que saem pelas estradas e pelos montes em busca de assinaturas em favor de causas sociais?
A Grande Preocupação de Deus é Com a Igreja Que se Declara Batizada no Espírito!
A igreja morta, fria, liberal, há muito se afrouxou quanto aos caminhos do pecado -- ela não vem a ser a preocupação prioritária de Deus nestes últimos dias. Há denominações inteiras que se tornaram pagãs -- o Espírito de Deus as deixou há anos atrás. Mas Deus Se concentra nas igrejas evangélicas e nas carismáticas, nas organizadas ou não, em suas congregações e ministérios. Foi do interior do corpo Carismático de crentes que toda a pregação de prosperidade irrompeu. Aqueles que se declaram batizados pelo Espírito e guiados pelo Espírito são os que vão à frente e dizem: "Deus quer que você seja rico, cheio de bens e auto-suficiente em tudo". Foi a partir deste corpo que nasceram as novas doutrinas de domínio terreno.
Tenho sido um pregador carismático por mais de 30 anos, e posso dizer com Paulo: "Falo em línguas mais do que todos vocês". Mas me angustio a respeito das seduções e das falsas doutrinas que agora estão varrendo tantos crentes carismáticos sem discernimento. Multidões deles estão sendo enganadas, induzidas ao erro, trapaceadas e arrebatadas por doutrinas dos demônios. O que Deus lamenta é a MESCLA que está sendo introduzida nos círculos carismáticos. Mescla é sinônimo de mornidão. A gente encontra esta mescla para todo lado onde se olha hoje em dia. Assista a um assim chamado concerto de rock cristão por exemplo. Que mescla incrível. Geralmente começam assim: "Aqui estamos só para ministrar Jesus - para glorificá-lO". Você vai ouvir uma conversa adocicada a respeito de santidade, de arrependimento, e de se deixar tudo por Jesus. Então de repente o espírito de Elvis Presley parece cair sobre eles e estes são transformados bem na sua frente em roqueiros da pesada que se balançam, desinibidos e sensuais. Antes do fim do programa você vai ouvi-los se vangloriando: "Vamos levar Jesus até aonde a igreja nunca chega. Para os bares, para os concertos seculares, para a MTV! Estamos orando para que Deus nos conceda os ouvidos do mundo. Queremos alcançar a mesma multidão que o mundo alcança".
Se for para eu acreditar no que Jesus disse - eles seriam apedrejados com tomates por aquela multidão e vaiados até saírem do palco - quer dizer, se eles verdadeiramente ministrassem no Espírito. Quanto mais cantassem para Jesus, mais seriam odiados e desprezados. Os cantores de gospel que estão recebendo o louvor e a aceitação do mundo perderam a presença de Jesus - que é exatamente aquilo que causa a rejeição. O evangelho de Jesus Cristo é uma ofensa ao judeu, uma loucura para o gentio.

A Mentira de Laodicéia Incluia Rejeição da Volta Súbita eIminente de Cristo
Você consegue acreditar no que estão pregando agora? Estão dizendo: "Jesus não pode voltar enquanto não conquistarmos a terra. Ele não voltará enquanto não tivermos o domínio e O trouxermos a um mundo no qual tenhamos produzido submissão". Zombam da idéia de um retorno iminente e inesperado de Cristo. Jesus diz que é "mau" o "servo" que diz em seu coração: "Meu senhor demora-se" (Mat. 24:48).
Este tipo de ensino é um resultado direto do declínio espiritual, da tepidez e do enfado com o carregar da cruz. Quando o amor por Jesus está em chamas, há um desejo ardente pelo Seu breve retorno -- há um anseio "de estar com Ele, contemplar a Sua glória!". Mas agora, porque abunda o pecado, o amor de muitos se esfria; o auto-sacrifício e a auto-negação são repudiados; e a igreja se apressa em buscar a honra e o poder deste mundo.
Eles agora zombam da idéia de os crentes serem "transformados num abrir e fechar d’olhos" (I Cor. 15:51,52). Colocaram a vinda de Cristo num futuro remoto e o seu interesse prioritário não é o que Cristo está fazendo, mas o que a igreja está fazendo. O interesse do momento não é no interior, mas no exterior -- juntar novos membros, fazer a influência crescer e estabelecer um reino terreno.
Jesus disse: "Eis que venho sem demora..." (Apoc. 22:12). Paulo escreveu: "Pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite...Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa..." (I Tess. 5:2,4). Pedro também confirmou o retorno súbito do Senhor: "Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor" (2 Pedro 3:10).
Jesus advertiu a igreja de Sardes para sempre ser vigilante e expectante - e para se arrepender, ou então ser pega desprevenida. "...guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti" (Apoc. 3:3).
Por que deveria um cristão vigiar e ficar alerta se a vinda de Cristo é protelada para uma hora qualquer no futuro? Devemos acreditar nos pregadores modernos, mornos, ou devemos repousar a nossa fé no que Jesus disse: "Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" (Mateus 24:44).
Jesus nos avisa: "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora" (Mateus 25:13). É assim que viviam os cristãos apostólicos do primeiro século. Eles compartilhavam o intenso desejo de Paulo de "partir e estar com o Senhor". Estavam ativos na obra do Senhor, se ocupando e obedecendo Seus mandamentos -- mas como Abraão, buscavam uma cidade cujo construtor e edificador é Deus.
Os pregadores do reino do domínio, espiritualizam tudo que tem a ver com o retorno breve de Cristo. Mas como conseguir espiritualizar o mandamento mais prático de Jesus: - "Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo digo a todos: vigiai!" (Marcos 13:35-37).
A coroa de justiça que o Juiz dará naquele dia está reservada "A TODOS QUANTOS AMAM A SUA VINDA" (2 Tim. 4:8). Pergunto-lhe: você goza com antecedência a Sua volta breve? Você anseia por ela? A volta dEle para reunir os Seus eleitos ainda é a sua esperança? Era para Paulo, que escreveu: "Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tito 2:13).
As últimas palavras de Jesus na Bíblia são: "Certamente, venho sem demora" (Apoc. 22:20). O Espírito e a noiva dizem: "Vem!" (Apoc. 22:17). O que você diz?
Quem você acha que está colocando dúvidas na mente da noiva a respeito do breve retorno do seu amado? Quem é que procura restringir a mente dela aos limites da terra - concentrando-se não na glória do seu Cristo, mas em seu própria, e em seu papel neste mundo? Quem faria a noiva sentir-se como uma viuva abandonada - abandonada pelo seu Noivo pelo fato de não ser muito assertiva e dominadora? Certamente não é o Espírito Santo -- pois o Espírito proclama: "Cedo virá o Senhor Jesus!"
Teria o Senhor ordenado à Sua igreja adiar a Sua vinda e no lugar disto levantar um reino terreno de justiça - ou o Senhor ordenou-nos que colocássemos óleo em nossas lâmpadas, despertos, e nos aprontássemos para o Seu retorno a qualquer momento? Deixe que a Palavra responda: "Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram" (Lucas 12:35,36). A seguir, Cristo acrescentou estas palavras: "Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes..." (Lucas 12:37). Para que vigiar, para que ficar alerta, por que cingir o corpo, por que permanecer em estado de alerta, por que desejá-la -- se a vinda de Cristo é adiada para um futuro remoto, enquanto se aguardam as ações militantes da igreja?
O Senhor sabia o que aconteceria quando fosse dito: "O Senhor tarda em vir". Haveria desleixo; haveria muito comer e beber, embriaguez; haveria uma urgência em se preparar. "Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia que não o espera e em hora que não sabe, e castiga-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis. Aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites" (Lucas 12:45-47).
Este tipo de ignorância quanto à sua real condição espiritual, é possível à igreja quando o Espírito Santo é entristecido e Sua voz é silenciada. Se o Espírito de Deus não consegue falar, eles acariciam os seus próprios enganos, tornam-se obcecados com orgulho e arrogantes e jactanciosos quando os julgamentos de Deus estão prestes a irromper.
Graças a Deus, existe um remanescente santificado, separado, ouvindo a voz do Espírito Santo, e estes não são enganados ou pegos despreparados. São os vigias que detectaram os estratagemas do inimigo; são ousados para expor as doutrinas cheias de palavrório dos demônios. Os que ouvem o que o Espírito diz, sabem o que o Senhor está prestes a fazer. Vêem a tempestade que se forma, ouvem os trovões se aproximando -- sabem que Deus já está julgando a Sua casa e as suas nações em particular.
A igreja de Laodicéia se auto-elegeu, sem nenhuma direção do Espírito Santo, não para iluminar o mundo, mas para o dominar. Ela se transformou na maior mestre de mentiras do universo. Está confiante em sua própria força e sabedoria, ao mesclar as falsidades do anticristo com a verdade do evangelho. Ela decidiu acabar com a grande distinção que Cristo colocou entre a igreja e o mundo .
Necessitamos Manter-nos Fiéis ao Conceito Apostólico do Reino de Cristo
Os apóstolos enxergaram na pessoa sobrenatural do Rei uma prévia da grandeza e da glória do Seu reino (2 Ped. 1:16). Como Filho de Deus encarnado, e possuindo todo o poder no céu e na terra, o Seu reino, apesar de na terra, não podia ser comparado com os reinos terrenos. O seu símbolo era a Cidade Santa, a Nova Jerusalém descendo de Deus, vinda do céu. E, como o Rei se tratava de um homem que se levantou dos mortos imortal, podendo assim ser o eterno Soberano da parte de Deus, assim também deveriam ser todos aqueles que o ajudariam na administração do Seu governo. Os Seus reis e sacerdotes necessitariam ser feitos à Sua semelhança; e somente sob um governo celestial deste tipo uma ordem social perfeita poderia ser estabelecida, e todas as nações habitar em paz sob o Seu domínio.
Os apóstolos sempre distinguiram com clareza a obra sacerdotal atual do Senhor nos céus, que se iniciou em Sua ascensão, de Sua régia obra futura na terra. Foi ao Pai para ser feito o grande Sumo Sacerdote, intercedendo sempre no lugar santo supremo. Ao findar esta obra de intercessão, e ao ser a igreja, Seu corpo, reunida e tornada perfeita, aí e só aí Ele assentar-Se-ia no trono da Sua glória e iniciaria o Seu trabalho de Juiz e Rei (Mateus 25:31). Em Sua ascensão, Ele foi investido de toda autoridade, mas o exercício atual desta autoridade é providencial e invisível. Sua autoridade mesmo agora é suprema - apesar de o mundo ainda não tê-lO conhecido e reconhecido como Rei. A esfera de Seu governo visível é agora a própria igreja, onde a Sua vontade é tornada conhecida pelo Espírito na escolha dos ministros, e em toda a sua administração.
Só ao retornar e ao assumir o controle do reino é que o Seu governo sobre as nações será revelado, e todos os líderes O reconhecerão como sendo a fonte de toda a sua autoridade. Aí então Ele "assume o Seu grande poder e reina". Até que chegue este tempo, a igreja precisa estar no mundo como Ele esteve, tendo as suas reivindicações não reconhecidas, rejeitadas, e expostas à inimizade e à censura. Só quando Ele adentrar o Seu escritório real é que a igreja poderá reinar com Ele.
Este é o conceito apostólico do reino de Cristo. Difere muito dos que ensinam que Cristo comissionou a igreja para administrar o reino na Sua ausência, e levar todas as nações à obediência -- e fazê-lO retornar como Rei a um mundo onde os inimigos já estão todos postos sob os Seus pés. Ensinam que Cristo só voltará depois que todas as nações crerem nEle e que a justiça e a paz encherem toda a terra. Esta é uma divergência radical do que os apóstolos ensinaram.
Roma desenvolveu esta doutrina do domínio há alguns séculos atrás. Ela foi formulada por Agostinho em sua "Cidade de Deus". A igreja então reivindicou governar em nome de Cristo na ausência dEle. Completaram o ensino chegando à sua conclusão lógica declarando a supremacia absoluta do seu bispo -- o Papa.
Quando o primeiro amor se esfria e a volta do Senhor é adiada indefinidamente, os laodiceianos se cansam de carregar a cruz e começam a perguntar: "Será que estas palavras desencorajadoras do Senhor e dos apóstolos não deveriam ser limitadas à sua própria época? Será que a hostilidade do mundo para com a igreja precisa durar até o fim? Será que isto é consistente com a sua missão celestial e com o evangelho de amor? Ele não disse que o evangelho deveria ser como o fermento levedando a massa, e como um grão de mostarda crescendo até ser uma árvore? Ele não disse que "todo o poder agora é Meu?" Ele não chama a Si próprio de "Príncipe dos reis da terra"? "Não é verdade que o valente, Satanás, precisa ser amarrado antes que dividamos os seus despojos?" E quando no quarto século Constantino, o imperador romano, se tornou um crente e o cristianismo passou a ter o poder imperial por detrás, formou-se uma crença quase universal de que o dia do sofrimento e da perseguição havia passado. De todos os rincões cristãos subiu o brado jubilante: "Satanás está preso; chegou o dia da vitória; Cristo reina através da Sua igreja!" Agora as profecias se cumprirão: "As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu". Que grande engano!
Os de Laodicéia Não Reconhecem Satanás Como deus Deste Mundo!
Há uma negação prática do poder de Satanás como "príncipe deste mundo". Não podem negar a sua existência, porque ela foi testificada de maneira extremamente clara pelo Senhor e os apóstolos. E nem podem dizer que o seu poder foi derrubado e que ele não precisa mais ser temido. S. Paulo o chamou de "deus deste mundo" (2 Cor. 4:4), e S. João disse: "...o mundo inteiro jaz no Maligno" (I Jo. 5:19). No Apocalipse (12:3) ele aparece sob o símbolo do dragão como o inimigo ativo de Deus e do Seu Cristo, e isso vai até a derrota do anticristo, e até que ele próprio é aprisionado (Apocalipse 19:20). Porém, apesar de todas estas claras declarações e do reconhecimento contínuo de várias formas de atividade satânica em pessoas, os laodiceianos agora dizem: "Satanás não reina mais; ele está preso; ele não pode oferecer nenhuma oposição efetiva à nossa unidade, à nossa atividade missionária e aos estabelecimento do reino através de nós".
Não há muita concordância quanto à época em que ele foi preso. Argumentam: "Como o reino de Deus poderia ser estabelecido se Satanás e os seus anjos ainda tivessem poder sobre a terra?" Acreditando não estar mais expostos aos ataques deste adversário sutil e poderoso, não vêem necessidade alguma de vigilância especial. Desde que o valente está amarrado, a igreja pode dividir os seus despojos em segurança; tendo sido rejeitada da terra, a igreja agora pode se apossar dela. Que perversão sutil da verdade!
Com arrogância incrível, vangloriam-se de que os seus bispos agora podem até mesmo tomar os seus lugares entre os príncipes da terra. A igreja cessa de ser peregrina e forasteira; é a noiva do Soberano do céu, é exaltada e senta-se com Ele em Seu trono, devendo o mundo ser submisso à ela e portanto, toda a excelência e as honras pertencem aos seus líderes, como nobres do Rei. Que arrogância!

O Reino de Cristo Nunca Foi -e Nunca Será "Deste Mundo"!
Jesus disse: "O meu reino não é deste mundo...mas agora o meu reino não é daqui" (João 18:36). Isso para mim define a questão, como deveria ser para todos os crentes que tremem à Sua Palavra.
Quanto a mim, escolho estar assentado com Cristo nos lugares celestiais, e me encontrar entre aqueles a respeito de quem Enoque profetizou: "Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades" (Judas 14).
Os laodiceianos podem ter este mundo atual e todos os seus reinos e glória. Está destinado a ser queimado, segundo Pedro. "Mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios" (2 Pe. 3:7). Pode ser mais claro? "...a terra, e as obras que nela há, se queimarão" (2 Pe. 3:10). Que a igreja triunfante proclame com Pedro: "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (2 Pe. 3:13).
Igreja de Jesus Cristo -- que nenhum homem lhe engane quanto à volta de nosso Senhor! Conforte-se com a promessa de nosso Senhor: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (I Tessalonicenses 4:16-18).

Sábado, 13 de Junho de 2009

PONDERAÇÕES SOBRE O PERDÃO

Na quinta-feira passada, 11 de junho de 2009, vi uma cena que me fez refletir sobre o perdão. Um homem estava com dois carrinhos de mercado lotados de papelões parado no meio da rua consertando o chinelo dele. O mais interessante de todo o cenário era o fato de ter uma baia a dez metros dele, onde ele poderia consertar o chinelo sem correr o risco de ser atropelado. Entretanto, ele ignorou os riscos e achou "razoável" continuar ali, apesar do perigo.
Fico pensando nas vezes que eu agi da mesma forma, carregando tranqueiras inúteis em minha vida, culpas desnecessárias, lembranças imprestáveis, ressentimentos 100% descartáveis. Essas coisas me deixaram paralisado por muito tempo e sempre me achei "na razão" de estar naquele estado, pois sempre vi os outros como “culpados” da situação que eu estava vivenciando, sem levar em conta que EU MESMO deveria tomar uma atitude para mudar a minha situação, não os outros.
Quando não liberamos perdão, agimos como um mendigo que carrega um fardo de coisas desnecessárias em suas costas. Carregamos tudo aquilo que é desnecessário para uma vida plena e saudável: culpas, medos, tragédias, mágoas, ressentimentos, iras e toda a sorte de coisas ruins que não só atrapalham a vida, mas a consome, matando o nosso ser aos poucos, até que venhamos a morrer completamente, como uma planta que murcha ao sol.
A Bíblia nos dá tantos exemplos e advertências sobre o perdão que deveriam ser consideradas mais seriamente, como veremos a seguir:
José foi um dos homens que tiveram maiores motivos para odiar e vingar-se de seus irmãos, pois fora alvo do ódio e da inveja de seus irmãos, pois era o filho preferido de seu pai, Jacó (Israel), por ser filho da mulher preferida de seu pai (Raquel) e por ter sonhos que levariam qualquer pessoa a odiá-lo: sonhos de grandeza, não por sua própria arrogância, mas porque DEUS o estava preparando para ser grande (v. Gn 37.5-8, 9-11).
Quando ele foi atrás de seus irmãos em Dotã, eles quiseram matá-lo, por causa de seus sonhos e porque ele contava a seu pai todas as coisas erradas que eles faziam. Rubem, seu irmão mais velho, tentou dissuadir seus irmãos dessa tolice, mandando somente “dar-lhe um susto”, lançando-o numa cova. Judá, quando viu a caravana de ismaelitas indo em direção ao Egito, resolveu vender-lhes José como escravo. Não vou contar a história toda, pois ela está na Bíblia.
O fato é que José TINHA QUE SER ESCRAVO NO EGITO, a fim de que SEUS SONHOS SE TORNASSEM REAIS! Tanto é que ele se tornou o GOVERNADOR DO EGITO, estando abaixo somente de Faraó e seus irmãos e seu pai, de fato, CURVARAM-SE DIANTE DELE. Mas quero chamar sua atenção a uma passagem, que se deu quando Jacó (Israel) faleceu e os irmãos de José temeram sua vingança:
Vendo os irmãos de José que seu pai estava morto, disseram: Porventura José nos odiará e nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos. Então mandaram dizer a José: Teu pai, antes da sua morte, nos ordenou: Assim direis a José: Perdoa a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal. Agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam. Depois vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis que nós somos teus servos. Respondeu-lhes José: Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei, a vós e a vossos filhinhos. Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração” (Gn 50.15-21).
Vejam que atitude nobre José teve! Não vingou-se de seus irmãos, por maiores e mais justos que fossem seus motivos! Pelo contrário, além de perdoar-lhes, reconheceu que a aparente maldade que eles cometeram contra ele serviu para dar-lhes livramento!
Será que nós devemos parar para ver o que está acontecendo DE VERDADE com as nossa vida e com o rumo que ela está tomando, antes de pensarmos em vingança? Será que Deus não quer de nós uma atitude que venha a alterar não só o nosso rumo, mas também a vida das pessoas que estão ao nosso redor, servindo até mesmo de abrigo e proteção contra as secas e desertos que eles vão enfrentar no futuro? Pense nisso...

Davi: O “homem segundo o coração de Deus” (Atos 13.22) também passou por situações que poderiam ter gerado ressentimentos e mágoas em seu coração. Foi acusado de traição por Saul e Simei, desprezado por Mical, sua esposa e filha de Saul, foi ignorado por Nabal, o carmelita e foi traído por Absalão, seu filho mais velho, entre outras situações. No entanto, em cada uma dessas situações, Deus mostrou-lhe a nobreza do perdão, pois ele mesmo pecara de forma horrenda contra Deus, ao cometer adultério com Bate-Seba e assassinar Urias, o marido dela. Vejamos a atitude de Davi em relação a cada uma dessas atitudes:
a) Saul: “Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; far-lhe-ás como parecer bem aos teus olhos. Então Davi se levantou, e de mansinho cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que depois doeu o coração de Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, que eu estenda a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor... Então disse Davi a Saul: por que dás ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal? Eis que os teus olhos acabam de ver que o Senhor hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna; e alguns disseram que eu te matasse, porém a minha mão te poupou; pois eu disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor. Olha, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão, pois cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Considera e vê que não há na minha mão nem mal nem transgressão alguma, e que não pequei contra ti, ainda que tu andes à caça da minha vida para ma tirares” (I Samuel 24.4-6,9-11);
b) Nabal: De acordo com o relato da passagem de I Samuel 25.6-8, Davi e seus homens tinham ajudado aos servos de Nabal quando eles estiveram no monte Carmelo, dando-lhes proteção. Diante dessa ajuda, Davi pediu a seus homens que fossem a Nabal e lhe relatassem isso, a fim de conseguir suprimentos para sua jornada. Nabal, entretanto, foi arrogante ao destratar Davi, tratando-lhe como um servo fugitivo de seu senhor (v. 10-11). Davi enfureceu-se tanto com esta resposta que decidiu matar não só Nabal, mas todos os seus servos. Um dos servos de Nabal contou a Abigail, sua esposa, a atitude que Nabal tivera contra Davi e seus homens e contou o quanto estes lhes foram bondosos e prestativos, além de dizer que Nabal era homem de Belial, ou seja, homem maligno. Ela tomou um jumento e foi ao encontro de Davi, a fim de aplacar-lhe a ira, tomando sobre si a culpa do marido e dizendo-lhe: “… Ah, senhor meu, minha seja a iniqüidade! Deixa a tua serva falar aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva. Rogo-te, meu senhor, que não faças caso deste homem de Belial, a saber, Nabal; porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele; mas eu, tua serva, não vi os mancebos de meu senhor, que enviaste. Agora, pois, meu senhor, vive o Senhor, e vive a tua alma, porquanto o Senhor te impediu de derramares sangue, e de te vingares com a tua própria mão, sejam agora como Nabal os teus inimigos e os que procuram fazer o mal contra o meu senhor” (v. 24-26).
Davi reconheceu a atitude de Abigail como livramento do Senhor ao dizer: “Ao que Davi disse a Abigail: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro! E bendito seja o teu conselho, e bendita sejas tu, que hoje me impediste de derramar sangue, e de vingar-me pela minha própria mão! Pois, na verdade, vive o Senhor Deus de Israel que me impediu de te fazer mal, que se tu não te apressaras e não me vieras ao encontro, não teria ficado a Nabal até a luz da manhã nem mesmo um menino” (v. 32-34).
Quando Abigail voltou para casa, encontrou Nabal comendo fartamente e estava visivelmente embriagado, mas não lhe contou nada sobre o que havia acontecido. Pela manhã, quando ele estava sóbrio, ela contou a ele sobre o risco que ele correra de ser morto por Davi e a notícia o afetou tanto que ele tivera um derrame e, depois de dez dias, morreu (v. 36-38). Quando Davi soube da morte de Nabal, louvou ao Senhor por não ter permitido que ele se vingasse de Nabal e tomou Abigail como sua esposa (v. 39-42).
c) Mical: Davi tornou-se rei de Israel por causa da morte de Saul e tomara Jerusalém das mãos dos jebuseus e estabeleceu ali sua casa e o seu reino, tornando-se rei também sobre Judá e Benjamim. Quando ele resgatou a Arca da Aliança das mãos dos filisteus, ele a trouxe a Jerusalém, ao som de festa e com danças. Davi não estava vestido com roupas reais, mas somente com a estola sacerdotal, uma espécie de camisola de linho que vinha até a altura dos quadris. Quando Mical o viu dançando daquele jeito, o desprezou em seu coração (II Sm 6.16). Depois de abençoar todo o povo e despedir-se deles, Davi voltou para sua casa para abençoá-la. Ao chegar, Mical o ofendeu, dizendo: “Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre um indivíduo qualquer” (v. 20).
Davi, por sua vez, respondeu-lhe: “Perante o Senhor, que teu escolheu a mim de preferência a teu pai e a toda a sua casa, estabelecendo-me por chefe sobre o povo do Senhor, sobre Israel, sim, foi perante Senhor que dancei; e perante ele ainda hei de dançar. Também ainda mais do que isso me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado” (v. 21-22). Por causa de sua atitude, Mical morreu estéril.
d) Simei: Era parente de Saul e amaldiçoou Davi, por pensar que este era responsável pela morte de Saul. Ele dizia: “Sai, sai, homem sanguinário, homem de Belial! O Senhor te deu agora a paga de todo o sangue da casa de Saul, em cujo lugar tens reinado; já entregou o Senhor o reino na mão de Absalão, teu filho; e eis-te agora na desgraça, pois és um homem sanguinário” (II Sm 16.7-8).
Davi, em vez de querer vingar-se de Simei, reconheceu que aquilo poderia estar vindo da parte de Deus, uma vez que ele havia pecado contra o Senhor, no caso de Bate-Seba e Urias e de Absalão, e não permitiu que Zeruia, um de seus soldados, o matasse. Tempos depois, o mesmo Simei, que havia amaldiçoado Davi, veio pedir-lhe perdão, pois agira imprudentemente, dizendo: “Não me impute meu senhor à minha culpa, e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei meu senhor saiu de Jerusalém; não conserve o rei isso no coração. Porque eu, teu servo, deveras confesso que pequei; por isso eis que eu sou o primeiro, de toda a casa de José, a descer ao encontro do rei, meu senhor” (19.19-20).
Como podemos ver, Davi foi considerado por Deus um homem segundo o seu coração porque ele reconheceu o valor imenso do perdão, não só sobre a vida dos outros, como também sobre a sua própria vida, sendo um homem cujo louvor e a gratidão a Deus transbordava de seu coração, vivendo a Graça muito antes de ela ser revelada por Cristo.
O Senhor Jesus mesmo nos ensina sobre a importância do perdão em diversas passagens, as quais leremos a seguir:
a) “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas” (Mt 6.14-15);
b) “Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: ‘Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete’” (18.21-22);
c) A Parábola do Servo Impiedoso (18.23-34);
d) “Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão” (18.35);
e) “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós” (Lc 6.36-38).
Diante desses argumentos, qual será a sua atitude a partir de hoje? Vai continuar carregando tralhas do passado ou vai partir para uma vida abundante e cheia de alegria? Será que a pessoa que te magoou merece tanta atenção assim? Será que você mesmo nunca magoou tanto uma pessoa que a fez sentir-se mal a ponto de desejar a própria morte? Qual será a solução então? PERDOAR!!! Somente o PERDÃO é capaz de curar mágoas, não só nossas, mas também as que os outros têm contra nós! Pense nisso e deixe todas essas tralhas do passado no lugar de onde eles nunca mais devem sair: NO MAR DO ESQUECIMENTO!!!
Que o Senhor lhe abençoe e lhe dê uma vida abundante e próspera!!!

Rio de Janeiro, 13/06/2009.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Estudo nº 10: O Sacerdócio Real – 07/06/2009

Texto Básico:

Isto é o que lhes farás para os santificar, para que me administrem o sacerdócio...(Êxodo 29.1a).

Mensagem Temática:

A verdade fundamental a respeito do sacerdócio, no Novo Testamento, é esta: o servo é um sacerdote”.

Texto Reflexivo:

7 Então eu disse: Eis-me aqui (no rol do livro está escrito de mim) para fazer, ó Deus, a tua vontade. 8 Tendo dito acima: Sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a lei); 9 agora disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para estabelecer o segundo. 10 É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre. 11 Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados; 12 mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus, 13 daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. 14 Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. 15 E o Espírito Santo também no-lo testifica, porque depois de haver dito: 16 Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento; acrescenta: 17 E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniquidades(Hebreus 10.7-17).

Introdução:

            Um dos mais belos títulos dados à Igreja de Cristo encontra-se em I Pedro 2, principalmente nos versos 1-5 e 9-10, que diz assim:

1 Deixando, pois, toda a malícia, todo o engano, e fingimentos, e invejas, e toda a maledicência, 2 desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação, 3 se é que já provastes que o Senhor é bom; 4 e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, 5 vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo… 9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado”. 

            Esta passagem da Palavra de Deus nos mostra a importância e a seriedade da posição da Igreja de Cristo, tanto em relação ao mundo como em relação ao próprio Senhor, pois Ele a tem como Sua Noiva (Efésios 5.25-27; Apocalipse 19.7-8; 22.17).

             No entanto, não somos da linhagem sacerdotal de Levi, povo que foi separado do restante das tribos de Israel para o serviço do tabernáculo do Senhor, mas sim da linhagem de Melquisedeque, através de Jesus, nosso Sumo-Sacerdote fiel e verdadeiro. As diferenças entre essas duas linhagens serão abordadas em nosso estudo de hoje. Veremos, ao final, que pertencemos a um sacerdócio real e eterno. Nossa alegria deve residir nesta linda verdade! 

  1. O SACERDÓCIO LEVÍTICO:

            Como todos nós sabemos, a tribo de Levi não teve participação na divisão da terra de Canaã com as outras tribos de Israel (Josué 14.2), pois seu patriarca, Levi, junto com seu irmão,Simeão, agiram ardilosamente contra os siquemitas, pois Siquém, o patriarca desse povo, violentou sua irmã, Diná, e eles, para vingar-se dele, sugeriu que ele e seu povo fossem circuncidados para serem aceitos em sua família. Enquanto eles se recuperavam da circuncisão, Simeão e Levi entraram na cidade, munidos de espadas, e dizimaram aquele povo. Jacó ficou apavorado e os excluiu da comunidade de Israel, como podemos ver nas passagens a seguir:

a)      2 Viu-a Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com ela e humilhou-a. 3 Assim se apegou a sua alma a Diná, filha de Jacó, e, amando a donzela, falou-lhe afetuosamente. 4 Então disse Siquém a Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher” (Gênesis 34.2-4);

b)      13 Então os filhos de Jacó, respondendo, falaram enganosamente a Siquém e a Hamor, seu pai, porque Siquém havia contaminado a Diná, sua irmã, 14 e lhes disseram: Não podemos fazer p isto, dar a nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso seria uma vergonha para nós. 15 Sob esta única condição consentiremos; se vos tornardes como nós, circuncidando-se todo varão entre vós; 16 então vos daremos nossas filhas a vós, e receberemos vossas filhas para nós; assim habitaremos convosco e nos tornaremos um só povo” (Gênesis 34.13-16);

c)       24 E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo varão, todos os que saíam pela porta da sua cidade. 25 Ao terceiro dia, quando os homens estavam doridos, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram na cidade com toda a segurança e mataram todo varão” (Gênesis 34.24-25);

d)      30 Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso aos habitantes da terra, aos cananeus e perizeus. Tendo eu pouca gente, eles se ajuntarão e me ferirão; e serei destruído, eu com minha casa. 31 Ao que responderam: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?” (Gênesis 34.30-31).

            Isto mostra que a atitude vingativa de Levi e de Simeão resultou na exclusão deles na participação da herança de seu pai, Israel (Gênesis 49.5-7), sendo espalhados entre seus irmãos. De acordo com o comentário a esta passagem, um dos comentaristas da Bíblia de Estudo NVI diz o seguinte:

49.5 Simeão e Levi são irmãos. Tinham em comum as características da violência, da ira e da crueldade (cf. v. 6,7)”.

49.7 e os dispersarei. Cumprido quando os descendentes de Simeão foram absorvidos no território de Judá (v. Js 19.1,9) e quando os descendentes de Levi foram dispersos pelo país inteiro, para morar em 48 cidades e nas pastagens ao redor...” (p. 85).

            Tendo dado essa breve explicação, passaremos a ver as principais características do sacerdócio levítico:

a)      Somente os homens da tribo de Levi podiam fazer parte do sacerdócio;

b)      O sacerdote só poderia participar do funeral de alguém de sua família (pai, mãe, filhos, irmão ou irmã virgem que dependa dele por ainda nao ter se casado). No entanto, não poderia contaminar-se por causa dos funerais de parentes agregados (cunhados, sogros, sobrinhos etc.) (Levítico 21.1-4);

c)       Não podiam cortar os cabelos, nem raspar a barba, nem fazer cortes no corpo (muitas vezes como sinal de luto) (21.5);

d)      A mulher que eles tomariam por esposa deveria ser virgem (para evitar a contaminação por causa do divórcio ou da violência sexual) (21.7,13-14);

e)      O sumo-sacerdote não poderia demonstrar sinais de luto (descabelar-se, rasgar suas roupas etc.), nem poderia entrar no lugar onde estava sendo velado um morto, nem mesmo por seus pais (21.10-12);

f)        Não poderia ter defeitos físicos, seja de nascença, seja por acidente (21.16-23);

g)       O sumo-sacerdote que estava no exercício do ministério consagrava seu sucessor e os sacerdotes que iriam auxiliá-lo;

h)      Somente as famílias do sacerdote e do sumo-sacerdote podiam comer das ofertas oferecidas pelo povo.

            O problema é que o oferecimento de ofertas e de sacrifícios transformou-se num mero ritual, sem ter um verdadeiro arrependimento (do grego metanoia, mudança de atitude ou de comportamento). Em várias passagens, o Senhor expressa Seu descontentamento por causa dessas ofertas mecanizadas, como podemos ver a seguir:

a)      2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque falou o Senhor: Criei filhos, e os engrandeci, mas eles se rebelaram contra mim. 3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. 4 Ah, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás. 5 Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. 6 Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Isaías 1.2-6);

b)      11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias ... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! 14 As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; 17 aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” (1.11-17).

            Além das ofertas mecanizadas, havia também a adoração hipócrita de todo o povo e a falta de compromisso dos sacerdotes em relação a Deus, o que conduziram à extinção do sacerdócio levítico. Vejamos algumas passagens:

a)      13 Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; 14 portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa com este povo, sim uma obra maravilhosa e um assombro; e a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus entendidos se esconderá” (Isaías 29.13-14);

b)      12 As suas casas passarão a outros, como também os seus campos e as suas mulheres; porque estenderei a minha mão contra os habitantes da terra, diz o Senhor. 13 Porque desde o menor deles até o maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até o sacerdote, cada um procede perfidamente. 14 Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. 15 Porventura se envergonharam por terem cometido abominação? Não, de maneira alguma; nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem; quando eu os visitar serão derribados, diz o Senhor. 16 Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele” (Jeremias 6.12-16 – vide também 8.10-12);

c)       10 Pois a terra está cheia de adúlteros; por causa da maldição a terra chora, e os pastos do deserto se secam. A sua carreira é má, e a sua força não é reta. 11 Porque tanto o profeta como o sacerdote são profanos; até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor. 12 Portanto o seu caminho lhes será como veredas escorregadias na escuridão; serão empurrados e cairão nele; porque trarei sobre eles mal, o ano mesmo da sua punição, diz o Senhor” (Jeremias 23.10-12);

d)      9 Disse-me ainda: Entra, e vê as ímpias abominações que eles fazem aqui. 10 Entrei, pois, e olhei: E eis que toda a forma de répteis, e de animais abomináveis, e todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor. 11 E setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jaazanias, filho de Safã, no meio deles, estavam em pé diante das pinturas, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia o odor de uma nuvem de incenso. 12 Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra” (Ezequiel 8.9-12);

e)      15 Então me disse: Viste, filho do homem? Verás ainda maiores abominações do que estas. 16 E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol. 17 Então me disse: Viste, filho do homem? Acaso é isto coisa leviana para a casa de Judá, o fazerem eles as abominações que fazem aqui? pois, havendo enchido a terra de violência, tornam a provocar-me à ira; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. 18 Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei” (8.15-18).

            Creio que essas passagens são mais do que suficientes para percebermos que, enquanto sacerdotes de Cristo neste mundo, temos uma enorme responsabilidade de vivermos uma vida realmente santa diante dEle, pois as mesmas condenações que vieram sobre os sacerdotes levíticos poderão vir sobre nós, se vivermos de forma leviana, como Paulo mesmo nos alerta:

Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (I Coríntios 10.11, destaque nosso).

  1. O SACERDÓCIO DE CRISTO:

            Com o fim do sacerdócio levítico, que era baseado em sacrifícios vãos e sustentado por homens pecaminosos, Deus estabeleceu um novo modelo de sacerdócio, o SACERDÓCIO REAL, que teve como princípio a conquista de Jerusalém por Davi, séculos antes do nascimento do Messias, Jesus Cristo.

            Alguém pode perguntar: “Mas isso está na Bíblia?” Sim, está nas combinações de diversas passagens, que passaremos a ver a seguir:

a.      17 Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei). 18 Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; 19 e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! 20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14.17-20); 

b.      6 Depois partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus, que habitavam naquela terra, os quais disseram a Davi: Não entrarás aqui; os cegos e os coxos te repelirão; querendo dizer: Davi de maneira alguma entrará aqui. 7 Todavia Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi. 8 Ora, Davi disse naquele dia: Todo o que ferir os jebuseus, suba ao canal, e fira a esses coxos e cegos, a quem a alma de Davi aborrece. Por isso se diz: Nem cego nem, coxo entrara na casa. 9 Assim habitou Davi na fortaleza, e chamou-a cidade de Davi; e foi levantando edifícios em redor, desde Milo para dentro. 10 Davi ia-se engrandecendo cada vez mais, porque o Senhor Deus dos exércitos era com ele” (II Samuel 5.6-10);

c.       12 Então informaram a Davi, dizendo: O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto é dele, por causa da arca de Deus. Foi, pois, Davi, e com alegria fez subir a arca de Deus, da casa de Obede-Edom para a cidade de Davi. 13 Quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, ele sacrificou um boi e um animal cevado. 14 E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava Davi cingido dum éfode de linho. 15 Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas... 17 Introduziram, pois, a arca do Senhor, e a puseram no seu lugar, no meio da tenda que Davi lhe armara; e Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. 18 Quando Davi acabou de oferecer os holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do Senhor dos exércitos. 19 Depois repartiu a todo o povo, a toda a multidão de Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e um bolo de passas. Em seguida todo o povo se retirou, cada um para sua casa” (II Samuel 6.12-15,17-19);

d.      1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou, 2 a quem também Abraão separou o dízimo de tudo (sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote para sempre. 4 Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos. 5 E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão; 6 mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas” (Hebreus 7.1-6);

e.      9 E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos, 10 porquanto ele estava ainda nos lombos de seu pai quando Melquisedeque saiu ao encontro deste. 11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12 Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. 13 Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar, 14 visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes” (7.9-14);

f.        15 E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se levanta outro sacerdote, 16 que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder duma vida indissolúvel. 17 Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. 18 Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade 19 (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus. 20 E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, 21 mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre), 22 de tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador” (7.15-22);

g.       23 E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, 24 mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; 27 que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo. 28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, para sempre aperfeiçoado” (7.23-28);

h.      Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores promessas. 7 Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo. 8 Porque repreendendo-os, diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá um novo pacto. 9 Não segundo o pacto que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; pois não permaneceram naquele meu pacto, e eu para eles não atentei, diz o Senhor. 10 Ora, este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo; 11 e não ensinará cada um ao seu concidadão, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior. 12 Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados não me lembrarei mais. 13 Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer” (8.6-13);

i.         11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), 12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. 13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, 14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? 15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (9.11-15);

j.         24 Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;25 nem também para se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio; 26 doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, 28 assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (9.24-28);

k.      19 Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, 20 pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, 21 e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, 23 retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa...” (10.19-23).

             Creio que essas onze passagens bíblicas sejam suficientes para mostrar-nos que o sacerdócio de Jesus é MUITO superior ao sacerdócio levítico, pois este é apenas sombra daquele. O levítico é imperfeito, terreno e provisório; o de Cristo, perfeito, celestial e eterno. 

  1. CONCLUSÃO:

            Como aprendemos em Hebreus 10.19-20, Jesus abriu para nós o acesso ao Santo dos Santos através do Seu sacrifício na cruz, rasgando o véu da separação que havia entre nós e Deus. Assim, devemos ter uma vida de verdadeira santidade, sem fingimentos, nem usando frases prontas ou comportamentos hipócritas, mas vivendo em sinceridade diante dEle, pois Ele conhece os nossos corações e vê quais são as nossas verdadeiras intenções.

 

Que o Senhor continue lhes abençoando ricamente.

 

Rio de Janeiro, 6 de junho de 2009.

 

 

PR. MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR

REDE DE JOVENS -  ADMAF -  JERUSALÉM

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

RECLAMAÇÃO CONTRA A PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO - 22 DE ABRIL DE 2009

Estou simplesmente INDIGNADO com o DESCASO da atual administração da Prefeitura do Rio de Janeiro, que vem fazendo um verdadeiro SUCATEAMENTO dos Hospitais Públicos da Cidade, principalmente do HOSPITAL MUNICIPAL PAULINO WERNECK, onde procurei atendimento HOJE, 22 DE ABRIL DE 2009, por causa de uma LOMBALGIA, que está evoluindo para uma CIATALGIA (inflamação do nervo ciático). Tenho essas informações porque, há três anos atrás, tive uma crise, que atingiu minha perna esquerda e que me deixou sem andar por dez dias e levei três meses andando curvado (“corcunda”). Mas o que me deixou mais revoltado foi o fato de que só fui parar no Paulino Werneck depois que fui informado na UPA 24 horas, instalada na Praça do Cocotá (também na Ilha do Governador), que eles NÃO TÊM ORTOPEDISTAS, NEM MÁQUINAS DE RAIOS X! Quando cheguei no PAULINO WERNECK, tive a informação de que NÃO HAVIA ORTOPEDISTAS!!! O pior de tudo nem foi o meu caso, mas o fato de que UM MENINO, POR VOLTA DOS 12 (DOZE) ANOS DE IDADE, QUE CHEGOU NO PAULINO WERNECK COM O BRAÇO QUEBRADO!!!! Onde é que estão os impostos que são pagos à Prefeitura??? Esqueçam a PALHAÇADA DE COPA DO MUNDO NO BRASIL e PREOCUPEM-SE COM A SAÚDE PÚBLICA, essa sim TEM QUE SER A PRIORIDADE DE VOCÊS, pois foi PARA ISSO QUE VOCÊS FORAM ELEITOS!!! Se vocês fossem ADVOGADOS e tivessem sido CONTRATADOS pela população e prestassem esse TIPO DE SERVIÇO, teriam suas procurações CASSADAS!!! Infelizmente, não a população não tem como CASSAR o MANDATO de vocês, maus REPRESENTANTES do povo, QUE DÃO AS COSTAS À POPULAÇÃO NO DIA SEGUINTE ÀS ELEIÇÕES!!! Espero que vocês tomem UMA ATITUDE URGENTE!!!

Sábado, 18 de Abril de 2009

Estudo nº 3: Os Filhos de Deus no Deserto – 19/04/2009

Texto Básico:
“Disse o Senhor a Moisés: ‘Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem’” (Êxodo 14.15).

Mensagem Temática:
“De dia uma nuvem e de noite uma coluna de fogo. O Senhor estava com Seu povo para assisti-lo em todas as suas necessidades”.

Texto Reflexivo:
“17 Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito; 18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito” (Êxodo 13.17-18);
“10 Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor: 11 e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito? 12 Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. 13 Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver; 14 o Senhor pelejará por vós; e vós vos calareis. 15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem” (Êxodo 14.10-15).

Introdução:
Deus guiou o povo de Israel por um caminho longo e penoso, pois era necessário discipliná-lo e ensiná-lo.

Os caminhos difíceis da vida geralmente nos levam a uma comunhão maior e mais profunda com Deus e que nos fazem “crescer na graça e no conhecimento (II Pedro 3.18) transformando-nos, assim, numa grande nação, o POVO DE DEUS. É um processo lento e abençoado, que traz também resultados duradouros.

I. O QUE É O DESERTO:
A etimologia da palavra “deserto” vem do latim desertu e seu significado é “lugar solitário” ou “de solidão”, “lugar ermo”. O dicionário Aurélio também o define como “desabitado”, “despovoado”.

Deserto, na geografia, é uma região que recebe pouca precipitação pluviométrica (chuvas). Consequentemente, eles têm a reputação de serem incapazes de sustentar vida. Se compararmos o deserto com regiões mais úmidas (como as florestas), essa assertiva pode até ser verdadeira, mas, se examinarmos com maior exatidão, veremos que os desertos frequentemente abrigam uma riqueza de vida que, normalmente, permanece escondida, principalmente durante o dia, para conservar a umidade.
Vejamos nas figuras a seguir um exemplo de deserto, o SAARA, que fica na região norte da África:

1. Nômades atravessando o Saara
2. Monumentos naturais, na Líbia
3. Mapa topográfico do Saara
4. Oásis nas montanhas Hoggar, na Argélia
5. Dromedário, ou camelo africano
O Deserto do Saara (em língua árabe: الصحراء الكبرى, aṣ-ṣaḥrā´ al-koubra; alternativamente em português: Sara ou Sahara) é tecnicamente o segundo maior deserto do mundo logo após a Antártica. [1] Localizado no Norte da África tem uma área total de 9.065.000 km², sendo equivalentemente, um pouco menor que a Europa (10.400.000 km²) e os Estados Unidos e maior que países continentais, como: Brasil, Austrália e Índia. O nome Saara é uma transliteração (em língua árabe: صحراء), que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). O deserto compreende parte dos seguintes países e territórios: Argélia, Burkina Faso, Chade, Egito, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Senegal, Sudão, e Tunísia. Vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na área do Saara. Os principais habitantes do Saara são os tuaregues, são um grupo étnico da região do Sahara que falam uma língua berber. Eles chamam-se a si próprios Kel Tamasheq ou Kel Tamajaq ("falantes de Tamasheq"), e também Imouhar, Imuhagh, ou Imashaghen ("os livres"). Os tuaregues são uma civilização bem curiosa. Estima-se que existam entre 100.000 e 3,5 milhões nos vários países que partilham aquele deserto. Usam a linhagem materna embora não sejam matriarcais. São os homens que não dispensam um véu azul índigo característico, o Tagelmust, que usam mesmo entre os familiares. Dizem que os protege dos maus espíritos, e tem a função prática de proteger contra a inclemência do sol do deserto e das rajadas de areia durante suas viagens em caravana. Usam como um turbante que cobre também todo o rosto, exceto os olhos. As comunidades de tuaregues têm por norma oferecer chá de menta aos grupos de turistas
(fonte: http://vww.wikipedia.org/).

II. PARA QUE O DESERTO?
O povo de Israel enfrentou penosamente o deserto, em sua jornada à Terra Prometida, após 430 anos de escravidão. O trajeto do Egito a Canaã, terra prometida por Deus aos filhos de Israel, levaria no máximo 40 dias para ser completado. Porém Israel caminhou durante 40 anos. Quem foi responsável por tamanho erro? Moisés? Ou seus auxiliares?

Na verdade, não se tratou de um erro. Alguém pode dizer que tenha sido falha humana, ou que foi ação do maligno. Na verdade foi uma oportunidade que o próprio Deus criou para o seu povo achegar-se mais a Ele, e para discipliná-los.
Fonte: Bíblia de Estudo Nova Versão Internacional (NVI),
Editora Vida, 2003.

Uma das passagens mais interessantes sobre os quarenta anos de provação no deserto encontra-se em Deuteronômio 8.2-6:
“2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. 3 Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem. 4 Não se envelheceram as tuas vestes sobre ti, nem se inchou o teu pé, nestes quarenta anos. 5 Saberás, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus. 6 E guardarás os mandamentos de Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para o temeres”.

Da passagem acima, tiramos alguns motivos para o povo andar por quarenta anos no deserto do Sinai:
a) Humilhar: Não existe sentimento pior do que o ORGULHO. É necessário que nos humilhemos para que possamos receber a provisão de Deus em nossa vida, principalmente quando ela vem das mãos de terceiros. O povo de Israel vinha de um período de escravidão e era necessário que eles mudassem de visão, que passassem a enxergar-se como LIVRES e tivessem dependência somente do Senhor;
b) Provar o que estava no coração do povo e se guardaria ou não os mandamentos do Senhor: Outro motivo para que o povo fosse levado ao deserto era para CONHECER SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES. Muitas vezes nós escondemos as verdadeiras intenções do nosso coração, seja de modo intencional, seja de modo inconsciente. É por isso que somos conduzidos ao deserto, pois o Senhor conhece o nosso coração; nós, não. Além disso, muitas vezes só somos bons cristãos quando estamos vivendo prósperos, com condições financeiras para investir na Obra de Deus. Até mesmo aí pode ter um orgulho disfarçado. Então, é necessário que passemos por algumas dificuldades para que esse orgulho seja tirado de nós e passemos a servir ao Senhor de coração, com sinceridade, e não baseado em coisas perecíveis. No final do verso 3, vemos que não podemos viver somente daquilo que é material (traduzido por pão), mas de tudo o que sai da boca do Senhor;
c) Conhecer e aceitar a correção e a disciplina do Senhor (v. Hebreus 12.4-11): Diferente da psicologia atual, que ensina que a criança deve aprender por si mesma, a Bíblia nos ensina que devemos disciplinar e ensinar nossos filhos, para que eles possam crescer de modo digno e tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos. O Senhor, da mesma forma, nos disciplina e nos corrige, a fim de que possamos crescer na graça e no conhecimento do Senhor (Mateus 5.48; II Pedro 3.8; Tiago 1.12) e para que nos tornemos Cidadãos do Reino, conhecendo nossas prerrogativas e deveres como servos dEle;
d) Guardar os mandamentos do Senhor, andar em Seus caminhos e para temê-Lo: Este motivo, na verdade, é um resumo dos motivos acima demonstrados. Ou seja, precisamos CONHECÊ-LO, como nos ensina Oséias 6.3: Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra. Mesmo porque, se não O conhecermos, seremos destruídos (Oséias 4.6).

Mas o povo de Israel, que havia saído do Egito, não quis compreender o modo de tratar de Deus e se rebelou, acusando Moisés de ser o causador do sofrimento que eles estavam atravessando, chegando ao ponto de desejarem cebolas e as carnes da escravidão. O homem carnal é preso ao mundo e não consegue perceber os planos de Deus.

Quando enfrentamos momentos difíceis, é normal indagarmos por que estamos passando por aquela situação, pois queremos ver a razão de tudo. No entanto, ao lermos a passagem de Deuteronômio 8.2-6 (acima) e de Ezequiel 20.10-14, passamos a entender que as provações vêm para que possamos amadurecer espiritualmente, e não para nos destruir.

III. JORNADA DE CONVERSÃO:
Nem sempre amadurecemos emocional ou espiritualmente quando tudo está bem. É necessário que passemos por momentos de conflito para crescermos como pessoas. O recém-nascido normalmente chora ao sair do útero de sua mãe, pois ali era um lugar de conforto, de segurança, de acolhimento, enquanto o mundo externo representa um lugar desafiador, temeroso, cheio de barulhos e cheiros desconhecidos, que serão conhecidos durante seu crescimento, como criança e adolescente. Se não fosse assim, com experiências dolorosas e inesperadas, sequer haveria nascimento (para mim, o pior de todos os traumas que um ser humano pode experimentar), nem crescimento, nem desenvolvimento, nem amadurecimento.

Quando passamos por aflições, decepções, tragédias ou calamidades, não podemos agir como o povo de Israel, com murmurações e acusações por tais situações. Cada luta, cada deserto, servem como uma experiência necessária para o nosso crescimento. Nunca pergunte por que?, mas sim para que?. Clame ao Senhor e agradeça pela oportunidade que Ele está dando a você de conhecê-Lo mais de perto, pois “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28), pois, por trás de cada sofrimento, de cada dificuldade, existirá SEMPRE um propósito divino.

IV. QUAL É O NOSSO DESTINO?
“21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna e os dois para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. 22 Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13.21-22).

Vemos aqui mais uma demonstração do cuidado e do amor de Deus pelo povo, pois:
A nuvem suavizava o calor causticante do sol durante o dia;
A coluna de fogo protegia dos perigos da escuridão e do frio.

A promessa que Deus havia feito a Abraão (Gênesis 12.1) estava se cumprindo em seus descendentes, mas corria-se o risco de perdê-la, em razão da desobediência, da rebeldia e das murmurações. Por isso, Deus os fez andar no deserto por quarenta anos, para que aquela geração má morresse e seus filhos pudessem entrar na Terra Prometida.

Talvez não consigamos compreender as coisas que estão acontecendo hoje, mas devemos DESCANSAR e CONFIAR EM DEUS. O deserto vai passar e, se você o encarar com humildade, conhecendo e confiando no Senhor, vai entender o quanto o deserto foi necessário em sua vida.

O deserto é uma realidade em nossas vidas. Se, por um lado, ele é um lugar enorme e terrível (v. Deuteronômio 1.19), por outro lado, é um tempo de noivado, de intimidade com o Senhor (v. Oséias 2.16), pois como um noivo cativa o coração da noiva, o Senhor nos ensina a termos confiança nEle.

Mesmo que você tenha se afastado dos caminhos dEle, Deus te vê como o povo de Israel, no exílio da Babilônia, quando os profetas anunciaram sua volta à Terra Prometida, como um novo Êxodo:
“Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: Lembro-me, a favor de ti, da devoção da tua mocidade, do amor dos teus desposórios, de como me seguiste no deserto, numa terra não semeada” (Jeremias 2.2).

Assim como Deus preparou o povo no deserto para possuir a Terra Prometida, nós estamos sendo preparados para possuirmos as Mansões Celestiais:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” (João 14.2).

Conclusão:
Da geração que saiu do Egito só restaram Josué e Calebe. Todos os demais haviam morrido. A nova geração experimentou privações nas caminhadas pelo deserto e agora estava pronta e ansiosa por tomar posse da promessa.

Estavam num ponto a que poderiam ter chegado em onze dias, mas que, com as diversas paradas, transformaram-se em quarenta dias e que acabaram multiplicadas em quarenta anos, devido a suas murmurações e rebeliões.

Como caminhavam vagarosamente! Quantas voltas e reviravoltas! Quantas vezes temos que andar pelo mesmo caminho! Ficamos espantados com a lentidão de Israel quando, na verdade, deveríamos antes nos assustar com a nossa! Deveríamos nos envergonhar do tempo que levamos para aprender nossas lições.

Para meditação, deixo:
“11 Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. 12 Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia” (I Coríntios 10.11-12);

“Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hebreus 4.11).

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

UMA MENSAGEM DE PÁSCOA PARA VOCÊ

Queridos amigos, estamos na semana da Páscoa, uma das festas mais importantes da Bíblia e que, infelizmente, foi tão deturpada que sequer ouvimos mais falar sobre seu verdadeiro significado, assim como aconteceu com o Natal.

O mundo em que vivemos é completamente dominado pelo comércio e este, para sobreviver, é capaz de deturpar a mais pura das celebrações para poder enganar as pessoas e fazer com que fature cada vez mais.

Vou contar para vocês a história da verdadeira Páscoa resumidamente. Gostaria que vocês tivessem um pouco de paciência e a lessem até o final, pois tenho certeza de que isso será bênção para suas vidas.

A história começa no Egito, há cerca de seis mil anos, quando os filhos de Israel habitavam a terra de Gósen, no norte do Egito. Eles foram morar lá nos dias de José, um filho de Israel que se tornou governador do Egito, por causa da interpretação que ele dera ao sonho de Faraó, o rei do Egito. Ele sonhara que sete vacas gordas saíam do rio Nilo e pastavam junto ao leito do rio. Depois, apareceram sete vacas magras e estas devoraram as primeiras. O Faraó, então, acordou assustado com o que vira. Ele adormeceu novamente e sonhou que de uma só haste nasciam sete espigas cheias. Depois, nasceram sete espigas mirradas, que também devoraram as primeiras. José deu a interpretação, dizendo que tanto as sete vacas como as sete espigas seriam sete anos de fartura e abundância e sete anos de seca e fome tão severas que apagariam das memórias das pessoas aqueles primeiros sete anos de prosperidade. Então, José aconselhou Faraó a estocar toda a colheita dos primeiros sete anos para que ela fosse vendida ao povo no período de escassez. Diante dessa ideia, Faraó estabeleceu José como governador do Egito e ele só não teria domínio sobre o Faraó e sua casa; abaixo dele, todos lhes seriam submissos. Ali no Egito, o pai de José, Jacó, e seus irmãos foram morar nas terras de Gósen, que era muito fértil, pois as terras de Canaã não tinham mais condições de sustentá-los.

Gerações depois, o povo de Israel tornou-se escravo no Egito porque ele tinha aumentado em número e o povo egípcio o temia, pois imaginavam que os israelitas se juntariam a algum povo estrangeiro e lhes tomaria a terra. Os israelitas, então, clamaram ao Senhor por um libertador e Deus lhes deu Moisés. Oitenta anos se passaram e Deus ordenou Moisés a tirar o povo de Israel de dentro do Egito, mas o Faraó endureceu seu coração e não ouviu aos pedidos de Moisés. Por causa disso, Deus mandou dez pragas contra o Egito: água transformada em sangue, rãs, piolhos, moscas, peste nos animais, úlceras, chuva de pedras, gafanhotos, trevas espessas e a morte dos primogênitos, e é aqui que a Páscoa é estabelecida. Vamos falar sobre isso agora.

Deus avisou a Moisés que traria sobre o Egito mais uma praga e que, por causa dessa última praga, o Faraó deixaria que eles saíssem do Egito; na verdade, ele os expulsaria do Egito. Ordenou, então, a Moisés que dissesse ao povo que cada um falasse aos ouvidos de seus vizinhos egípcios que lhes desse de presente objetos de ouro e de prata. Disse, também, que Ele passaria pela terra do Egito, por volta da meia-noite, e mataria todos os primogênitos da terra, seja de pessoas, seja de animais; do filho da serva até o filho de Faraó. Esta seria a noite mais terrível vivida por Faraó e todo o Egito.

Quanto aos filhos de Israel, Deus estabeleceu que, no dia dez daquele mês (que se tornou o primeiro mês dos israelitas), cada um dos filhos de Israel deveria tomar para sua casa um cordeiro macho, com um ano de idade e sem defeito, para ser imolado e comido por todos daquela casa. Se, porventura, um cordeiro fosse muito para aquela casa, o dono dela deveria chamar seu vizinho e seus familiares para compartilhar com sua família aquele cordeiro. Este cordeiro deveria ficar guardado em sua casa até o dia quatorze daquele mesmo mês, quando ele seria imolado, no fim da tarde desse dia. Seu sangue deveria ser colocado nos umbrais da porta de cada casa e a carne, comida assada com pães sem fermento (chamados de pães ázimos) e ervas amargas. Além disso, eles deveriam comer como quem estivesse com pressa, calçados e vestidos, com seus cajados nas mãos, pois, naquela mesma noite, o Senhor passaria pelo Egito e mataria todos os primogênitos, mas, vendo o sangue nos umbrais das portas, passaria por aquela casa e deixaria os primogênitos daquela casa vivo.

O nome “Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, que significa “passar por cima”. Quando o anjo viu o sangue nos umbrais das portas, ele passou por cima daquelas casas e poupou aos primogênitos de Israel. Aquela foi a noite mais triste de todo o Egito, pois havia um só clamor, não importando se era do sacerdote, do serviçal, do Faraó; todos perderam seus primogênitos naquela mesma noite. Faraó ficou tão transtornado que expulsou os israelitas do Egito e estes levaram consigo ouro e prata, além de tecidos e outros bens, que seriam usados depois para a construção do primeiro Tabernáculo. Mas a história da Páscoa não pára aqui. Pelo contrário, esta nem é a história propriamente dita, é apenas um modelo do que viria a ser a verdadeira Páscoa.

Todos nós, independente do credo a que abraçamos, temos consciência de que as pessoas têm uma tendência a cometer algum tipo de transgressão, por mais boba que seja, até mesmo nem sendo tratada como transgressão. Para quem não sabe, transgressão é “ato ou efeito de transgredir; violação; infração”. Um exemplo prático: a Lei diz que não devemos ingerir bebidas alcoólicas e dirigir, sob pena de perder o direito de dirigir e até mesmo de ser preso, certo? Quem insiste em beber e dirigir é um TRANSGRESSOR! Pois é, Deus estabeleceu uma regra no Éden: Adão e Eva não deveriam tocar no fruto do conhecimento do bem e do mal, sob pena de morrerem (Gênesis 2.17). Entretanto, Eva não tomou cuidado e comeu do fruto do conhecimento (que não era a maçã, ok? J) e a deu a Adão, pois acreditou na mentira da serpente, de que eles poderiam saber como Deus. Quando eles comeram, seus olhos abriram e descobriram que estavam nus e se envergonharam!!! Se envergonharam tanto que se esconderam de Deus quando Ele os foi visitar no final da tarde, como nos outros dias. E o pior, em vez de assumirem a culpa de terem TRANSGREDIDO uma ordem expressa de Deus, passaram a acusar-se mutuamente: Adão acusou Eva, que acusou a serpente, que não teve a quem acusar.

Depois de Deus estabelecer a punição a cada um, Ele deu uma promessa à Eva, dentro da condenação da serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3.15). E não foi só isso: quando Deus os expulsou do Éden, Ele os cobriu com túnicas feitas de peles (v. 21). Ou seja, Deus começou a preparar uma solução para a nossa transgressão. Nossa, sim, pois essa natureza transgressora passa de pai e mãe para filhos e filhas, independente da cultura e da etnia de cada um, independente até mesmo se você aceita isso ou não.

Mas podemos ver, em toda a narrativa da Bíblia, que somente o sangue de carneiros e de outros animais não eram suficientes para tirar das pessoas essa natureza transgressora, tanto é que o sacrifício de animais era feito ano após ano. O povo de Israel, que realizava esses sacrifícios, começaram a transgredir até mesmo o sacrifício feito a Deus, e isso O irritou muito, ao ponto de rejeitar os sacrifícios feitos pelo povo (exemplo: Isaías 1.10-17). Na verdade, esse sacrifício era apenas um modelo do que estava por vir; o verdadeiro Sacrifício ainda não tinha sido consumado, pelo menos não em nosso mundo, não diante dos olhos dos homens!

Tempos depois, nasceu Jesus, gerado em Maria pelo Espírito Santo. O apóstolo São João nos diz que Jesus é o Verbo vivo; o Deus unigênito (ou seja, o único Deus GERADO). Diz também que Ele se fez carne e habitou entre nós, cheio de Graça e de Verdade. Declara também que Ele fez todas as coisas e nada do que existe existiria se Ele não tivesse feito (João 1).

Por todo o Seu ministério, Jesus mostrou aos Seus discípulos que o propósito de Sua vida era MORRER na cruz do Calvário. Um ponto interessante aqui, antes de continuarmos: Isaías, setecentos anos antes de Jesus nascer, profetizou nos capítulos 52 e 53 de seu livro, como seria a vida de Jesus e como seria o Seu sacrifício. Vejamos alguns trechos desses capítulos:

- “13 Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime. 14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava tão desfigurado que não era o de um homem, e a sua figura não era a dos filhos dos homens), 15 assim ele espantará muitas nações; por causa dele reis taparão a boca; pois verão aquilo que não se lhes havia anunciado, e entenderão aquilo que não tinham ouvido” (Isaías 52.13-15);

- “2 Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. 3 Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. 4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? 9 E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca. 10 Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. 12 Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (Isaías 53.2-12).

Nas passagens acima, vemos o quanto Jesus padeceu para nos resgatar das garras do pecado, de volta para a comunhão com Deus! Mesmo que muitos não admitam, somente o sacrifício de Jesus foi PERFEITO, pois Ele era Deus, fez-se homem para conhecer nossas fraquezas e tornar-se o Sumo Sacerdote que se compadece de nós. Ele fez-se pecador por nós, mesmo não tendo pecado, para nos libertar do império das trevas e nos levar Consigo ao Reino de Seu amor. O apóstolo São Paulo nos ensina:

- “5 Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, 7 mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; 8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.5-11);

- “... 12 dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz, 13 e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; 14 em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; 15 o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; 18 também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, 19 porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude, 20 e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Colossenses 1.12-20).

             Na Carta aos Hebreus, também recebemos o ensino sobre o PERFEITO SACRIFÍCIO de Cristo por nós nas seguintes passagens:

- “17 Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. 18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (2.17-18);

- “25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus” (7.25-26);

- “1 Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, 2 ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem” (8.1-2);

- “11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), 12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. 13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, 14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? 15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (9.11-15);

- “10 É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre. 11 Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados; 12 mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus, 13 daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. 14 Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados” (10.10-14);

- “19 Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, 20 pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, 21 e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, 23 retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa” (10.19-23).

Mas Jesus não morreu simplesmente e ficou lá, deitadinho no túmulo. ELE RESSUSCITOU! Em diversas passagens podemos aprender sobre esta realidade:

- “3 Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4 E, estando elas perplexas a esse respeito, eis que lhes apareceram dois varões em vestes resplandecentes; 5 e ficando elas atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos aquele que vive? 6 Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos falou, estando ainda na Galiléia 7 dizendo: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressurja” (Lucas 24.3-7);

- “3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4 que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; 5 que apareceu a Cefas, e depois aos doze; 6 depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; 7 depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; 8 e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo” (I Coríntios 15.3-8).

Portanto, queridos amigos, espero que vocês tenham, a partir deste texto, uma melhor noção do que vem a ser REALMENTE a PÁSCOA: A memória do sacrifício que JESUS fez por nós, pecadores, para nos resgatar da morte e do pecado e nos transportar de volta à PLENA COMUNHÃO com DEUS PAI! E o mais importante: ELE ESTÁ VIVO, ASSENTADO À DIREITA DE DEUS PAI, INTERCEDENDO POR CADA UM DE NÓS!

Se, depois deste texto, você desejar receber JESUS em seu coração, aceitando Seu sacrifício por você na cruz e crendo em Sua ressurreição, faça a oração a seguir:

Senhor Jesus, quero agradecer-Te por Teu sacrifício na cruz por mim. Sei que meus pecados estão me afastando de Tua presença e da comunhão com o Pai Celestial. Quero Te pedir perdão por todas as coisas erradas que já fiz e quero Te convidar para morar em meu coração. Ajuda-me naquelas áreas em que não consigo mudar. Sei que não sou perfeito(a), mas sei que o Teu amor é capaz de resgatar-me e transformar a minha vida. A partir de hoje, quero viver para Ti, andar contigo e aprender a amar-Te a cada dia. Que eu aprenda também a ver a Páscoa além dos ovos de chocolate e de coelhinhos, pois essas coisas têm desviado a minha atenção daquilo que realmente importa: O TEU SACRIFÍCIO NA CRUZ E A TUA RESSURREIÇÃO! Dirige meus passos e guarda a minha vida em Ti. Eu Te agradeço por tudo, Senhor! Amém”.

Se você tiver alguma dúvida, não hesite em mandar-me um e-mail com sua pergunta. Terei o prazer de enviar-lhe a resposta.

 Que o Senhor Jesus lhes abençoe ricamente!


Rio de Janeiro, 09 de abril de 2009.

 MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR

Servo do DEUS ALTÍSSIMO

Sábado, 14 de Março de 2009

Estudo nº 11 – Caminhando com Cristo – 15/03/2009

Texto básico: "Conforme está escrito na profecia de Isaias: 'Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho'" (Marcos 1.2).

Mensagem temática: "É no caminhar com Cristo, dia após dia, que os filhos de Deus, experimentando a vida abundante, descobrem muito a respeito do Senhor e de suas próprias vidas".

Texto reflexivo: "27. E saiu Jesus com seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Felipe, e no caminho interrogou os discipulos, dizendo: 'Quem dizem os homens que sou?' 28. Responderam-lhe eles: 'Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e ainda outros: Algum dos profetas'. 29. Então lhes perguntou: 'Mas vós, quem dizeis que eu sou?' Respondendo, Pedro lhe disse: 'Tu és o Cristo'. 30. E ordenou-lhes Jesus que a ninguém dissessem aquilo a respeito dele" (Marcos 8.27-30).

Introdução:

Nos tempos da Igreja Primitiva, os cristãos eram chamados de seguidores do “O Caminho”, como nas passagens a seguir:

Atos 9.1-2: “1. Saulo, porém, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote, 2. e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém”;

Atos 19.9: “Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho diante da multidão, apartou-se deles e separou os discípulos, discutindo diariamente na escola de Tirano”;

Atos 19.23: “Por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho”;

Atos 22.4-5: “4. E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres, 5. do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados”.

O nome vem da passagem em que Jesus fala que Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14.6).

Este nome também advém do fato de que a vida de Jesus foi marcada por Suas caminhadas por todo o território de Israel, levando a mensagem do Evangelho ao povo. Com efeito, Ele não parava, a não ser em poucos momentos, para descansar ou para comer e, mesmo assim, era procurado pelas multidões (ex. Mateus 9.1 e ss).

Assim como a vida de Cristo, a nossa vida também tem que estar em constante atividade, sempre levando a Palavra do Evangelho de Cristo para o mundo em franca perdição. Nesta caminhada, encontraremos desafios, confrontações, receios e tristezas, mas sempre tendo a certeza de que o consolo do Senhor também estará conosco, como Ele mesmo prometeu que teríamos aflições, mas que deveríamos ter bom ânimo.

No caminhar com Cristo, somos desafiados:

A quebrar paradigmas: Quando andamos com Jesus, aprendemos a deixar de lado nossos preconceitos culturais, sociais e religiosos, a fim de alcançarmos o maior número possível de pessoas.

Em várias passagens, vemos Jesus provocando celeuma nos fariseus e saduceus, ao sentar-se à mesa com publicanos e “pecadores”, a fim de demonstrar-lhes o verdadeiro desejo de Deus, que é o amor pelas vidas que estão perdidas. Ele também quebra regras cerimoniais ao curar pessoas no sábado, mostrando que a vida humana é mais importante do que qualquer cabresto religioso, como podemos ver nas passagens a seguir:

1. Outra vez entrou numa sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos atrofiada. 2. E observavam-no para ver se no sábado curaria o homem, a fim de o acusarem. 3. E disse Jesus ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te e vem para o meio. 4. Então lhes perguntou: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida ou matar? Eles, porém, se calaram. 5. E olhando em redor para eles com indignação, condoendo-se da dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele estendeu, e lhe foi restabelecida. 6. E os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os herodianos contra ele, para o matarem” (Marcos 3.1-6);

10. Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado. 11. E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum endireitar-se. 12. Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13. e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus. 14. Então o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus curara no sábado, tomando a palavra disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, neles para serdes curados, e não no dia de sábado. 15. Respondeu-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, para o levar a beber? 16. E não devia ser solta desta prisão, no dia de sábado, esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa? 17. E dizendo ele essas coisas, todos os seus adversário ficavam envergonhados; e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele” (Lucas 13.10-17);

10. Ora, estando ele à mesa em casa, eis que chegaram muitos publicanos e pecadores, e se reclinaram à mesa juntamente com Jesus e seus discípulos. 11. E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores? 12. Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. 13. Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mateus 9.10-13);

16. Mas, a quem compararei esta geração? É semelhante aos meninos que, sentados nas praças, clamam aos seus companheiros: 17. Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não pranteastes. 18. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. 19. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras” (Mateus 11.16-19).

Ler também (principalmente) Lucas 7.37-50 e 15.1-7 e João 4.4-30.

Como podemos ver, Jesus veio para quebrar barreiras que nos separam de outras pessoas, quer sejam sociais, religiosas, raciais, culturais etc.

A confiar plenamente no Senhor:

Na nossa caminhada com Jesus, aprendemos também a confiar plenamente no Senhor. Seremos colocados em situações extremas, quando não conseguiremos encontrar ajuda das pessoas ao nosso redor e muitas vezes seremos acusados injustamente, até mesmo de comodismo e “incredulidade”. Na verdade, o Senhor quer que nossa confiança nEle seja INTEGRAL, sem depender de circunstâncias ou resultados. A passagem em destaque na nossa lição diz:

7. E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos; 8. ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, senão apenas um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro no cinto; 9. mas que fossem calçados de sandálias, e que não vestissem duas túnicas” (Marcos 6.7-9).

Como podemos ver, a ordem de Jesus é que os discípulos teriam que depender somente da solidariedade das pessoas que os hospedariam; para isso, não poderiam levar nada além de:

Um bordão: É um tipo de cajado, muito útil naqueles dias, visto que as estradas não tinham pavimentação e qualquer tropeção era chão na certa;

Uma sandália: Para proteger seus pés;

Somente uma túnica: A parte de cima da roupa dos moradores do Oriente Médio e de outros povos orientais.

Qualquer outra coisa, comida (representada por pão) e provisão (representada pelo alforje, que eram duas bolsas carregadas por jumentos, e pelo dinheiro), seriam dadas sobrenaturalmente pelo Senhor.

Mas não foram somente os discípulos que aprenderam a viver dessa forma. Paulo, em diversas passagens, nos mostra os desafios que ele enfrentou levar a mensagem de Cristo ao mundo de sua época:

9. Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. 10. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis. 11. Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, 12. e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; 13. somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo. 14. Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados” (I Coríntios 4.9-14);

22. São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu; 23. são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes; 24. dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. 25. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; 26. em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27. em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. 28. Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas” (I Coríntios 11.22-28);

10. Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade. 11. Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. 12. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. 13. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.10-13).

Temos que aprender a confiar plenamente no Senhor e, para isso, muitas vezes passaremos por situações realmente difíceis e até mesmo constrangedoras, a fim de que a nossa ÚNICA DEPENDÊNCIA esteja no Senhor, e não nas circunstâncias e em situações favoráveis.

No caminho, descobriremos:

Que temos momentos de fraqueza: Pode parecer estranha a minha afirmação, mas dou graças a Deus porque estamos vivendo tempos em que nós cristãos não somos mais vistos como super-heróis, desprovidos de fraquezas e que vivem acima do bem e do mal. Na verdade, somos seres humanos, mortais, passíveis de erros e pecados, dependentes única e exclusivamente da GRAÇA DO SENHOR para permanecermos na presença dEle.

Na passagem em destaque em nossa lição, Marcos 8.1-9, vemos a narração da segunda multiplicação dos pães e peixes. Jesus viu que uma enorme multidão O seguia e não queria mandar as pessoas embora com fome. Ele perguntou aos discípulos quantos pães eles tinham e eles disseram que tinham sete, além de alguns peixinhos. Jesus, então, mandou a multidão assentar-se, tomou os pães e os peixinhos, deu graças ao Pai, e alimentou a multidão, cerca de quatro mil pessoas, e ainda sobraram sete cestos cheios de pães e peixes.

Nesta passagem, aprendemos que nós teremos momentos de necessidades, de fraquezas, de dúvidas, de contradições. Nesses momentos, precisamos ser SINCEROS com o Senhor e confessar-lhe nossas fraquezas e dúvidas, pois Ele conhece o nosso coração e sabe quando cremos de verdade e quando estamos disfarçando uma credulidade.

Alguns homens da Bíblia demonstraram essa fraqueza em suas jornadas na presença do Senhor. Dentre eles, podemos mencionar ELIAS (I Reis 19.4-10), ASAFE (Salmo 73) e HABACUQUE (1-3). Paulo também falou sobre suas fraquezas em duas passagens bíblicas bem conhecidas: Romanos 7.14-20, que fala sobre a guerra entre nosso “livre arbítrio”, que nos conduz ao pecado, e a submissão à lei de Deus, e II Coríntios 12.7-10, que fala sobre espinho na carne.

Que Jesus nos dará revelações pessoais:

Na nossa caminhada com o Senhor, Ele nos dará a conhecer de Sua presença em nossa vida e Seus planos para nós. Na passagem em destaque na nossa revista, Jesus pergunta aos discípulos sobre o que as pessoas pensam dEle:

27. E saiu Jesus com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e no caminho interrogou os discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? 28. Responderam-lhe eles: Uns dizem: João, o Batista; outros: Elias; e ainda outros: Algum dos profetas. 29. Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. 30. E ordenou-lhes Jesus que a ninguém dissessem aquilo a respeito dele” (Marcos 8.27-30).

Muitas vezes, ouvimos das pessoas ideias distorcidas sobre quem é Jesus. Os espíritas kardecistas, por exemplo, pensam que Jesus é um espírito iluminado; outros, que Ele foi somente um homem bom e que ensinou grandes verdades, assim como Gandhi, Maomé, Madre Tereza de Calcutá e tantas outras pessoas legais que viveram e fizeram a diferença neste mundo. Já os ateus e os anticristãos o consideram uma lenda, uma fábula decorrente da igreja católica romana, criada para dominar as pessoas, através das religiões.

Pedro teve a revelação de quem é Jesus: O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO (Mateus 16.16).

Além de Pedro, Paulo também nos dá algumas revelações importantes de quem é Jesus nas passagens a seguir:

15. o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16. porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; 18. também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, 19. porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1.15-19);

5. Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6. o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, 7. mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; 8. e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; 10. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.5-11);

E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória” (I Timóteo 3.16).

João, em seu Evangelho, nos dá também uma descrição sobre a pessoa de Jesus:

1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2. Ele estava no princípio com Deus. 3. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.1-3).

Assim, sempre que alguém questionar você sobre quem é Jesus, lembre-se dessas passagens. Não somente isso, principalmente sobre QUEM ELE É EM SUA VIDA. Devemos ter sempre em mente a passagem de Oséias 6.1-3,6:

1. Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. 2. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele. 3. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra... 6. Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

Que a nossa imaturidade virá à tona: Outra situação bastante constrangedora da nossa caminhada com Cristo acontece quando nossa imaturidade é revelada. Na passagem em destaque na lição, Marcos 9.33-41, os discípulos estavam discutindo entre eles sobre quem era o maior (33-37) e queriam impedir um homem de pregar a mensagem do Evangelho, por não fazer parte do grupo deles (38-41). No primeiro caso, Jesus mostrou-lhes que quem quiser ser o primeiro (o maior de todos) tem que ser servo de todos (v.35). No segundo caso, Jesus lhes respondeu:

39. Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim; 40. pois quem não é contra nós, é por nós” (Marcos 9.39-40).

A imaturidade é um dos sintomas da falta de revelação da Graça de Deus a nós. Ela nos impede de provarmos as maravilhas do Poder de Deus, seja porque nos escandalizaremos facilmente, seja porque deixaremos o orgulho habitar em nosso coração, o que também é falta de maturidade.

A imaturidade é repreendida em diversas passagens bíblicas, dentre as quais podemos citar:

a) “1. E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. 2. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis; 3. porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?” (I Coríntios 3.1-3);

b) “11. A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. 12. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade que alguém vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. 13. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. 14. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hebreus 5.11-14).

Somente quando somos espiritualmente maduros podemos aproveitar a plenitude da vontade de Deus em nossa vida, pois aprendemos a ouvir a Sua voz, a aceitar Sua soberana vontade e a obedecer sem questionamentos.

No caminhar com Cristo, mudanças acontecem:

Quando somos confrontados por Deus: Outra situação importante em nosso caminhar com Jesus acontece quando somos confrontados por Ele. Na passagem em destaque na lição de hoje, Marcos 10.17-31, vemos Jesus conversando com um jovem rico, que queria saber o que ele deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus lhe disse que, primeiro, deveria cumprir os mandamentos. O jovem lhe respondeu que ele já o fazia desde a sua infância. Jesus, então, o amou profundamente e lhe disse que deveria vender tudo o que tinha e dá-lo aos pobres e, depois, segui-Lo. Isso fez com que aquele jovem se entristecesse e saísse de perto de Jesus.

Nós temos uma tendência muito ruim de nos considerarmos justos aos nossos próprios olhos. Isso é um absurdo, pois Isaías, inspirado pelo Espírito de Deus, declara de forma contundente que:

Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como o vento nos arrebata” (Isaías 64.6).

O jovem rico, assim como muita gente, achava que simplesmente seguindo regras e não fazendo mal aos outros era o suficiente para herdar a vida eterna. Na verdade, depois do pecado de Adão e Eva, nenhuma das nossas “boas obras” é suficiente para nos levar à presença de Deus, pois estamos contaminados pelo pecado e, por mais que queiramos fazer alguma coisa “boa” ou “correta” aos nossos olhos ou aos olhos da sociedade, sempre haverá em nosso coração a semente do pecado, nem que seja somente a do orgulho, que frutifica exatamente através da exaltação das nossas “boas obras”.

Outra passagem que nos dá ideia desse confronto encontra-se em Deuteronômio 8.2-3, onde vemos o porquê de algumas situações complicadas em nossas vidas:

“2. E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. 3. Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem”.

Destaquei o final do v. 2 para entendermos que não é o Senhor quem precisa ver o que está em nosso coração, pois Ele vê todas as coisas e sabe o que se passa na nossa mente, mesmo que não haja nenhuma palavra a ser dita. Quem precisa ter a exata noção do que se passa em nós SOMOS NÓS MESMOS! Muitas vezes nos surpreendemos com algumas atitudes e pensamentos errados, mas Deus não, Ele nunca vai se surpreender com nossos erros, pois Ele sabe que nós somos pó e que dependemos exclusivamente da Sua Graça para estarmos vivos (Lamentações 3.21-29).

Quando brotarem temores: Muitas vezes somos criticados quando temos medo de alguma situação desconhecida. Isso demonstra imaturidade, não nossa, mas de quem está nos criticando, pois a criança nada entende, tudo critica.

Na passagem em destaque na nossa lição, Marcos 10.32-34, Jesus e os discípulos estavam indo para Jerusalém, quase no final de Sua jornada, e eles estavam tomados de temor. Não sabemos ao certo se eles tinham noção do que estava por acontecer, mas o certo é que eles estavam sentindo que algo não estava bem. Percebemos que, no final do v. 32, Jesus para de andar, volta aos discípulos e toma para junto de Si os doze discípulos e lhes fala sobre os acontecimentos que se desdobrariam em Jerusalém.

O que essa passagem nos ensina é que Jesus nunca, NUNCA MESMO, nos deixará a mercê das nossas dúvidas e temores. Pelo contrário, Ele sempre está disposto a voltar até nós, nos acudir e nos trazer novas revelações de Sua vontade.

Quando Jesus operar milagres: Quando eles entram em Jericó, um cego ouviu o alvoroço na cidade e perguntou o que estava acontecendo. Quando lhe disseram que Jesus estava na cidade, pôs-se a gritar:

“Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Marcos 10.47).

Ele era um cego de nascença e passou sua vida inteira mendigando na beira do caminho. Algumas pessoas paravam e davam-lhe moedas ou um pouco de atenção; a maioria, nem tomava conhecimento de sua existência. No entanto, depois de clamar, ele atraiu a atenção do Senhor, que voltou, mandou chamá-lo e lhe perguntou o que queria. Ele disse que queria ser curado. E foi curado!

Não sabemos quanto tempo Bartimeu esperou, mas sabemos que o milagre dele chegou e ele foi curado. Uma das mais difíceis provas do caminhar com Jesus é exatamente a da ESPERA, principalmente porque vivemos um tempo onde o IMEDIATISMO impera, dominando até mesmo os púlpitos e as mensagens pregadas. Na verdade, temos que aprender a ESPERAR NO SENHOR, pois é dEle o “sim” e o “amém” e nada, absolutamente NADA acontece sem que seja da permissão dEle, nem mesmo a nossa morte.

Ao homem pertencem os planos do coração; mas a resposta da língua é do Senhor” (Provérbios 16.1);

Entrega ao Senhor as tuas obras, e teus desígnios serão estabelecidos” (16.3);

O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos” (16.9).

Conclusão:

Aprendemos, no decorrer da aula de hoje, lições importantes a serem aprendidas no caminhar com Jesus. Seremos confrontados o tempo todo, nossas vidas sofrerão constantes mudanças, até que cheguemos à estatura de varões perfeitos, não aqui na Terra, mas nos Céus! Que o Senhor lhes abençoe!

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

“O Código Da Vinci”: Mais Uma Fábula Caduca

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas” (II Timóteo 4.3-4).

A obra literária e cinematográfica “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, é mais uma das inúmeras tentativas inúteis de tentar manchar a Deidade de Jesus e de desmentir a Bíblia como a Palavra de Deus, em que é usada a mesma velha tática diabólica de afrontar as verdades de Deus que foi usada contra Adão e Eva, no Éden: semeia-se a dúvida através de fábulas com aparência de verdade, que conduz ao questionamento das verdades divinas, principalmente contra aquelas reveladas na Bíblia, a Palavra de Deus.

Nessa estória em particular, é narrada a fábula milenar de que Jesus e Maria Madalena teriam se casado e tido filhos, que são chamados de Merovíngios. Isso não seria demérito contra Jesus, pois Deus fez homem e mulher para coabitarem com amor e constituírem família. No entanto, há pelo menos duas passagens bíblicas que dão a entender que Jesus NÃO TEVE DESCENDENTES,  não porque isso fosse ofensivo, mas simplesmente ISSO NÃO FAZIA PARTE DO PLANO DE DEUS PARA ELE.

A primeira passagem bíblica encontra-se em Isaías 53, que é uma impressionante descrição do sofrimento e morte de Jesus com uma riqueza de detalhes maravilhosa, principalmente pelo fato de ter sido escrita setecentos anos antes dele acontecer. O verso 8 nos dá uma importante pista em relação à NÃO-EXISTÊNCIA DE UMA LINHAGEM NASCIDA DE JESUS:

“Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido” (destaque nosso).

Na versão Nova Versão Internacional, encontramos este texto assim escrito:

“Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado” (destaque nosso).

Como podemos ver nessas duas versões, o profeta Isaías foi revelado por Deus que o Messias – Jesus Cristo – não deixou descendentes. Ou seja, não teve FILHOS!

A segunda passagem que poderíamos usar como base nesse “desmascaramento” do “Código Da Vinci” encontra-se em Mateus 19.12, em que Jesus está explicando aos discípulos sobre a condição do divórcio e sobre a dureza do coração dos homens. No fim de Seu ensinamento, ele fala sobre a condição dos eunucos, da seguinte forma:

Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do Reino dos Céus. Quem é apto para o admitir admita”.

Na versão NVI encontramos esse texto escrito da seguinte forma:

Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder aceitar isso, aceite”.

Podemos entender que Jesus está dizendo que Ele preferiu o celibato por causa do Reino de Deus – Seu Ministério – pois não teria tempo para dedicar-se à sua família, uma vez que a pessoa casada tem o seu coração dividido entre sua família e a Obra de Deus, ao passo que o solteiro – aquele que pratica o verdadeiro celibato – dedica-se inteiramente ao Senhor e ao Seu serviço, não tendo seu coração dividido com o mundo e suas preocupações, como nos ensina Paulo na passagem a seguir:

 O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado, cuida das coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, em como agradar à esposa, e assim está dividido” (I Coríntios 7.32-33).

Portanto, os cristãos – aqueles que têm a Bíblia como a Palavra do Senhor – não precisam se preocupar com esta farsa maligna, pois ela é totalmente contraditada pela própria Bíblia. Aos que ainda consideram esta obra literária alguma coisa, peço que deem uma boa lida na Bíblia, sob a orientação do Espírito Santo, que inspirou e orientou as pessoas que a escreveram, para que suas mentes sejam libertas das mentiras do Maligno.

E tu, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco” (I Timóteo 6.20-21).

Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2008 a 3 de janeiro de 2009.

Martins Pessôa Regis Júnior

Advogado – OAB/RJ 112.301

Pastor – Assembléia de Deus – Missão Apostólica da Fé – RJ

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

ADMAF COMEMORANDO O DIA DA BÍBLIA











AS FOTOS ACIMA SÃO ALGUMAS DAS FOTOS TIRADAS DURANTE A MARCHA DE CELEBRAÇÃO DO DIA DA BÍBLIA, REALIZADA POR NOSSA IGREJA, A ASSEMBLÉIA DE DEUS MISSÃO APOSTÓLICA DA FÉ, HOJE PELA MANHÃ, NO CAMPO DE SÃO CRISTÓVÃO. A CONCENTRAÇÃO INICIAL FOI EM NOSSO TEMPLO, NO Nº 200 E A CONCENTRAÇÃO FINAL EM FRENTE AO Nº 338, ONDE CELEBRAMOS TAMBÉM A CEIA DO SENHOR, AO AR LIVRE. FOI UMA FESTA LINDA, EM QUE O SENHOR SE FEZ PRESENTE E PUDEMOS GLORIFICÁ-LO POR SUA MARAVILHOSA PALAVRA, QUE NOS CONDUZ E NOS MOSTRA A SUA VONTADE. NO FINAL, CERCA DE 30 PESSOAS SE ENTREGARAM A CRISTO E TIVEMOS A CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR AO AR LIVRE, NUMA FESTA MARAVILHOSA AO NOSSO DEUS!




Sábado, 22 de Novembro de 2008

Salmo 78 – A Igreja e a Providência de Deus – 23/11/2008

Texto Básico:
Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado; o que ouvimos e aprendemos o que nossos pais nos contaram” (Salmo 78.2-3).

Mensagem Temática:
O conhecimento dos feitos do Senhor nos fortalece a fé, e nos conduz a uma vida de obediência e santidade”.

Texto Reflexivo:
1. Povo meu, escute o meu ensino, incline os ouvidos para o que eu tenho a dizer. 2. Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado; 3. o que ouvimos e aprendemos o que nossos pais nos contaram. 4. Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o Seu poder e as maravilhas que fez. 5. Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos, 6. de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos. 7. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os Seus feitos e obedecerão aos Seus mandamentos. 8. Eles não serão como os seus antepassados, obstinados e rebeldes, povo de coração desleal para com Deus, gente de espírito infiel. 9. Os homens de Efraim, flecheiros armados, viraram as costas no dia da batalha; 10. não guardaram a aliança de Deus e se recusaram a viver de acordo com a Sua lei”.

Introdução:
Ainda dentro dos Salmos escritos pelos descendentes de Asafe, o Salmo 78 é chamado de “Salmo Histórico”, pois ele conta a história dos fracassos e desobediências do povo de Israel e suas conseqüências, desde Moisés até Davi, nos transmitindo lições morais e espirituais, relatando a paciência de Deus em contraste com a infidelidade dos homens. Além disso, mostra que a Sua soberania manifestou-se na Natureza, nas conquistas de vitórias importantes e também na Sua justiça, tanto na punição aos desobedientes, como nas bênçãos derramadas sobre os que Lhe foram fiéis.

I. A Responsabilidade do Povo de Deus:
Podemos ver, nos versos 3 e 4 do Texto Reflexivo, a responsabilidade do povo de Deus, quanto à sua obrigação de transmitir às futuras gerações a Lei do Senhor e os feitos de Suas poderosas mãos. O texto diz que:
3. o que ouvimos e aprendemos o que nossos pais nos contaram. 4. Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o Seu poder e as maravilhas que fez”.

1. Representado pelas Tribos de Israel:
O Senhor transmitira ao povo que iria tomar posse de Canaã, já às margens do rio Jordão, através de Moisés, antes de sua morte:
Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, estiver andando pelo caminho, se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa em seus portões” (Deuteronômio 6.4-9).

Observe que o povo de Israel é chamado à responsabilidade de transmitir aos seus filhos que as bênçãos somente viriam através da obediência ao Senhor e de uma atitude de sinceridade e de fidelidade a Ele. No entanto, podemos ver no decorrer da história de Israel, que o povo não fora sincero com o Senhor, pois se desviou da presença dEle por diversas vezes, procurando outros deuses e deixando de transmitir a Lei do Senhor aos seus descendentes em diversas situações.

Na verdade, eles só procuravam ao Senhor em momentos de desespero, quando estavam acuados pelos povos inimigos (a quem não expulsaram da terra, por causa de sua desobediência e covardia – v. Juízes 2.1-3) e, quando se viam livres dos seus inimigos, logo caíam na idolatria e na apostasia novamente. Isso é retratado em todo o livro dos Juízes e nos versos 34 a 37 do Salmo 78:
34. Sempre que Deus os castigava com a morte, eles O buscavam; com fervor se voltavam de novo para Ele. 35. Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha, de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor. 36. Com a boca O adulavam, com a língua O enganavam; 37. o coração deles não era sincero; não foram fiéis à Sua aliança”.

Isso demonstra o quanto é terrível não ser sincero diante do Senhor! O texto acima mostra que Israel, enquanto estava em perigo ou em aperto, procuravam pelo Senhor, voltavam-se para Ele (v. 34), lembrando-se de que o Senhor era a sua Rocha e Redentor (v. 35), mas não com sinceridade! Eles só faziam isso com lisonjas, com língua enganosa (v. 36), como se Deus não soubesse o que se passava em seus corações (Salmos 139.3-4; Isaías 29.13; Mateus 15.8-9)!

2. Representado pela Comunidade Cristã:
Como foi dito no final do tópico anterior, tudo o que há escrito sobre os exemplos de Israel servem de alerta para nós, Igreja do século XXI, para que não imitemos suas más condutas, nem achemos que Deus está inerte, assistindo a tudo passivamente. Paulo nos ensina, quando ele nos conta a história das desventuras de Israel em I Coríntios 10.11-12 que:
Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!

Ou seja, a Igreja atual não pode eximir-se de sua responsabilidade, de dar bom exemplo e de ser testemunha fiel de Deus entre os homens, pois, assim como Ele estabeleceu um testemunho em Israel, através da Lei e de Seus Decretos (v. 5), o Senhor Jesus disse aos discípulos que eles (e nós, conseqüentemente), seriam Suas testemunhas, em Jerusalém, na a Judéia e Samaria, e nos confins da terra (v. Atos 1.8). E, assim como aconteceu a Israel, as bênçãos prometidas à Igreja somente terão cumprimento se ela for fielmente obediente ao IDE! do Senhor, principalmente porque a operação das maravilhas está intimamente à operação do Espírito Santo na Igreja.

A ingratidão é um sentimento intolerável por Deus, por demonstrar total insensibilidade e rebelião contra a fidelidade de Deus para conosco. Davi nos ensina no Salmo 103.2, que:
Bendiga o Senhor a minha alma! Não se esqueça de nenhuma de Suas bênçãos!

O fato de esquecermos as bênçãos do Senhor (perdão dos pecados, cura das doenças, livramento da morte, bondade e compaixão, provisão de suprimentos para a vida, renovação das nossas forças, provisão de justiça – vv. 3-6) enfraquece o nosso testemunho, fazendo com que nosso culto seja hipócrita, como faziam os israelitas após suas conquistas, como é exemplificado em Salmos 78.36:
Com a boca O adulavam, com a língua O enganavam”.

Da mesma forma, nossa adoração, seja na Igreja, seja em casa, seja aonde for, tem que ser temperada com sinceridade, com aquilo que vem de dentro do nosso coração, não somente vindo da nossa mente ou seguindo o modelo imposto pela Igreja ou pela mídia gospel, pois, como Jesus mesmo falou, “Mas as coisas que saem da boca vêm do coração” (v. 18)! Quando agimos assim, corremos o sério risco de atrair maldição para nossa própria vida, como é exemplificado em Gênesis 27.12:
E se meu pai me apalpar? Vai parecer que estou tentando enganá-lo, fazendo-o de tolo e, em vez de bênção, trarei sobre mim maldição”.

3. A Eficácia do Testemunho:
O Espírito Santo representa o poder, a força propulsora da Igreja, que torna possível o testemunho eficaz. Em Atos 1.8, encontramos que:
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

Até que seja estabelecido o Reino Milenar de Cristo sobre a terra, toda a humanidade terá ouvido o testemunho apostólico acerca do Evangelho, até a consumação dos séculos (Mateus 24.14). Esta é a grande responsabilidade da Igreja de Cristo perante todo o mundo!

II. Estabelecendo Confiança em Deus:
A principal razão de manter acesa na memória dos filhos de Israel os feitos do Senhor, não era apenas uma narrativa de uma história antiga, mas a formação de uma fé sólida e de uma obediência consciente do povo que estava nascendo ao Senhor, por isso o v. 7 diz que “Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os Seus feitos e obedecerão aos Seus mandamentos” e isso evitaria que seus filhos fossem “... como os seus antepassados, obstinados e rebeldes, povo de coração desleal para com Deus, gente de espírito infiel” (v. 8).

1. Confiança Baseada no Conhecimento do Senhor:
A base da sustentação da obediência está na confiança. Sem confiança, é impossível haver obediência, e a confiança só existe quando há conhecimento. Oséias nos ensina que o conhecimento do Senhor é a base da nossa convivência com Ele em duas passagens, a seguir:
Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. ‘Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a Lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos’” (4.6);

Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, Ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra” (6.3).

Deus nunca falhou em Suas promessas a seu povo. O Salmo em estudo é um relato do Êxodo em forma poética, como podemos ver no verso a seguir:
Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos” (Salmo 78.5).

Ou seja, Ele não só estabeleceu um relacionamento íntimo com o povo de Israel, como também lhes deu a Lei, pela qual deveriam viver e demonstrar gratidão (Êxodo 20; Deuteronômio 5).

Podemos ver que, antes de Deus passar os Dez Mandamentos, primeiro Ele lembra o povo quem Ele é e o que fez por Seu povo (Êxodo 20.2). Entretanto, com o passar dos anos, o povo se esquecia dos feitos do Senhor (Salmo 78.11).

Não se trata de um esquecimento por fator patológico, mas no sentido de ignorar os feitos passados, em decorrência da ingratidão e da incredulidade, como na passagem a seguir:
Duvidaram de Deus, dizendo: ‘Poderá Deus preparar uma mesa no deserto? Sabemos que quando Ele feriu a rocha a água brotou e jorrou em torrentes. Mas conseguirá também dar-nos de comer? Poderá suprir de carne o Seu povo?” (Salmo 78.19-20).

Por causa de tamanha ingratidão e falta de temor, a ira do Senhor acendeu-se contra eles, como é descrita nos vv. 21 e 22, servindo também de alerta para nós:
O Senhor os ouviu e enfureceu-se; com fogo atacou Jacó, e Sua ira levantou-se contra Israel, pois eles não creram em Deus nem confiaram no Seu poder salvador”.

2. A Nova Aliança:
A Carta aos Hebreus nos mostra que não há comparação entre os feitos de Deus no passado com a morte de Seu Filho na Cruz, pois este evento trouxe salvação, não somente aos judeus, mas a todos os povos, não somente naquele tempo, mas em todas as eras que se seguiriam, e também para estabelecer uma Nova Aliança entre Deus e os homens, não mais baseada em sangue de animais, que se repetia ano após ano, mas num sacrifício perfeito e eterno, cujas bases são o perdão e a santificação, como podemos ver a seguir:
A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar. Se pudesse fazê-lo, não deixariam de ser oferecidos? Pois se os adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais se sentiriam culpados de seus pecados. Contudo, esses sacrifícios são uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hebreus 10.1-3);

... porque, por meio de um único sacrifício, Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hebreus 10.14);

... a Jesus, Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue aspergido, que fala melhor do que o sangue de Abel” (Hebreus 12.24).

Pode ser visto, nos vv. 18 a 29 de Hebreus 12, as diferenças entre a Antiga Aliança (proposta no Monte Sinai), que provocava temor, pavor e mantinha as pessoas distantes dele, como podemos ver no texto a seguir:
Vocês não chegaram ao monte que se podia tocar, e que estava em chamas, nem as trevas, à escuridão, nem à tempestade, ao soar de trombeta e ao som de palavras tais, que os ouvintes rogaram que nada mais lhes fosse dito; pois não podiam suportar o que lhes estava sendo ordenado: ‘Até um animal, se tocar no monte, deve ser apedrejado’. O espetáculo era tão terrível que até Moisés disse: ‘Estou apavorado e trêmulo!’” (Hebreus 12.18-21).

Já no Monte Sião, o povo encontra um Deus constantemente presente que se tornou o Emanuel, o Deus Conosco, que “tornou-se carne e habitou entre nós” (Jo 1.14), como é expresso em Salmo 78.68-69:
... ao contrário, escolheu a Tribo de Judá e o monte Sião, o qual amou. Construiu o Seu santuário como as alturas; como a terra o firmou para sempre”.

Esta passagem mostra que uma nova Aliança foi firmada entre Deus e toda a humanidade, e não apenas com Israel, para formar de dois povos (Israel e os gentios) um só povo, a Igreja, o Corpo de Cristo (Efésios 2.14-18).

Nesta Nova Aliança, o nosso Sumo-Sacerdote é o próprio SENHOR JESUS, que se ofereceu como sacrifício perfeito e eterno, não pela ordem levítica, que se mostrou fraca e imperfeita, mas pela ordem de Melquisedeque, através da conquista de Jerusalém por Davi, tornando-o, ao mesmo tempo, Rei-Sacerdote eterno, como nos é ensinado em Hebreus 7.11-28.

3. A Nova Aliança significa “nova religião”?
Quando estudamos a mudança das Alianças entre Deus e o homem, vemos que essas mudanças ocorreram por quebra da Aliança, não por parte de Deus, mas por parte do HOMEM, pois este tem a tendência de ser infiel, de ser procrastinador e de ser ingrato, não obstante as imensas bênçãos do Senhor.

Além da infidelidade do homem, vemos também que a antiga Aliança não era capaz de produzir no coração do homem o arrependimento (metanóia), que é a mudança de atitude em relação ao pecado, de deixar de andar na prática do pecado e ter uma vida de verdadeira santidade ao Senhor, pois os sacrifícios anuais de touros e outros animais eram incapazes de cobrir os pecados do povo. Podemos ver isso nas passagens a seguir:
Isto é usado aqui como uma ilustração; estas mulheres representam duas alianças. Uma aliança procede do monte Sinai e gera filhos para escravidão; esta é Hagar. Hagar representa o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à atual cidade de Jerusalém, que está escravizada com os seus filhos. Mas a Jerusalém do alto é livre, e é a nossa mãe” (Gálatas 4.24-26);

A ordenança anterior é revogada porque era fraca e inútil (pois a Lei não havia aperfeiçoado coisa alguma), sendo introduzida uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus” (Hebreus 7.18-19);

Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impedia de continuar em seu ofício; mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. É de um sumo-sacerdote como este que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus” (Hebreus 7.23-26);

O mais importante do que estamos tratando é que temos um sumo-sacerdote como esse, o qual se assentou à direita do Trono da Majestade nos céus e serve no Santuário, no verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hebreus 8.1-2);

Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual Ele é Mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores. Pois, se aquela primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra. Deus, porém, achou o povo em falta e disse: ‘Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá’” (Hebreus 8.6-8).

Além disso, era promessa de Deus alterar a Aliança, como é dito por diversos profetas do Antigo Testamento:
’Estão chegando dias’, declara o Senhor, ‘quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o Senhor deles’, diz o Senhor” (Jeremias 31.31-32);

'Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias’, declara o Senhor: ‘Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: Conheça o Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior’, diz o Senhor. ‘Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados’” (Jeremias 31.33-34).

Apesar de a Nova Aliança ter sido, primordialmente, prometida aos filhos de Israel, ela também se estendeu à Igreja (Romanos 11; Isaías 65).

III. As Misericórdias de Deus:
Agora podemos perceber que a misericórdia de Deus é mais forte que a iniqüidade do homem, como nos diz o texto a seguir:
38. Contudo, Ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a Sua ira, sem despertá-la totalmente. 39.Lembrou-se de que eram meros mortais, brisa passageira que não retorna” (Salmo 78.38-39).

A Palavra de Deus nos diz que só não somos consumidos por causa da misericórdia do Senhor e que Ela é inesgotável (Lamentações 3.22-23)! Também Ele lembra-se da nossa estrutura, falha e pecaminosa, mortal e corrupta. Por causa disso, Ele é fiel e se compadece de nossas fraquezas (Hebreus 4.15).

IV. Conclusão:
Não resta a menor dúvida de que este breve estudo nos traz uma reflexão quanto à nossa posição diante de Deus e da Igreja de Cristo, no sentido de sermos verdadeiras testemunhas do Senhor, sendo exemplos para nossos filhos, tanto físicos como espirituais, acrescentando o número de salvos que herdarão o Reino dos Céus.

Que a Graça e a Paz do Senhor esteja com todos!

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2008.

PR. MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR
ADMAF – SEDE – REDE DE JOVENS

Sábado, 11 de Outubro de 2008

AMOR INCOMPARÁVEL

            Você receberia de volta um filho que o abandonou, mesmo depois de ter sido criado com tanto amor e carinho? Você perdoaria um amigo que o traiu, ou um cônjuge que o abandonou, mesmo tendo-lhes dedicado cuidado e atenção?

            Sei que é difícil pensar numa situação como essas que lhe foram apresentadas. Pode até ser que você esteja vivendo uma dessas situações, sendo a pessoa abandonada, ou até mesmo a que abandonou o ente querido, ou o alguém amado em sua juventude. Mas há algo a respeito deste assunto que desejo compartilhar com você; por isso, peço alguns instantes da sua atenção.

            No princípio de todas as coisas, Deus criou o mundo e todas as coisas que existem nele: o universo, o sol, as estrelas, água, terra, céus, fogo, animais e plantas. Ele os fez com tanto zelo e carinho que é impossível contemplá-los sem se mover em emoção. Mas existe um ser que Ele se esmerou ao máximo para criá-lo, pois não queria que esse ser fosse mais um em Sua Criação, queria que ele fosse a excelência da criação, dotado de inteligência, criatividade, sensibilidade, senso crítico, capaz de discernir e de se comunicar com o seu Criador e com os seus semelhantes. Foi aí que Deus criou o Homem e a Mulher. Ele se alegrou tanto com Sua criação que disse que tudo ficou muito bom, ao contrário do restante da criação, que ficou bom.

            Todos os dias, ao virar da tarde, Deus vinha ao Éden para conversar com Seu amigo, Adão, e sua mulher, Eva, para compartilhar da companhia deles, numa intimidade que talvez você nunca tenha vivido com seu melhor amigo ou com seu cônjuge. Era uma parceria completa entre o Criador e Sua melhor criação. Até um dia em que o homem e a mulher foram seduzidos pela oferta de serem iguais a Deus, discernindo entre o bem e o mal. Eles não perceberam que estavam indo para um caminho sem volta. Pelo menos, naquele momento.

            Adão e Eva contrariaram uma ordem expressa do Criador para que não comessem da árvore do conhecimento, pois o conhecimento que adquiririam não lhes pertencia, mas somente a Deus, pois é uma responsabilidade grande demais para a humanidade, por nos acusar sempre de que erramos o alvo em relação ao próprio Deus. E, quando erramos o alvo, nos tornamos escravos do pecado. E essa escravidão fez com que aquela intimidade entre o Criador e Sua melhor criação se quebrasse, pois Deus não suporta ver as conseqüências do pecado em nossas vidas, que nos mancha e mata o nosso espírito.

            Mas Deus, amoroso como sempre foi e é agora, enquanto você está lendo esse texto, providenciou uma forma de nos resgatar de volta àquela doce e indescritível comunhão que foi perdida lá no Éden. Ele disse à serpente, que simboliza o diabo:

“Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e a descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gênesis 3.15).

            Esta promessa se concretizou em Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus. Ele morreu na cruz do Calvário para pagar o nosso resgate, nos livrando das garras do pecado, da morte eterna e do inferno, para que pudéssemos viver de novo a comunhão íntima com o Criador, mediante Seu sacrifício, que é único e eterno, como diz o verso a seguir:

“Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Carta aos Hebreus 10.10).

            Você pode até perguntar: “Mas todos os caminhos não nos levam a Deus?” Sim e não. Sim, todos os caminhos nos levam a Deus, mas somente um deles nos dá a oportunidade de termos uma comunhão íntima com Ele, como vemos nos textos abaixo:

à                “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas e não a luz, porque as suas obras eram más” (João 3.16-18);

à                “Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida (João 5.24);

à                “Respondeu Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (João 14.6)

à                “Respondeu Jesus: ‘Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” (João 14.23).

            Estes textos são para lhe mostrar que somente em JESUS CRISTO podemos encontrar de novo a comunhão com o Pai Eterno, o nosso Deus Criador. Por isso, lhe convido a entregar a sua vida a Cristo neste momento, e Ele lhe perdoará todos os pecados, limpará a sua vida de toda a mancha e fará com que você viva em novidade de vida.

A Verdadeira Adoração

            Quando parei para meditar sobre a situação de “estado de sítio” espiritual que estou vivendo há quase dois anos, fiquei impressionado com a resposta que o Senhor me havia dado, baseada na passagem bíblica a seguir:

O Senhor diz: ‘Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens. Por isso uma vez mais deixarei esse povo atônito com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: ‘Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?’ Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: ‘Ele não me fez’? E o vaso poderá dizer do oleiro: ‘Ele nada sabe!’” (Is 29.13-16).

 

            Na verdade, o que o Senhor me quis ensinar nessa passagem é que a adoração que Ele tanto deseja de nós não consiste apenas em fazermos parte de uma Congregação, de uma membrezia de Igreja. Da mesma forma, não é agradável a Ele que sejamos uma pessoa tão cheia de regras e de preconceitos dentro da Igreja, enquanto em nossas casas agimos como endemoninhados, envergonhando o Nome Santo do Senhor e provocando escândalos diante de nossos vizinhos. Ao contrário, Seu desejo é que sejamos verdadeiros adoradores, como está Jesus disse em João 4.23-24:

No entanto, está chegando a hora, e fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os verdadeiros adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

 

            Assim, o modelo de adoração que Deus gosta é demonstrado nestas duas passagens: é uma adoração que O respeite como Deus e Senhor de nossas vidas, e não mera bajulação, pois Ele conhece os nossos corações e quais são os nossos verdadeiros intentos (Sl 139.23-24, Mt 15.1-20). Por isso, não adianta nada tentarmos apresentar a Deus um louvor bonito, uma pregação eloqüente e usar roupas que cubram o nosso corpo e que provoquem escândalos aos nossos vizinhos, enquanto as nossas atitudes nos tornam verdadeiros sepulcros caiados, que são até belos por fora, mas podres por dentro (Mt 23.1-39).

            Dessa forma, antes de qualquer coisa, devemos ter em mente que a verdadeira adoração a Deus começa com a submissão à Sua vontade e desejo de ter uma comunhão íntima com Ele, que somente tem início com a dedicação de tempo à oração e à meditação em Sua Palavra. A partir daí, o Seu Espírito nos orientará em como adorá-Lo em espírito e em verdade.

A Parábola da Viúva Persistente: Uma Experiência de Perseverança

            Quem jamais experimentou momentos de desânimo ou de desencorajamento? Quem já esteve diante de uma situação em que ficou estático e amedrontado? Quem já ficou com a fé tão abalada que não conseguia ver nada à sua frente, a não ser o problema? Na Bíblia temos duas situações como estas: a dos doze espias, em Números 13 e 14, que foram ver a terra de Canaã e que os únicos que se animaram em conquistar a terra foram Josué e Calebe, enquanto os outros ficaram “choramingando” e murmurando, com medo dos habitantes da terra. O resultado disso foi o perecimento dos murmuradores no deserto, durante quarenta longos anos, sendo permitida a entrada na Terra Prometida somente à geração que nascera no deserto e aos dois únicos espias que desejaram conquistá-la: Josué e Calebe.

            A outra situação é a Parábola da Viúva Persistente, narrada por Jesus em Lucas 18.1-8, onde o Senhor nos ensina a orar com persistência, a fim de alcançarmos aquilo que desejamos. Vejamos o texto:

Então Jesus contou aos seus discípulos numa parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: ‘Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha mais me importunar’. E o Senhor continuou: ‘Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará o justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Versão NVI).

 

            Esta parábola é um paralelo daquilo que vivenciamos em nossos dias: homens “poderosos” que não temem a Deus e não se importam com os outros; pessoas desamparadas que procuram o Estado-Juiz para que vejam as injustiças que sofrem serem amenizadas; um Estado-Juiz que protela em prestar a assistência jurisdicional aos mais necessitados; um Deus acima de todos, que vê e se compadece do sofrimento dos pequeninos e que não suporta a injustiça e a arrogância dos ditos “poderosos”.

            Há, também, um paralelo espiritual nesta história: quantas vezes não estamos clamando ao Senhor por algo que precisamos ou por causa de uma situação aparentemente intransponível (isso na ótica humana), onde não conseguimos solução pelos meios naturais ou ao nosso alcance e precisamos realmente de um milagre para nos ajudar?

 

            Por muito tempo, estive orando ao Senhor por um objetivo bem claro: a cura da minha coluna. Enquanto o primeiro objetivo – a cura da coluna – é bastante específica (ser curado das escolioses e da compressão nas vértebras lombares). Mas o que isso tem a ver com a passagem da Bíblia? TUDO! A cura da minha coluna é mais do que simplesmente livrar-me de um mero incômodo: é ser liberto de uma possibilidade bastante forte de ficar paraplégico ou de ter uma deficiência permanente em meu corpo. É poder ter a oportunidade de correr, saltar, dançar, curtir a vida ao lado da minha esposa e do meu filho. É poder trabalhar sem ter o receio de ser tachado de “preguiçoso”, “desidioso” ou “acomodado”. Além disso, é também não ser tachado de “incrédulo” ou de “limitador” do Poder de Deus. Na verdade, espero que a minha cura sirva de testemunho aos outros, pois, para mim, tenho certeza de que o Senhor é poderoso e que Ele governa sobre a minha vida, independente de cura ou de qualquer outra coisa.

            A viúva da parábola tinha um objetivo, uma necessidade, e importunava o juiz iníquo dia após dia, a fim de conseguir o seu objetivo: ser feita justiça em seu favor. Precisamos definir o que queremos para que o recebamos das mãos do Senhor.

            Teve um dia que o juiz “se encheu” daquela mulher e decidiu em seu coração atender-lhe, a fim de livrar-se de suas reclamações e clamores. Não quero dizer que Deus venha a nos atender, a fim de “se livrar” dos nossos clamores, pois Ele é bondoso, longânimo e compassivo. Tenho certeza, em meu coração, de que Ele ouvirá o meu clamor e me concederá a cura da minha coluna e o carro que for bênção para minha vida e útil para a Sua Obra, pois Sua misericórdia é sem fim e sei que Ele tem o que é bom, perfeito e agradável para minha vida.

            Da mesma forma, creia também que você será atendido na sua necessidade, pois Ele é fiel e compassivo para com todos os que buscam a Sua face!

            Por fim, o Senhor faz uma pergunta que, na verdade, é uma advertência:

Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lc 18.6 – NVI).

 

            Ao consultar o Dicionário Aurélio, encontramos nas definições do verbete , uma que muito interessa ao estudo desta passagem:

4. Firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso”.

 

            Entendemos aqui que fé não é simplesmente crer, mas sim um compromisso de FIDELIDADE a Deus! Jesus está questionando se, quando Ele vier restaurar todas as coisas, encontrará FIDELIDADE entre a humanidade e o Criador!

            Tempos difíceis, esses que vivemos! É raro encontrarmos fidelidade entre casais, entre amigos, entre pais e filhos, entre parceiros de trabalho, entre “irmãos” da Igreja ou membros da mesma religião... Pessoas com quem convivemos, nos relacionamos, demonstramos afeto ou, pelo menos, algum interesse, mesmo que meramente físico ou econômico. Se agimos assim em relação às pessoas que vemos e convivemos, como será a nossa fidelidade a Deus, a quem não vemos e cujo conhecimento alcançamos através de um livro milenar e das experiências de terceiros?

            Já deu para perceber que o Senhor está visualizando OS NOSSOS DIAS, quando proferiu esta parábola? Tempos em que o clamor pela justiça, a necessidade de coisas úteis para o nosso bem-estar estaria na “ordem do dia” das nossas orações e súplicas, sendo objeto das nossas lamentações diante do Pai, dia e noite? Tempos em que a fidelidade seria algo vivido “pelos antigos”, coisa de uma geração que está “caduca” e que nos encantam, mas que está tão longe da nossa “realidade”?

            Você está chocado? Eu estou chocado, e muito! Olho as linhas acima e vejo que o “rumo da prosa” é este mesmo e que não me perdi em meus devaneios, não.

            Olho para minha Bíblia, aberta à minha frente, e vejo que estou seguindo o texto. Percebo que estou sendo confrontado exatamente nos pontos em que tenho falhado e sei que o Senhor está trabalhando na sua vida, enquanto você lê este texto, pois Ele está trabalhando na minha, enquanto o escrevo. Não sei em que área você está indeciso, mas você sabe e você terá uma oportunidade ímpar para se definir e pedir ao Senhor exatamente aquilo que você quer dEle. Também não tenho idéia de como tem sido a sua comunhão com o Senhor ou como você encara a sua relação com Ele e as outras pessoas, mas, se você foi tocado, sei que você logo procurará aquele “lugar secreto” para buscar a Sua face e pedir-lhe perdão.

            Sei, também, que você poderá achar que tudo isso é tolice, que estou enchendo meu blog de “baboseiras”. Tudo bem, não espero ser agradável ou atingir a todos os corações. Isso é obra do Espírito Santo.

            Só espero que você tenha um pouco de sensibilidade e procure ver em si se as coisas estão realmente bem com você mesmo, entre você e as pessoas que te cercam e, principalmente, entre você e Deus. Você tem recebido tudo aquilo que tem pedido, ou seus pedidos são obscuros ou têm uma certa arrogância encoberta pela capa da falsa humildade? Você tem agido com fidelidade diante do Senhor e diante das pessoas que estão à sua volta? Pense nisso e que Deus lhe abençoe!

A TEOLOGIA DA SANGUESSUGA

“Duas filhas tem a sanguessuga. ‘Dê! Dê!, gritam elas” (Provérbios 30.15 – NVI).

             Pode parecer até mesmo fora de propósito o título sarcástico que coloquei neste texto, mas não é. O fato é que a situação está tão trágica, que somente usando a figura da sanguessuga e de suas duas filhas para poder exemplificar o estado espiritual atual.

            Para quem acha que eu estou exagerando na gozação, é só assistir a qualquer programa dito “evangélico” nos dias atuais. O que você menos vai ouvir dizer é:

-                     Busquem o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas (Mt 6.33 – NVI)”;

-                     Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra a misericórdia” (Pv 28.13 – NVI);

-                     Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl 51.17 – NVI);

-                     Jesus dizia a todos: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23 – NVI);

-                     Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus” (Lc 9.62 – NVI);

-                     Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que Ele prometeu” (Hb 10.36 – NVI);

-                     Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a Sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho” (Hb 12.5 – NVI);

-                     Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14 – NVI);

-                     “Aproximem-se de Deus, e Ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e Ele os exaltará" (Tg 4.8-10 – NVI).

            Não, vocês não ouvirão mensagens como essas nos programas “gospel” de TV, pois isso não dá “IBOPE” e isso afugenta o povo das Igrejas. Pelo contrário, se você falar sobre “intimidade com Deus”, “compromisso com a Palavra”, “Encontros com Deus”, “vida santa”, “arrependimento de pecados”, “cura interior” e “libertação de vícios”, você certamente faz parte daquele Grupo que é usado pelo “inimigo” para implantar um novo Evangelho, pois a “Teologia da Sanguessuga” só pensa nos cifrões, em quanto vai arrecadar em “Campanhas da Prosperidade” e nas “Correntes dos Empresários”.

            Há algum tempo atrás, eu assisti pela TV uma alteração na letra de uma canção que fala sobre a libertação do povo de Israel do cativeiro egípcio, onde “os revoltados” davam glória a Deus (!?!?). Antes de tecer qualquer comentário, me acompanhem nas passagens a seguir:

-                     Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: ‘Até quando esta comunidade ímpia se queixará contra Mim? Tenho ouvido as queixas desses israelitas murmuradores. Diga-lhes: Juro pelo Meu Nome, declara o Senhor, que farei a vocês tudo o que pediram: Cairão neste deserto os cadáveres de todos vocês, de vinte anos para cima, que foram contados no recenseamento e que se queixaram contra mim. Nenhum de vocês entrará na terra que, com mão levantada, jurei dar-lhes para habitação, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num” (Nm 14.26-30 – NVI);

-                     Assim que Moisés acabou de dizer tudo isso, o chão debaixo deles fendeu-se, e a terra abriu a sua boca e os engoliu (a Coré, Datã e Abirão) juntamente com as suas famílias, com todos os seus bens. Desceram vivos à sepultura, com tudo o que possuíam; a terra fechou-se sobre eles, e pereceram, desaparecendo do meio da assembléia. Diante dos seus gritos, todos os israelitas ao redor fugiram, gritando: ‘A terra vai nos engolir também’” (Nm 16.31-34 – NVI);

-                     Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua Palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado de feitiçaria. Assim como você rejeitou a Palavra do Senhor, Ele o rejeitou como rei” (I Sm 15.22, 23 – NVI);

-                 Hoje, se ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião, durante o tempo da provação no deserto, onde os seus antepassados Me tentaram, pondo-Me à prova, apesar de, durante quarenta anos, terem visto o que Eu fiz... Assim jurei na Minha ira: Não entrarão no Meu descanso” (Sl 95.7-11; Hb 3.7-11 – NVI).

            Acredito que essas passagens são mais do que suficientes para demonstrar que os “rebeldes” não dão “glórias a Deus” e que a “rebeldia” deles em relação aos fatos da vida não mudará em nada o propósito que o Senhor tem de aperfeiçoá-los através das provações.

            A verdade nua e crua é que vivemos um tempo em que a Palavra de Deus está sendo rejeitada e está sendo deturpada com infiltrações criadas por pessoas de natureza corrompida, cujo prazer está em enganar os outros com a venda de “milagres”. Puro charlatanismo! Além disso, temos também aqueles que fazem do Ministério da Piedade fonte de lucro, como o apóstolo Paulo alertou a seu discípulo, Timóteo, em sua primeira carta (6.3-10 – NVI). Não quero dizer com isso que Deus não seja poderoso para conceder-nos bens e conforto nesta vida, mas ter isso como objetivo final de vida e ostentá-los sem o propósito de abençoar aos outros, é puro egoísmo. E quanto a isso, Salomão nos fala em Eclesiastes:

Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçava para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol" (2.11 – NVI).

            Portanto, devemos ter o cuidado com a “Teologia da Sanguessuga”, pois ela faz com que percamos a noção da posição que nós temos diante de Deus: nós somos as CRIATURAS e Ele é o CRIADOR; nós somos os SERVOS e Ele, o SENHOR; nós somos TEMPORAIS, IMPERFEITOS e MORTAIS; Ele, ETERNO, PERFEITO e IMORTAL. Pois, se esquecermos a nossa verdadeira posição diante de Deus, nos assemelharemos a Lúcifer, tanto na sua arrogância, como no seu pecado de querer se exaltar acima de Deus.

 

Que a Graça e a Paz esteja com todos!

Sábado, 20 de Setembro de 2008

Estudo nº. 12: A Restauração do Ministério Cristão – 21/09/2008

Texto Básico:
“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres” (Ef 4.11).

Mensagem Temática:
"Os Dons Ministeriais concedidos por Cristo precisam ser restabelecidos na Igreja hodierna com a mesma plenitude da Igreja primitiva, a fim de que os santos permaneçam no propósito de serem aperfeiçoados, conforme a vontade do Senhor".

Texto Reflexivo:
“Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo. Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto - ele subiu - que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.7-16).

Introdução:
A Igreja de Cristo não é uma organização criada a partir da vontade ou ideologia humanas, mas um organismo espiritual vivo, em franco crescimento, um Edifício espiritual em plena edificação.
Por séculos, os Dons Ministeriais foram roubados da Igreja, através de governos humanos inescrupulosos dentro da Igreja, que deram lugar à vontade humana, que, por muito pouco, não extinguiu o mover do Espírito (I Ts 5.19). No entanto, nos dias atuais, o Espírito de Deus está trazendo de volta esses importantes Dons, a fim de que o Corpo de Cristo seja completamente aperfeiçoado e amadurecido, conforme a vontade do Senhor e para que não seja levado por qualquer “vento de doutrina”, como nos ensina Paulo, no texto base da nossa aula de hoje (Ef 4.14).

I. Por que Restaurar a Plenitude do Ministério Cristão?
Um dos motivos principais dessa restauração decorre exatamente do fato de a Igreja não ser um mero organismo humano, mas sim um organismo espiritual, carecendo da plenitude do ministério espiritual na forma como o Senhor Jesus determinou em Sua Palavra, a fim de vivenciar a verdadeira fé no Evangelho. Sem essa estrutura, a Igreja se torna atrofiada (como tem-se tornado durante séculos), engessada, tem um crescimento desordenado e não desenvolve seu pleno potencial, não cumprindo, consequentemente, o propósito que o Senhor estabeleceu.
Se uma comunidade cristã, por exemplo, não reconhecer os Dons Ministeriais, o processo de aperfeiçoamento ficará comprometido e limitado, em função da ausência dessas vertentes ministeriais que possibilitam uma perfeita edificação da Igreja, como Cristo idealizou.

II. O Tempo da Restauração do Ministério Cristão.
A Palavra de Deus, na passagem a seguir, nos conclama à uma mudança de atitude:
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio” (Atos 3.19-21).

Se estudarmos profundamente a História da Igreja, veremos que o primeiro Dom Ministerial a ser perdido foi o Dom de Apóstolo; depois, foi o Dom de Profeta; mais tarde, o Dom de Evangelista e o de Mestre; por fim, o Dom de Pastor foi substituído pelo de Sacerdote.
A restauração levou séculos, começando pela Reforma Protestante de Martinho Lutero, que restaurou o Ministério do Pastor. Nos dias de John Wesley, foi restaurada o Ministério do Mestre; nos tempos de Edward Whitfield, houve a restauração o Ministério do Evangelista; por fim, nos dias do grande avivamento da Rua Azusa, houve a restauração do Ministério de Profeta.
O desejo do coração de Deus era que toda a nação de Israel fosse uma nação sacerdotal (Êxodo 19.5-6), mas o povo O rejeitou (Êxodo 20.18-19) e, por causa disso, Ele levantou o Sacerdócio Levítico, no lugar de uma nação de sacerdotes (Números 1. 47-50, 53).
Quando veio a plenitude dos tempos, o apóstolo Pedro declarou, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, que a Igreja de Cristo é:
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9).

João, por sua vez, confirma assim a posição sacerdotal da Igreja:
“e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (Apocalipse 1.6, grifo nosso).

Diante disso, cremos que este é o momento em que a Igreja de Cristo tomará posse da plenitude da Palavra de Deus e desfrutará de todas as bênçãos ministeriais a ela concedidas, pois nem o Senhor nem a Sua Santa Palavra mudaram (Hebreus 13.8; Lucas 21.33). Ele não nos autorizou a abrir mão de nenhum de Seus dons ou dádivas; pelo contrário, seremos ainda mais enriquecidos por eles.

III. Significado Original do Ministério Cristão.
1. Os Dons Ministeriais:
a) Apóstolos: a palavra “Apóstolo” se origina do grego “Apostolos”. No grego clássico, o adjetivo é usado para designar um embaixador ou mensageiro, como podemos ver nos textos abaixo:
“Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou” (João 13.16);
“Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades” (Filipenses 2.25).
Paulo fez uso da palavra “apóstolo” no sentido religioso:
“Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo” (II Coríntios 8.23).
Ao contrário do que muitos pregaram no início do resgate do ministério apostólico, o termo não se restringe somente aos Doze, pois há na Palavra diversos exemplos de pessoas que quiseram usar o título de forma fraudulenta, como nas passagens a seguir:
“Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis” (I Coríntios 4.9-10);
“para que vos lembreis das palavras que dantes foram ditas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador, dado mediante os vossos apóstolos” (II Pedro 3.2);
“Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo” (Judas 17).
“Tornei-me insensato; vós a isso me obrigastes; porque eu devia ser louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos demais excelentes apóstolos, ainda que nada sou” (II Coríntios 12.11).

Por fim, os apóstolos são servos de Cristo e administradores dos mistérios de Cristo (II Coríntios 5.20) e colaboradores de Deus (I Coríntios 3.9; II Coríntios 6.1).

b) Profetas: É derivado do termo grego “Profetes” e significa “aquele que fala diante dos outros”, “alguém que comunica uma revelação divina”. As passagens bíblicas são:
“Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia” (Atos 11.27);
“Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13.1);
“Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram” (Atos 15.32);
“Demorando-nos ali por muitos dias, desceu da Judéia um profeta, de nome Ágabo” (Atos 21.10);
“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?” (I Coríntios 12.28-30).

c) Evangelistas: Derivado do termo grego “Evangeliste”, que significa “aquele que anuncia boas novas” (Isaías 52.7; 61.1; Naum 1.15). As principais passagens do Novo Testamento são:
“Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele” (Atos 21.8);
“Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (II Timóteo 4.5);
“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres” (Efésios 4.11).

d) Pastores: Derivado do grego “Poimenas” e significa “vigia”, “guardador”. As principais passagens são:
“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé... Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil... Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas” (Hebreus 13.7, 17, 20);
“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres” (Efésios 4.11).

e) Mestres: Derivado do grego “Didaskalos”, que significa “aquele que ensina, instrui”. É dessa palavra que vem o termo “Didática”. Os principais textos do Novo Testamento são:
“Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo” (Atos 13.1);
“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?” (I Coríntios 12.28-30);
“para o que (digo a verdade, não minto) eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade” (I Timóteo 2.7);
“do qual fui constituído pregador, apóstolo e mestre” (II Timóteo 1.11).

2. Os Ofícios Administrativo-Eclesiásticos:
Além dos Dons Ministeriais que vimos acima, existem também os ofícios administrativo-eclesiásticos, que têm como função a administração da Igreja, no sentido de provisão de suas necessidades e gerência de suas atividades. Os elementos que compõem esse ofício são:
a) Bispos: A palavra tem origem no termo grego “Episkophn”, cujo significado é “vigilante”, “inspetor”. No grego clássico, eram os fiscais, administradores municipais e vigilantes do templo. As principais passagens são:
“Porquanto no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu ministério (como bispo)” (Atos 1.20);
“Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue” (Atos 20.28);
“Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Filipenses 1.1);
“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar” (I Timóteo 3.1-2);
“Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância” (Tito 1.7);
“Porque éreis desgarrados, como ovelhas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas” (I Pedro 2.25).

b) Presbíteros (ou anciãos): A palavra tem origem no termo grego “Presbuteron”, que eram os anciãos, homens de respeito que formavam um colegiado religioso. As principais passagens são:
“E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14.23);
“Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbítero” (I Timóteo 4.14);
“Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário. Não aceites acusação contra um ancião, senão com duas ou três testemunhas” (I Timóteo 5.17-19);
“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei” (Tito 1.5);
“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor” (Tiago 5.14);
“Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar” (I Pedro 5.1).

c) Diáconos e Diaconisas: Essas palavras derivam dos originais gregos “Diakonous” e “Diakonon” e têm como significado primário “aquele que serve à mesa”, no sentido do auxílio aos irmãos carentes e à Ceia do Senhor. Metaforicamente, significam também “ministros da Nova Aliança” (II Coríntios 6.4), “servidores da justiça” (II Coríntios 11.15) e ministros de Cristo (II Coríntios 11.23). As principais passagens bíblicas são:
“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia” (Atos 6.3, 5);
“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva da igreja que está em Cencréia” (Romanos 16.1);
“Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Filipenses 1.1);
“Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância. Da mesma sorte as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes, e fiéis em tudo” (I Timóteo 3.8, 11).

IV. O Propósito Original do Ministério Cristão.
Agora que conhecemos o Ministério Cristão original, as funções de cada Ministro são:
a) Apóstolos e Profetas: lançar os fundamentos da Igreja (I Co 3.10; Ef 2.20). O profeta confirma a construção sob o fundamento dos apóstolos;

b) Evangelista: Reúne os discípulos, ajudando a treinar obreiros e testemunhas para alcançar a comunidade. Ele também vai pelo mundo lançando a semente (Marcos 16.15; Atos 8.4-6);

c) Pastor: Cuida da obra, prestando assistência espiritual às pessoas, supervisionando a visitação,etc. Os pastores são os responsáveis pelos aspectos diários da comunidade da Fé. É o guardião da Igreja. Lidera a oração e cuida dos assuntos espirituais (I Pedro 5.2-4).

Muitos cristãos têm reconhecido o ministério de Pastores, Mestres e Evangelistas. Muitas Igrejas Pentecostais têm reconhecido os ministérios de Profetas e Apóstolos, que está sendo restaurado em nosso tempo. Acreditamos, dessa forma, que estaremos prontos para presenciar a restauração de todas as coisas, que os Profetas disseram e os Apóstolos endossaram. O aspecto mais importante desse resgate é “equipar” os santos, para que possam ser usados pelo Senhor, a fim de cumprirem Seus divinos propósitos (Efésios 4.11-12).

V. Conclusão.
A Igreja tem a unção da Plenitude do Ministério Cristão:
“Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo” (Efésios 4.7).

O Corpo de Cristo tem recebido a graça dos Dons Ministeriais. Quando a Igreja entende que a unção apostólica, profética e didática são as mais importantes dos Dons Ministeriais concedidos à Igreja, a excelência da Igreja do Senhor se evidencia e o inferno, certamente, recua diante do poderio dessa maravilhosa Instituição Divina.
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mateus 16.18);
“Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos? Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente” (I Coríntios 12.27-31).

Que a Graça e a Paz de Cristo Jesus esteja com todos vocês!

Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2008.


PR. MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR
REDE DE JOVENS - ASSEMBLÉIA DE DEUS - MISSÃO APOSTÓLICA DA FÉ.

Sábado, 2 de Agosto de 2008

7 conselhos para uma vida cristã bem sucedida

Você quer ter uma vida cristã sucedida? Tenho certeza que sim... Com estes 7 simples conselhos, tenho certeza que você conseguirá uma linda caminhada ministerial diante de Deus!

2 Reis 6.1-7:

1. E DISSERAM os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito.

2. Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide."

3. E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.

4. E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira.

5. E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.

6. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.

7. E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou.

Baseado no relato acima, nós aprendemos 7 conselhos especiais para o crente que quer ter uma vida bem sucedida. Vamos analisá-los juntos:

1 - Você quer ter uma vida cristã sucedida? Então aprenda a ter visão de crescimento! (verso 1)

Os seguidores de Eliseu tinham este tipo de visão. Eles iriam fazer ali uma pousada, ou um seminário, mas não se acomodaram com o espaço estreito que se colocava diante deles.

Devemos sempre estar prontos para novos desafios. Devemos ter uma visão de crescimento constante:

- Crescimento espiritual.

- Crescimento familiar e social.

- Crescimento financeiro e profissional.

2 - Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Então faça a sua parte! (verso 2)
Novamente os seguidores de Eliseu nos dão uma belíssima lição. Eles poderiam ficar eternamente esperando um mover de Deus para lhes preparar um lugar, porém eles mesmos foram pegar vigas e trabalharam em prol de seus propósitos.

Atualmente vemos muitos crentes que oram, mas não agem. Alguns acordam as 11 horas da manhã todos os dias, mas ficam orando pra Deus abrir a porta de emprego.
Podemos lembrar do caso de Lázaro. Deus ressuscita o morto, mas quem remove a pedra somos nós.

Devemos aprender a fazer a nossa parte, e não ficar a vida toda esperando um milagre de Deus, sem contribuir com nossas atitudes. Deus aprecia trabalhadores ousados.

3- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Obedeça as autoridades (verso 2b, 3).

Eles tiveram uma idéia tremenda, e poderiam até fazer uma "surpresinha" pra Eliseu. Mas agiram de forma correta, quando primeiramente submeteram a idéia ao seu líder.

Muitos hoje vivem em uma vida sem leis, sem submissão, colocando seu ego como a única autoridade sobre sua vida.

Para ter uma vida cristã bem sucedida precisamos obedecer às autoridades:

- Devemos obedecer o Espírito Santo.

- Devemos obedecer os nossos pastores.

- Devemos obedecer nossos pais.

- Devemos obedecer os nossos patrões.

- Devemos obedecer à lei.

- Devemos obedecer a palavra de Deus.

- Devemos a nossa consciência.


4- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Aprenda a clamar pela pessoa certa (verso 5)

Ao cortar a árvore, o machado de um dos jovens caiu na água. Machado era lançamento tecnológico da época. Certamente custava caro, comprar outro. Era um momento desesperador, mas o jovem soube a quem recorrer. Recorreu a um profeta de Deus, cuja vida testificava o poder de Deus.

O crente também tem momentos de dificuldades e crises, e deve aprender a buscar ajuda nos lugares certos. Em 2 Reis 4, vemos a história de uma mulher, cujo filho morreu, e alguns perguntavam para ela. Está tudo bem? Ela respondia: Sim, vai tudo bem. Tudo ia mal, seu filho acabara de morrer, mas ela sabia que não adiantava buscar ajuda de quem não poderia ajudá-la.

Assim o crente bem sucedido deve agir. Buscar sempre solução na pessoa certa. Busque ajuda...

- em Deus, primeiramente. Sempre conte para Deus os seus problemas, pois ele poderá te ajudar.

- nos Seus profetas. Procure um lar espiritual, tenha um pastor para auxiliar sua vida.

5- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Seja obediente (Verso 6)
Eliseu perguntou para o jovem, onde havia caído o machado. O jovem prontamente respondeu sem questionar. Se ele fosse como alguns crentes que eu conheço, iria dizer: "Porque eu tenho que dar esta informação... não vai adiantar falar mesmo"...
Devemos ser obedientes, e seguir sempre a orientação dos que tem como nos ajudar.
Se seu líder disse: vai pela direita,... Não adianta ir pela esquerda, pois você vai se decepcionar.

6- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Tenha sempre um outro machado (verso 6b)

Eliseu cortou um pau e jogou na água. Ele não "quebrou" um pau, mas cortou... usou outro machado para cortar, certamente. Eu entendo aqui é que somos como machados... muitas vezes até caímos, e corremos o risco de nos perder definitivamente, mas se pudermos contar com outro machado, ou seja, outros irmãos, membros da igreja de Cristo, sempre teremos ajuda para nos levantar, até flutuar na presença de Deus.

Não quero o seu mal, mas você é humano, corre riscos de quedas... mas caso você tenha uma queda, não desista... não abandone seus irmãos, não abandone a igreja de Cristo. Você está no lugar certo para se consertar, e certamente assim você terá uma vida cristã bem sucedida.

7- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Flutue como o machado (verso 6)
Como disse anteriormente, você é como um machado nas mãos de Deus, mas sua natureza humana é inclinada para a carnalidade, para o pecado. Você é pesado e tende a afundar, mas com Deus você pode flutuar. Flutue na presença de Deus.

Jesus passou por essa experiência... Flutuou por cima das águas, assim como o machado (Mateus 14.22-25).

Mas, observe o texto citado em Mateus e você verá o que Jesus fazia antes de andar sobre o mar. Ele orava, esvaziava-se de si mesmo e enchia-se da presença do Espírito de Deus.

Quer ter uma vida cristã bem sucedida? Tenha uma vida de oração constante.

Seguindo as dicas acima, certamente você terá uma vida cristã bem sucedida na presença de Deus!

Amém!

Dados do autor: Ricardo Ribeiro é vice-presidente do MIL - Ministério Internacional de Libertação.

Dirigente adjunto da A. de Deus da Penha - RJ – Filial Irajá. Atua como Consultor em Gestão de Qualidade Total nas normas ISO 9000.

Convites para pregações, congresso, palestras: (021) 3381-0943 / celular 9651-2583.

Fonte: www.atosdois.com.br Criada: 24/01/2004.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

TRANSPARÊNCIA DIANTE DE DEUS

Uma das passagens bíblicas que sempre me deixaram muito intrigado encontra-se em Gênesis 2.25:
"E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam".
Há pouco tempo atrás, estava meditando neste versículo e pensando se tal "nudez" referia-se tão-somente à ausência de roupas, ou se teria uma conotação espiritual subentendida. Quando lemos o Salmo 73, de Asafe, vemos que essa "nudez" vai muito além da simples ausência de roupas. Esse salmo, ao qual respeitosamente chamo de "o salmo do desanimado", é a demonstração clara do quanto devemos ser transparentes diante do Senhor, pois Ele conhece o nosso coração, sabe muito bem todas as nossas intenções e percebe cada um dos nossos pensamentos. Ou seja, se tivermos a intenção de enganar a alguém, é somente a nós e às pessoas que estão ao nosso redor que estaremos enganando, e não a Ele.
Davi, em seu salmo 139, nos ensina a transparência diante do Senhor, ao dizer que:
"Senhor, tu me sondas, e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir... Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno" (vv. 1-6, 23-24).
Podemos ver aqui o desejo ardente do salmista "segundo o coração do Senhor" de estar transparente diante do Senhor, apesar de suas fraquezas e de seus pecados, pois somente Ele pode nos guiar pelo Caminho Eterno e somente encontraremos refúgio em Seus fortes braços.
Outro que demonstra bem a transparência do servo do Senhor é o apóstolo Paulo, em duas ocasiões: em sua Carta aos Romanos, ele fala da incapacidade do homem de, por suas próprias forças, lutar contra o pecado, como veremos a seguir:
"Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.15-24).
Parece que não há solução, pois a humanidade está totalmente "vendida" ao domínio do pecado. No entanto, no versículo seguinte, o 25, Paulo nos dá uma grande notícia, que se prolongará por todo o capítulo 8: "Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado". Ele nos declara que, se andarmos guiados pelo Espírito, nenhuma condenação nos atingirá, pois estaremos guardados nEle (Rm 8.1-2, 9-18)!
A segunda ocasião é a passagem encontrada na segunda Carta aos Coríntios, quando ele trata do "espinho na carne", que foi colocado nele para que ele não se ensoberbecesse diante das revelações que lhe foram dadas pelo Senhor (II Co 12.7-10). Independentemente de qualquer cogitação do que venha a ser esse tal "espinho", pois seria discussão profana e infrutífera (I Tm 6.20-21), o que quero ressaltar aqui é que, apesar de ter sido o homem usado pelo Senhor para trazer o Evangelho aos gentios com demonstração de poder e maravilhas, era um homem que se considerava fraco e que dependia única e exclusivamente da Graça do Senhor para prosseguir em Seu chamado.
Para finalizar, gostaria que você, amado(a) leitor(a), meditasse um pouco a respeito do que foi dito aqui. Independente de como tem sido o seu caminhar até hoje, de como tem sido a sua comunhão com o Senhor, dos pecados e transgressões que você tenha cometido, saiba que o Senhor está à porta do seu coração, esperando que você tome a decisão de voltar-se a Ele e abrir-lhe o coração, para que Ele faça morada nele, como Ele mesmo havia dito à Igreja de Laodicéia (Ap 3.20). Este é o tempo para que nos voltemos ao Senhor, para que estejamos "nus" diante dEle e não nos envergonhemos disso, pois Ele sonda os nossos corações e conhece cada um dos nossos pensamentos.
Que o Senhor lhes abençoe abundantemente!
Rio de Janeiro, 23 de julho de 2008.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Estudo nº. 3: A Formação de Líderes – 20/07/2008

Texto Básico:

Tendo acabado Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades da região” (Mt 11.1).

Mensagem Temática:

O que caracteriza a Escola de Líderes é a forma como se ensina: que segue o modelo de Jesus, isto é, uma ministração ungida. Desta forma, fique aberto à ação do Espírito Santo, esperando Deus falar e trabalhar em sua vida a cada instante”.

Texto Reflexivo:

Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus. E Jesus, andando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Eles, pois, deixando imediatamente as redes, o seguiram. E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou. Estes, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.17-23).

Introdução:

A Liderança Cristã, mais do que qualquer outro modelo de liderança, precisa escolher objetivos que sejam coerentes com a vontade e a Lei de Deus. A liderança positiva precisa ser exercida por uma pessoa que conheça a Deus e que se inclua nos alvos por Ele traçados. As prioridades do líder precisam ser aquelas contidas na Palavra de Deus; suas qualidades, aquelas que lhe dêem o nome de amigo de Deus, “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer” (Jo 15.15) e de Seu cooperador,“Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (I Co 3.9). Sua ambição única será agradar a Deus, assim como foi a do apóstolo Paulo, “Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes” (II Co 5.9). Ele – Paulo – sabia que tinha sido escolhido por Deus para liderar outros, mesmo antes de seu nascimento, “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela Sua Graça” (Gl 1.15). Deus lhe deu a responsabilidade de influenciar para sempre a vida de pessoas para a glória dEle, não somente de seus contemporâneos, mas de gerações que vieram após ele, inclusive nós e, se não formos arrebatados, as gerações que se seguirão.

Os que são separados por Deus para liderar desfrutam tanto de privilégios como de responsabilidades, pois eles influenciarão de modo marcante e permanente outras pessoas, tornando-as diferentes dos “meros” seguidores. A liderança de alta qualidade será encontrada entre os mais valiosos tesouros que qualquer comunidade ou organização possua. Já a liderança de baixa qualidade somente produz desperdício e frustração.

I. Jesus, o Mestre que Formou Líderes:

a) Características dos Chamados:

O Senhor Jesus, ao chamar Seus primeiros discípulos, não foi procurá-los nas Sinagogas judaicas, nem entre os intelectuais de sua época. Pelo contrário. Simão – a quem Ele chamou de Pedro – e seu irmão, André, Tiago e seu irmão, João, filhos de Zebedeu, eram pescadores; Mateus, era publicano – cobrador de impostos, uma classe considerada “traidora” pelos judeus, pois os impostos eram direcionados ao Império Romano e Simão era zelote, uma classe judaica caracterizada pela revolta declarada contra os romanos. Os outros discípulos eram gente do povo, sem qualquer função especial, pelo menos informada por qualquer dos escritores dos Evangelhos.

De acordo com a Bíblia de Referência Thompson, suas características são:

Nome do Discípulo:

Características:

Pedro (pedra)

Referência: 3071

Cana quebrada transformada em rocha; Compassivo e afetuoso (Mt 14.28; 17.4; Jo 21.7); Estranhamente contraditório: às vezes presunçoso, às vezes tímido e covarde (Mt 16.22; Jo 13.8; 18.10; Mt 14.30; 26.69-72); Abnegado/Resignado (Mc 1.18);

André (varonil)

Referência: 266

Irmão de Pedro (Mt 4.18); Foi discípulo de João Batista (Jo 1.35, 40); Respondeu imediatamente ao Chamado de Cristo (Mt 4.19-20); Trouxe Pedro a Cristo (Jo 1.42); Era disposto a ajudar (Jo 6.8-9; 12.21-22).

João (Deus é dadivoso)

Referência: 1985

Filho de Zebedeu (Mt 4.21); O discípulo amado (Jo 13.23; 19.26);

Cheio de energia (Mc 3.17); Intolerante (Mc 9.38); Vingativo (Lc 9.54); Ambicioso (Mc 10.35-37); Aprendeu a lição do amor na Escola de Cristo (Jo 13.23; I Jo 2.9-10; 3.14-18; 4.7-11); Foi-lhe confiado cuidar de Maria, mãe de Jesus (Jo 19.26); Falou sobre o Amor Cristão vinte e cinco vezes, em suas cartas.

Tiago (variação de Jacó, enganador)

Referência: 3834

Filho de Zebedeu e pescador, irmão de João (Mt 4.21).

Filipe (amante dos cavalos)

Referências: 1477/1478

1) Enquanto discípulo (antes do Pentecoste):

Um obreiro pessoal (Jo 1.45; 12.21-22); Provado por Cristo (Jo 6.5); Lento para compreender a Verdade (Jo 14.8);

2) Enquanto diácono evangelista (depois do Pentecoste):

Disposto (At 8.5); Guiado pelo Espírito (At 8.26); Pregador da Palavra (At 8.34); Tinha uma família piedosa (At 21.8).

Bartolomeu (filho de Tolmai) ou Natanael (Dom de Deus)

Referência: 573

Referencias Bíblicas: Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.14; Jo 1.48; 21.2; At 1.13.

Nome do Discípulo:

Características:

Tomé (gêmeo)

Referência: 3869

Um dos doze apóstolos (Mt 10.3); Dedicado a Cristo (Jo 11.16); Lento para entender o significado das palavras de Cristo (Jo 14.5); Ausente quando Jesus apareceu depois da Ressurreição (Jo 20.25); Duvidou da Ressurreição (Jo 20.25-26); Recebeu evidência segura da Ressurreição (Jo 20.27); Confessou a sua fé (Jo 20.28; 21.2).

Mateus, chamado Levi (Dom de Deus)

Referência: 2400

Publicano, chamado por Cristo (Mt 9.9; 10.3; Lc 5.29; At 1.13.

Tiago (enganador), filho de Alfeu

Referência: 3835

Referências Bíblicas: Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13; 21.18; I Co 15.7; Gl 1.19; 2.9.

Judas Tadeu (homem de coração)

Referência: 2035

Conhecido também como Labéu, irmão de Tiago, filho de Alfeu.

Referências Bíblicas: Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.16; Jo 14.22; At 1.13.

Simão (ouvir)

Referência: 3656

Zelote (oposição ao pagamento de impostos ao imperador pagão, dizendo que deviam ser leais somente a Deus; Lealdade feroz às tradições judaicas; Oposição ao uso da língua grega na Palestina; Profetizava a vinda dos tempos da salvação – NVI); Referências Bíblicas: Mt 10.4; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13.

Judas Iscariotes

Referência: 2033

Avareza (Mt 26.14-15); Hipocrisia (Jo 12.5-6); Traição (Mc 14.10; Lc 22.47-48); Desonestidade (Jo 12.6); Remorso (Mt 27.3-4; At 1.18).

Como podemos ver, cada um dos discípulos tinha características pessoais bastante marcantes, que não foram menosprezadas, nem ridicularizadas, pelo Senhor. Todos eles foram tratados pelo Espírito de Deus e somente um deles – Iscariotes – se perdeu, pois o Senhor mesmo dissera que ele era do Maligno (Jo 6.70).

Apesar de serem rebeldes, incrédulos e momentaneamente duros de coração, eles se tornaram líderes da Igreja, após a descida do Espírito Santo, narrada em Atos 2.

b) Método de Preparação dos Chamados:

O Senhor os consolidou, ao dizer-lhes: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Eles prontamente perceberam que foi um chamado especial, tanto que deixaram para trás os seus afazeres, seguindo um homem que, apesar de terem acabado de conhecer, pois foram atraídos por Ele.

A consolidação dos discípulos se deu, basicamente, através das parábolas (histórias que traziam em si conteúdo moral e espiritual) e da operação de sinais milagrosos, através de curas, andar sobre as águas, as multiplicações de pães e peixes, libertação de endemoninhados, ressuscitação de mortos e a Transfiguração, quando ele mostrou toda a Sua glória.

Apesar de terem visto todos os sinais milagrosos, no momento crucial do Ministério de Cristo – quando foi preso pelos soldados do Sinédrio – eles fugiram, com medo dos romanos e dos sacerdotes. Isso demonstra que, não obstante suas fraquezas e a condição humana de cada um deles, o Senhor jamais desistira deles, tanto que Ele os procurou depois de ressurreto, soprou sobre eles o Poder do Espírito Santo (Jo 20.21-23) e, depois do dia de Pentecostes, eles mudaram o mundo para sempre, com a pregação do Evangelho de Cristo, que nos alcançou nos dias atuais, vinte e um séculos depois.

c) A Transformação dos Chamados:

Cada um dos discípulos tinha uma característica depreciativa, como podemos ver no quadro acima, letra (a); no entanto, cada um deles, à exceção de Judas Iscariotes, que se perdera, teve uma transformação marcante depois do dia de Pentecostes, pois era do agrado do coração de Deus que cada um deles desse continuidade ao Seu Ministério aqui na Terra, sendo, inclusive, capazes de fazer obras ainda maiores do que Ele fizera (Jo 14.12). Essa promessa não se restringiu somente a eles, mas nos alcançou também, pois fazemos parte do mesmo Corpo, como seguidores de Cristo.

II. A Visão Ampliada de Cristo:

Como vimos no tópico acima, Jesus não limitava Sua visão ao momento em que Ele chamava os Seus primeiros discípulos. Se assim fosse, Ele não teria tido tanto trabalho em tentar consolidar os doze, principalmente porque eles eram difíceis de lidar.

Nós também, com nossas fraquezas e limitações, fomos chamados por Ele para continuar a levar a mensagem do Amor de Cristo ao mundo. Por isso, não devemos menosprezar aqueles irmãos mais fracos, pois eles podem ser transformados pelo Poder do Espírito Santo e fazer a diferença em nossa geração.

III. A Estratégia Celular:

O modelo celular é eficiente para a formação de bons cristãos e bons líderes, pois ela não se limita somente ao formar novos crentes, abandonando-os à própria sorte, sendo alvos fáceis para as dúvidas e outras setas malignas. Pelo contrário, o modelo celular tem a função principal de ensinar os novos convertidos a Palavra de Deus, curar suas feridas e pecados e consolidando em seus corações a verdadeira visão de Deus para com eles, como nos mostra Jeremias, em sua carta aos cativos:

Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei” (Jr 29.11-14).

Sábado, 31 de Maio de 2008

Qual o seu referencial em relação a Deus?

Se todas as Bíblias desaparecessem e não tivéssemos qualquer referência escrita da existência de Deus, como poderíamos anunciar Seu amor por toda a humanidade? É uma pergunta meio sem lógica, a princípio. Mas, se você analisar bem e friamente, como é que você mesmo entende a existência de Deus e como você entende a existência de Seu amor por você e por toda a humanidade? A Natureza ao nosso redor pode ser uma ótima resposta. O mar, as montanhas, a fauna, a flora, o sol, a lua, as estrelas, os cometas, todo o Universo funcionando em sincronia, revelam a existência de um Deus magnífico e criativo. Você olha para os lados e vê outras pessoas, brancas, amarelas, negras, indígenas, japoneses, altos, baixos, crianças brincando, e aí percebe o quanto Ele nos ama, pois nos criou uma diversidade de aparências dentro de um mesmo gênero: o ser humano. Mas não é aí apenas que vemos a existência de Deus...
... Você tem um telefone celular sempre à mão, com o qual pode se comunicar com sua casa, seu trabalho e seus amigos. No início e no final do dia, pega um ônibus, ou metrô, ou trem, para ir e vir do trabalho, da faculdade. Se tiver um carro, ele é cheio de componentes eletrônicos, move-se com gasolina, álcool, diesel, GNV. Temos os sinais de trânsito por toda a Cidade, prédios enormes, pontes, viadutos, túneis. Vemos navios de diversos tamanhos, aviões exageradamente enormes, computadores possantes, internet, banda larga, handhelds e outras maravilhas eletrônicas. Mas, não estávamos falando sobre DEUS???? Sim, e Ele tem TUDO a ver com isso tudo! Afinal, será que de uma evolução de espécies poderíamos chegar a toda essa perfeição?
Algumas teorias ensinam que o Universo se formou de uma grande explosão: big bang e o Homem é fruto da evolução de diversas espécies, inclusive do macaco. Tudo bem, que tais coisas sejam fato. Vá a um canteiro de obras e coloque uma ou duas bananas de dinamite num monte de entulhos, acenda e CORRA!!! Depois da explosão e que a poeira baixar, veja se está tudo organizado e se tem um prédio levantado no lugar do monte de entulhos. É claro que NÃO! Você espalhou ainda mais o entulho e o local virou uma verdadeira bagunça, maior até do que antes.
Seguindo este mesmo raciocínio, pegue um chimpanzé e ensine-o a ler e a escrever, assim como você faz com seu filho ou seu sobrinho. Esforce-se o quanto você puder, não vai conseguir! O chimpanzé não vai sequer falar o abc ou 123. O chimpanzé é um ser e o Homem, outro. O chimpanzé, assim como todos os outros animais, apareceram mediante uma ordem Divina. O Homem foi formado do pó da terra à imagem e semelhança de Deus e Ele soprou nele o fôlego de vida. O Homem tem os atributos de Deus, como capacidade de criar, de se relacionar, sentir amor, entristecer-se, perdoar. O chimpanzé pode até ficar com medo e ser domesticado, mas nunca, NUNCA MESMO, será semelhante ao Homem. O contrário pode até acontecer, e tem acontecido, tamanha a crueldade e a falta de inteligência de algumas pessoas...
O que pretendo mostrar a você, querido leitor, é que parece ser mais louco para mim crer que o Homem tenha vindo do macaco ou que o Universo é uma incrível demonstração de organização vinda de uma explosão do que crer que um Deus maravilhoso criou a mim, a você e tudo aquilo que nos cerca, inclusive nossas invenções! E não é só isso! Ele se importa tanto conosco que se humilhou, vindo em forma humana, para nos mostrar que Ele nos ama e quer nossa comunhão com Ele.
Por isso, todas as vezes que você atender o seu celular, quando você entrar em seu carro, tomar um ônibus, avião, trem, navio, assistir televisão, usar a Internet em seu computador, conversar com algum amigo por telefone, lembre-se: Foi Deus quem deu ao Homem a inteligência para criá-los. Sempre que você estiver com seu cônjuge, namorado, noivo, pais, amigos, na praia, na montanha, curtindo um dia de sol gostoso, uma noite estrelada ou uma noite chuvosa, lembre-se: foi Deus que os criou! E, se você estiver triste por causa de alguma coisa, ou se sentir culpado por qualquer erro, lembre-se: Jesus morreu na cruz por você e por mim, levando sobre si nossos pecados e transgressões! Mas não é só isso: Ele está vivo e quer que você o convide para morar em seu coração, bastando que você repita a oração abaixo:
“Senhor Jesus, confesso que pequei contra ti, não acreditando em sua existência e até mesmo zombando daqueles que crêem em ti. Mas hoje reconheço que tu és o Senhor da minha vida e quero que tu faças morada eterna em mim. Por teu amor, perdoa-me e restaura-me à comunhão contigo. Ajude-me a conhecer-te cada vez mais e a ter uma vida de intimidade contigo. Te agradeço por teu amor, por teu sacrifício na cruz e pela certeza que tu me dás hoje da vida eterna. Te amo, Senhor, e te quero para sempre ao meu lado. Amém”.
Se você fez esta oração, mande-me uma mensagem. Estarei orando por você e por sua família, para que Deus faça de você um homem e uma mulher que o tema de coração, vivendo em intimidade com ele. Se você gostou deste texto, passe-o à frente, pois assim você abençoará outras vidas.

No amor de Cristo,
Rio de Janeiro, 17 a 30 de agosto de 2006.