domingo, 22 de junho de 2014

FAST FOOD OU ALIMENTAÇÃO CONSISTENTE?

Atualmente, encontramos vários nutricionistas falando sobre os perigos que rondam aqueles que preferem o fast food a uma alimentação mais consistente, seja por falta de tempo para se dedicar à alimentação, seja por causa dos altos preços praticados pelos restaurantes tradicionais e pelos que oferecem serviços “a quilo”. Os riscos passam pela saúde e atingem, por consequência, o bolso: hipertensão, acúmulo de gordura, diabetes, infartos, acidentes vasculares e tantas outras coisas que atingem o órgão mais sensível do ser humano: seu bolso.

Infelizmente, a alimentação saudável também atinge o órgão mais sensível do ser humano, pois os alimentos mais saudáveis são mais caros que aqueles considerados mais perigosos. Os alimentos orgânicos e menos gordurosos são tão caros, que os tornam proibitivos para a grande maioria da população, sempre com a desculpa esfarrapada dos custos da produção, do transporte e do lucro. Em minha opinião, não tem sentido, pois a produção de um alimento de qualidade inferior deveria ser mais cara, por causa da inclusão de conservantes e ingredientes, o que não ocorre nos alimentos “naturebas”.

Quando vejo essa questão em relação ao Cristianismo atual, fico perplexo e preocupado, pois também temos dado mais valor ao fast food, em detrimento a uma alimentação espiritual saudável e consistente, e pelas mesmas desculpas dadas em relação à alimentação física: falta de tempo para dedicar-se à oração e à meditação da Palavra; dificuldade em entender o que está escrito na Bíblia; a cultura do “imediatismo” invadindo as cercanias da Igreja, entre outras.

No entanto, assim como acontece na alimentação física, a falta de uma alimentação espiritual consistente também traz riscos enormes à saúde espiritual, gerando, entre outros males: hipocrisia, fanatismo, imprudência, falta de temor, julgamentos precipitados, falta de amor ao próximo, histeria, crença em heresias, apostasia.

Exagerei? Não mesmo! Quando vamos à Palavra de Deus, encontramos diversas orientações do Senhor a Seus servos em observar cuidadosamente ao que está prescrito em Suas ordenanças, para que não caiam na asneira de fazer aquilo que Lhe desagrada. E isso se refere a nós, cristãos, também. Vejamos algumas passagens:

Deuteronômio 4.1-2: “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para os observardes, a fim de que vivais, e entreis e possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá. Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando”¹;

Deuteronômio 4.5-8: “Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes. Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: ‘Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido’. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O invocamos? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?”;

Deuteronômio 6.4-9: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais da tua casa, nas tuas portas”;

Deuteronômio 8.1-3: “Todos os mandamentos que hoje eu vos ordeno cuidareis de observar, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, com juramento, prometeu a vossos pais. E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos do deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os Seus mandamentos. Sim, Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem”;

Josué 1.7-8: “Tão somente esforça-te e tem muito bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não desvies dela nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”;

Salmos 119.9: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a Tua palavra”;

Salmos 119.11: “Escondi a Tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti”;

Salmos 119.13: “Com meus lábios declaro todas as ordenanças da Tua boca”;

Salmos 119.18: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei”;

Salmos 119.33: “Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos Teus estatutos, e eu o guardarei até o fim”;

Jeremias 31.31-34: “‘Eis que os dias vêm’, diz o Senhor, ‘em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado’, diz o Senhor. ‘Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias’, diz o Senhor: ‘Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: “Conhecei ao Senhor”; porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior’, diz o Senhor; ‘pois lhes perdoarei a sua iniquidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados’”;

Oseias 4.6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.
      
Como vemos nas passagens destacadas, não podemos tratar a Palavra do Senhor como meros instrumentos de sortilégio, como se fossem “poções mágicas” ou “amuletos”. De nada adianta, por exemplo, manter uma Bíblia aberta no Salmo 91 na estante de casa, enchendo de poeira e ácaros, se não há uma comunhão plena e compromisso sério com o Senhor, como também não adianta nada repetir trechos e versos da Palavra, como se fossem “jargões”, se eles não expressam a verdade na vida de quem os proferem. Muito mais do que repetir, como se fossem “papagaios de pirata” (falam sem saber do que estão falando), devemos ter a Palavra agindo viva e eficazmente em nossas vidas, como nos ensina a passagem a seguir:

Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

Essa passagem é bem oportuna, pois ela nos traz uma verdade bastante incômoda: a Palavra é capaz de trazer o discernimento sobre o que é espiritual e o que é meramente emocional. Há choro de arrependimento, que traz mudanças reais e eficazes, há choro de remorso, que leva a pessoa ao desespero e há choro de “lágrimas de crocodilo”, em que há mais alívio da alma do que verdadeiro constrangimento. Assim também há um mover do Espírito que traz conserto e arrependimento, há uma adoração em línguas, que as palavras normais não expressam de forma eficaz e há também uma verdadeira “babel” e emocionalismo no meio do povo. Mas isso só é discernido pelo Espírito e pelo conhecimento do conteúdo da Palavra.

Por fim, e tomando o gancho do último parágrafo, devemos buscar o conhecimento da Palavra, sob pena de sermos considerados “preguiçosos”, por não nos aplicarmos na busca por esse conhecimento, como nos ensina o escritor da Carta aos Hebreus na passagem a seguir:

Hebreus 5.11-14: “Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes tardios em ouvir. Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”.

Portanto, amados irmãos, não fiquemos presos somente ao fast food, aos resultados imediatos, mas busquemos constantemente a doce presença do Senhor, Sua vontade, que é boa perfeita e agradável, e cultivemos uma plena comunhão com Ele, nos aplicando na leitura da Palavra e na oração, para que tenhamos uma vida espiritual saudável!

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2014.

sábado, 18 de janeiro de 2014

NASCI PARA PENSAR

Uma das coisas mais frustrantes da atual sociedade brasileira é como as mentiras contadas pelos Governantes têm sido absorvidas pela população, não só por aquela camada que, naturalmente, foi adestrada a não pensar, por causa da dificuldade criada por aqueles Governantes em se oferecer uma educação de qualidade às camadas mais pobres do nosso País, mas que tem atingido muito mais as camadas "pensantes" do nosso País, como se fosse um transe coletivo, criando, assim, uma massa de manobra tão bem arquitetada que, possivelmente, não terá meios de escapar desse terrível "transe", a não ser que os remanescentes que pensam venham a se rebelar contra essa tentativa de formar "zumbis" moral e politicamente alienados.

Não tenho a pretensão de ser "a voz da verdade", pois, como a própria Bíblia diz, não fui chamado a ser juiz de ninguém. Minha intenção, na verdade, é chamar você, leitor deste blog, a discutir comigo sobre os caminhos que nosso País está tomando, principalmente no que toca a nós fazer, que é preparar nossos filhos para que assumam o comando desse País e do que lhes cabe comandar, para que não façam as mesmas besteiras que nós temos feito, principalmente a de sermos OMISSOS.

sexta-feira, 22 de março de 2013

LEVANTA E ANDA!


Uma das passagens mais emblemáticas da Bíblia encontra-se em João 5, que narra a cura de um paralítico no Tanque de Betesda. O relato começa com a narrativa de um evento milagroso, quando um anjo vem ao Tanque e move suas águas. Quem entrasse primeiro nessas águas era curado. Por conta desse sinal, havia um grande número de enfermos naquele lugar: cegos, coxos, paralíticos, dentre os quais um, que chamou a atenção de Jesus, que o texto informa no v. 5 que ele estava ali há trinta e oito anos (o tempo de vida de muitos de nós…). O Senhor se aproximou dele e lhe fez uma pergunta que parece ser óbvia ao mais desatento: “Queres ser curado?” Alguém, equivocadamente, poderia pensar numa resposta do tipo: “Imagina, só venho aqui por causa da beleza do mover das águas. Já me conformei com a minha situação”. A resposta do homem nos leva a entender dessa forma: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (v. 7).

Não é esta a situação de muitos membros de Igreja hoje? Há anos que estão numa situação de paralisia espiritual, sem qualquer progresso na sua fé, vivendo de experiências que aconteceram há dez, vinte, trinta anos, ou pior, de experiências vividas por seus pais, tios, avós… E os motivos dessa paralisia são inúmeros: desesperança, incredulidade, falta de iniciativa, conformismo e tantos outros, que não daria para descrever e não é este o propósito deste texto. São pessoas que vivem de Campanha em Campanha, ministrações em ministrações, muitas vezes indo de um lado para o outro, atrás de “moveres de águas”, para que suas vidas sejam, enfim, transformadas, mas nada, absolutamente NADA acontece. Então, acumula dentro de si ainda mais frustração, ainda mais dúvidas, ainda mais incredulidade.

Me parece que o Senhor não dá muita atenção à resposta daquele e homem, e lhe ordena: “Levanta-te, toma o teu leito e anda” (v.8). A palavra ordenada por Ele fez com que aquele homem se levantasse e obedecesse à ordem dada pelo Senhor, tomou seu leito (uma esteira onde estava deitado) e saiu andando (v. 9). Um detalhe nos chama a atenção nessa narrativa: o final do v. 9 nos informa que isso aconteceu num sábado, e isso tem várias implicações.

Antes de falarmos no sábado, vamos observar alguns detalhes nessa narrativa: em primeiro lugar, o homem saiu andando depois de trinta e oito anos paralisado, e nem agradeceu! Mas esse não é o primeiro evento de cura que o abençoado não voltou para agradecer. Lembram-se dos dez leprosos, que somente um (um samaritano…) voltou para agradecer? Pois é, não é? Sempre esses “samaritanos” aparecem para nos dar uma lição… Então, este homem também não agradeceu. Simplesmente saiu andando com sua esteira debaixo do braço, e isso em um sábado.

De repente, ele dá de cara com os fariseus, que o vêem com a esteira, e lhe repreendem: “Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito” (v.11). Ele respondeu: “O mesmo que me curou me disse: ‘Toma o teu leito e anda’”. Eles lhe perguntaram: “Quem é o homem que te disse: ‘Toma o teu leito e anda’”? O homem que fora curado não sabia dizer quem era Jesus, pois Ele já havia saído do Tanque. Muitas vezes, somos questionados sobre as circunstâncias da nossa cura ou das bênçãos que recebemos do Senhor, seja pelos incrédulos que povoam nossas Igrejas, seja pelos ímpios, que não querem ver a prosperidade dos santos do Senhor. Nem toda a explicação ou lógica que possa ser apresentada lhes satisfará, pois eles não sabem de outra coisa, senão a de criticar quem faz a Obra do Senhor e de impedir que ela prospere. O problema é que esses questionamentos também podem minar a nossa fé e passamos a olhar com desconfiança para o Senhor e também para a pessoa que foi usada por Ele para nos alcançar. Essa desconfiança pode ser muito perigosa.

Quando Jesus o encontra novamente, agora no Templo de Jerusalém, falou novamente com aquele homem, dessa vez de forma mais gravosa: “Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (v.14).

Esse aviso do Senhor me faz lembrar outra passagem em que o Senhor Jesus trata dos perigos de vivermos uma vida desregrada:
Mateus 12.43-45: “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso diz: ‘Voltarei para minha casa donde saí’. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali, e o último estado daquele homem torna-se pior do o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa”.

Se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, tendemos a cair no pecado e passamos a agir de forma displicente e podemos ser surpreendidos por situações ainda piores que aquelas que experimentamos antes. Ambos os avisos da parte do Senhor são muito sérias e devem ser levadas em conta em nossos dias, principalmente pela escalada da apostasia que o mundo experimenta atualmente.

Qual é a lição, melhor, que lições tiramos desse texto? Resumidamente, são as seguintes:
  • O cristão não deve ficar restrito às experiências passadas e nunca viver das experiências dos outros, por mais importantes ou maravilhosas que tenham sido;
  • Não devemos nos conformar com a situação que estamos experimentando, no sentido de ficarmos prostrados, choramingando, reclamando. Se ela for permitida pelo Senhor, devemos nos alegrar nEle e aproveitarmos esse momento para absorvermos tudo o que tem de ser aprendido com ela;
  • Não devemos nos sentir intimidados pelas pessoas que vêm questionar a nossa fé no Senhor, seja de dentro da Igreja, seja de fora, pois a nossa intimidade com o Senhor só interessa a nós mesmos e a Ele;
  • Devemos cuidar bem de tudo o que o Senhor nos tem dado, principalmente a nossa comunhão com Ele, para que nossa situação não fique ainda pior do que a anteriormente experimentada.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

Rio de Janeiro, 22 de março de 2013.

quinta-feira, 21 de março de 2013

NEO-NAZISMO: O FRUTO DO CANIBALISMO SOCIAL


I. COMO SURGIU O NAZISMO?
ALEMANHA, 1920: A destruição do País na 1ª Guerra Mundial (1914-18), as restrições oriundas dos pactos do pós-guerra, a crise econômica global que levou à quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque e à mega inflação que estava arruinando a economia (com cerca de 32 milhões de desempregados em 1932) e a auto-estima da classe média alemã fizeram com que nascesse o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), fundado em 1º de Abril de 1920, do qual resultou na ascensão ao poder, em 1933, de Adolph Hitler, cujo governo e ideais resultaram na 2ª Guerra Mundial. Era um sistema político ultra-nacionalista e que condenava abertamente a democracia liberal, fazendo do anticomunismo a sua principal bandeira e dos discursos demagogos e palavras de ordem violentas suas principais características.
O nazismo tem sua origem no militarismo prussiano, cujas características eram a ambição expansionista e rígidos padrões de disciplina e hierarquia social. Sua ideologia era extremamente confusa e teve como fontes o pensamento alemão, como:
  • Hegel - A TEORIA DO ESTADO TOTALITÁRIO;
  • Fichte e sua PREGAÇÃO NACIONALISTA;
  • Ernst Moritz Arndt e Friedrich Ludwig Jahn - PREGADORES DA XENOFOBIA, CONHECIDOS COMO “PATRIOTAS DE 1813ʺ;
  • Houston Stewart Chamberlain - APOLOGIA DO HOMEM NÓRDICO, O “ARIANO PURO”;
  • Friedrich Nietzsche - O SUPERHOMEM, “ALÉM DO BEM E DO MAL”;
  • Friedrich Ratzel e Karl Haushofer - GEOPOLÍTICA;
  • Richard Wagner - A MÍSTICA DO HERÓI GERMÂNICO, ELEVADA EM SUAS MÚSICAS;
  • Werner Sombart e Oswald Spengler - “SOCIALISMO ALEMÃO”.

O rompimento com a LIGA DAS NAÇÕES em Outubro de 1933 e o repúdio ao TRATADO DE LOCARNO em 1936 resultaram em um mal estar irreversível entre a Alemanha e a França, devido à invasão da Renânia, região pertencente à França. Suas atrocidades são plenamente conhecidas, com o holocausto de milhares de judeus e de não simpatizantes do regime do III REICH, que teve fim com a morte do FÜHRER, com a derrota da Alemanha na 2ª Guerra Mundial.

II. O NAZISMO HOJE:
ALEMANHA, 1988: Com o fim do regime comunista do Leste Europeu, as Alemanhas Ocidental (capitalista) e Oriental (comunista) voltam a se reunir em um só País, pois o Muro de Berlim veio abaixo, dando fim a anos de fugas mirabolantes e massacres em massa dos que eram recapturados. Mas a festa da Reunificação Alemã durou pouco, pois grupos neo-nazistas estavam lutando contra os estrangeiros que viviam nas periferias, principalmente judeus, latinos, turcos, negros e outras minorias étnicas. É o renascimento do III REICH, em pleno século XXI, em meio à caça dos criminosos nazistas da 2ª Guerra Mundial.

BRASIL, DÉCADAS DE 1980/1990: Em São Paulo, surgem grupos neo-nazistas, conhecidos como SKIN-HEADS ou “cabeças carecas”, extremamente violentos, que pregam a expulsão dos judeus, palestinos, negros e nordestinos para suas respectivas terras natais. Surge também o Partido Nacional-Socialista (1988) que, apesar de não participar ativamente do cenário político nacional, está ganhando força.
O que surpreende no neo-nazismo brasileiro é que não temos uma “RAÇA PURA”, tendo em vista que somos frutos de uma “miscelânea” de raças que, por sua vez, também são uma “miscelânea” de raças. Um exemplo disso são os nossos colonizadores: tanto portugueses quanto espanhóis não são 100% “puramente”
europeus, tendo sua ascendência vinda principalmente dos mouros, vindos do Oriente Médio, pela expansão do Islamismo.
Os negros, por sua vez, vieram de inúmeras tribos centro e sul africanas, trazidos como escravos, conquistados como despojos de guerra, quando vencidos pelos colonizadores europeus, ou vendidos por outras tribos como objetos de troca, fosse por comida, por bebidas alcoólicas ou por pedras preciosas.
Ao chegarem aqui, na condição de escravos, eram explorados ao máximo e suas mulheres, além do trabalho na cozinha da casa grande, eram também exploradas sexualmente pelos senhores e pelos capatazes, nascendo assim os primeiros mulatos, frutos da “UNIÃO” dos negros e dos brancos.
Mas não foram só as mulheres negras que sofreram com a exploração sexual dos “colonizadores”: as índias também sofreram tal agressão, nascendo outra ETNIA típica do Brasil, conhecidos como mamelucos ou caboclos. Da união dos índios e dos negros, ambos explorados pelos portugueses e refugiados nos primeiros QUILOMBOS, nasceram os cafuzos.
Quanto aos nordestinos, então, a proximidade é ainda maior, tendo em vista que foram eles que construíram os Estados mais ricos do País, como SP e RJ e, querendo ou não, todos nós temos vínculo com os nordestinos, nem que seja “POR DEBAIXO DOS PANOS”. Por isso, não há como ter RAÇA PURA em nosso País, pois somos fruto de uma enorme mistura étnica, sem contar que podemos ter chances enormes de sermos descendentes diretos de qualquer uma dessas etnias perseguidas.
De acordo com a matéria “FILHOS DO ÓDIO”, publicada no Jornal O DIA, em 01 de Abril de 2001, ANIVERSÁRIO de fundação do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, os neo-nazistas brasileiros são divididos em três grupos: os NACIONAIS SOCIALISTAS, os SKIN-HEADS ou “cabeças carecas” e os WHITE POWERS ou força branca. Os primeiros fundaram um partido político no RJ e em Niterói, em 1988, comandado por Armando Zanine Júnior; os segundos são os mais temidos, devido à sua violência e às práticas racistas.
Sua DOUTRINA SEPARATISTA inclui a separação dos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do resto do País, a fim de criar uma Nação branca SUPERIOR.
Em relação ao Rio de Janeiro, eles defendem uma LIMPEZA ÉTNICA, com a intenção de expulsar do Estado todos os negros, judeus e nordestinos. Já os WP pregam uma LIMPEZA ÉTNICA mais violenta, que inclui a deportação dos judeus, turcos, sírios e libaneses para seus Países de origem. Aqueles que tiverem estabelecimentos comerciais, os mesmos deverão ser incendiados, como forma de rompimento de vínculo com o Brasil.
Em relação aos negros, é defendida a volta da escravidão. Somente serão livres aqueles que puderem pagar por ela. Pregam também a pena de morte do criminoso e de seus familiares. Em relação aos nordestinos, a crueldade é ainda maior, pois aqueles que se recusarem a voltar para sua terra, serão decapitados.
Outro ideal difundido pelos neo-nazistas brasileiros é a estatização da economia, com a encampação das multinacionais; trabalhos forçados em presídios, transformando os presos em mão de obra “BARATA” e “PRODUTIVA”; e a socialização da Educação e da rede pública de Saúde.
Ainda de acordo com a reportagem acima, há diferenças entre os SKINHEADS de SP e do RJ. Os PAULISTAS, em sua maioria, têm curso superior, enquanto os CARIOCAS, não. Outra diferença é a de que os primeiros defendem o INTEGRALISMO, ou seja, a IMPLANTAÇÃO COORDENADA de suas idéias; já os segundos, defendem a violência gratuita, pregada pelos WP. Quanto à reunião dos grupos, no RJ, se concentram os NACIONAIS-SOCIALISTAS e os SKIN-HEADS, e em SP e no Sul, concentram-se os WP. De acordo com a pesquisadora Diane Kuperman, eles representam 0,004% da população brasileira - 6.600 pessoas.
A princípio, parece ser um número inexpressivo, mas não é, tendo em vista que não pára de crescer o número de adeptos ao movimento e, em vinte anos, poderá ser uma grande ameaça à nossa Democracia. Seus métodos de divulgação também evoluíram desde a implantação do III REICH, pois, enquanto este usava o rádio como meio de propagar suas mensagens ANTI-SEMITAS, os de hoje usam a Internet, tendo em vista que não há nenhuma lei de censura ou órgão moderador que limite a divulgação de mensagens racistas na Rede.
Há também filmes que mostram o modo violento de agir dos neonazistas. O principal deles é “A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA” (“THE AMERICAN HISTORY X”), dirigido por Tony Kaye, que mostra como nasce a cultura do racismo em uma pessoa: dentro de casa. Mostra que a violência, querendo ou não, gera ainda mais violência e que, quanto mais jovem, mais fácil de ser engodado pela ambição da RAÇA PURA.

III. CONCLUSÃO:
Vivemos um período de extrema instabilidade sócio-político-econômico em nosso País e, assim como a água parada está para o AEDES AEGIPTY (mosquito transmissor do Dengue), o momento é bastante propício para o crescimento e disseminação da cultura neo-nazista, pois, assim como os alemães dos anos 1930-40, os brasileiros do século XXI estão em busca de algo ou alguém que melhore o seu ego, nem que seja através de medidas extremamente violentas contra aqueles que, de alguma forma, são descendentes daqueles que construíram este País, nem que tenha sido como ajudante de pedreiro, mas que cada gota de suor deles está misturada com a argamassa que juntou cada tijolo, isso está. Que cada sonho de retornar para sua terra com melhores condições de vida está em cada parede pintada nestas Cidades, também. Que cada desilusão está nas pegadas deixadas nas Rodoviárias, Portos e Aeroportos do Brasil, não resta a menor dúvida.
Por isso, absurdos totalitários e fundamentalistas como o Nazismo não deveriam ter espaço em nosso País, pois nele temos as digitais de uma infinidade de povos em cada centímetro quadrado construído, seja nos grandes Centros urbanos, seja em cada Vilarejo do interior, ou em Jazidas nas Matas do Norte e Centro Oeste deste País. Quanto aos problemas existentes, não há como negar que eles existem e que a solução deve ser conseguida com urgência. Mas sem tolerância e cooperação mútua, não chegaremos a lugar nenhum. E o CANIBALISMO SOCIAL crescerá cada vez mais.

IV. BIBLIOGRAFIA:
  • Jornal O DIA, 01 de Abril de 2001, páginas 22 e 23;
  • Enciclopédia Mirador, vol. 15, Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987;
  • História da Civilização, vol. IV;
  • Site zazcinema: http://www.zaz.com.br.

MARTINS PESSÔA REGIS JÚNIOR. MATRÍCULA: 19951.5538-0.
DIREITO - 10º PERÍODO - NOITE.
ÉTICA PROFISSIONAL E JURÍDICA. PROFª FLÁVIA KOGAN.

domingo, 17 de março de 2013

OS JARDINS DE DEUS


Quando pensamos nos “jardins de Deus”, logo pensamos que houve somente um, o Éden. Mas, de acordo com as Sagradas Escrituras, há outros lugares especiais que o Senhor escolheu para servir como representação da Sua Santa presença na Terra. Esses “Edens” são representados na Bíblia da seguinte forma:
·         O próprio Jardim do Éden, descrito em Gênesis 2 e 3;
·         Canaã, chamada de “Terra Prometida” e de “Terra que mana leite e mel” no Êxodo, e “Terra Santa” atualmente;
·         Pasmem, o próprio ser humano, descrito pelo apóstolo Paulo como “Santuário do Espírito Santo” em dois trechos de sua primeira carta à Igreja em Corinto.

Quando enxergamos dessa forma, veremos que todo o misticismo que gira em torno desse assunto cai por terra, assim como todos os “achismos”, pois não se trata apenas de um lugar de beleza exuberante ou intangível pela nossa imaginação, nem mesmo da tola tentativa de imaginarmos uma sociedade humana superior à que temos hoje. Vai muito além disso: é termos acesso irrestrito ao Criador de todas as coisas, é poder aprender tudo direto da Fonte de toda a sabedoria, é poder vivenciar o natural e o sobrenatural num mesmo plano, sem qualquer barreira ou restrição.
Mas vemos que, desde o início, a humanidade parece não estar satisfeita com a proposta de comunhão feita pelo Senhor. No Éden, Adão e Eva deram mais atenção a um “conhecimento ilimitado”, abrindo mão da comunhão com a Fonte do verdadeiro conhecimento. Israel abriu mão da comunhão com o Senhor dos Exércitos para andar de acordo com os povos a seu redor que, aliás, deveriam ter sido expulsos de Canaã por ele, purificando, assim, a terra para torná-la santa para o Senhor (Juízes 2). O resultado das duas rebeliões (Adão e Israel) foi o banimento: Adão e Eva foram banidos do Éden (Gênesis 3), Judá (Reino do Sul) foi exilado na Babilônia(II Reis 24.1-25.30) e Israel (Reino do Norte) perdeu sua identidade nacional, tornando-se o povo misto conhecido como samaritanos (II Reis 17.6-41).
E quanto a nós, que vivemos na Dispensação da Graça? Bom, a situação não é menos gravosa que aquela encontrada no Antigo Testamento. O Senhor Jesus nos dá uma interpretação da Lei de Moisés bem mais restritiva que aquela dada pelos fariseus, além das demais passagens que usamos como exemplos a seguir:
·         Mateus 5.20: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” – isso significa que não basta termos um conhecimento intelectual da Palavra de Deus ou sem a aplicação do amor, pois assim nunca alcançaremos o Reino do Senhor;
·         Romanos 6.12-13 (NVI): “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo com que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a Ele, como instrumentos de justiça” – esta passagem deixa bem claro que não devemos tratar nossos corpos de qualquer maneira, submetendo-o novamente ao pecado, pois já fomos resgatados pelo Senhor e não vivemos mais como escravos do pecado, mas sim da Justiça dEle;
·         I Coríntios 3.9: “Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” – nós somos habitáculos do Espírito Santo que, após a subida do Senhor aos céus, passou a morar conosco, como selo de garantia de que pertencemos ao Senhor, até que se consuma o nosso resgate, com a transformação dessa natureza corrupta que temos pela natureza eterna;
·         I Coríntios 3.16-17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” – ao contrário do que muitos pensam, esta passagem refere-se, sim, ao nosso corpo. Não podemos maltratá-lo nem submetê-lo a situação que venha a destruí-lo, pois ele é habitação santa do Senhor;
·         I Coríntios 6.19-20: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo,que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” – Esta passagem deixa ainda mais clara a nossa responsabilidade de cuidarmos bem de nós mesmos, agora não só referente aos cuidados com a nossa saúde física. A ênfase aqui é a de que devemos cuidar da nossa saúde espiritual;
·         Gálatas 2.19-20: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo se entregou por mim” – Devemos ter consciência de que não vivemos mais no mesmo padrão de vida que tínhamos antes de receber a Cristo. Agora pertencemos a Ele, por isso devemos viver como Ele viveu;
·         Cantares 4.12 (NVI): “Você é um jardim fechado, minha irmã, minha noiva; você é uma nascente fechada, uma fonte selada” – Usei esta passagem de Cantares porque é um dos melhores exemplos do zelo de Deus para conosco, ao dizer – através dos lábios apaixonados de Salomão – que somos Seu “jardim fechado”, “nascente fechada”, “fonte selada”. Devido a esse zelo que posto a última passagem a seguir:
·         Tiago 4.5 (NVI): “Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?”. Em diversas passagens do Antigo Testamento encontramos os ciúmes de Deus contra Israel e Judá, que O abandonaram e O trocaram por ídolos e práticas nojentas, principalmente Ezequiel 8.3 e 5, 16.38, Salmos 78.58, dentre outras.

Ou seja, nada mais tolo do que pensar que o Senhor não se lixa pelos nossos pecados! Sim, Ele se importa e Ele nos pune na medida dos erros que nós cometemos! Se você está sendo corrigido pelo Senhor, alegre-se, pois esta é a mais clara demonstração de que ELE TE AMA; no entanto, se você acha que pode “pintar e bordar”, porque Ele está pouco se lixando com os seus pecados e práticas ruins, pode começar a ficar preocupado, principalmente porque a Palavra de Deus diz categoricamente que:
Hebreus 12.4-8, 11-14: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: ‘Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por Ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe’. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos… Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Concluindo, passemos a viver de modo digno diante do Senhor, honrando-O também com nosso corpo, pois isso é digno diante dEle e é a demonstração física de que pertencemos a Ele e que nascemos para a vida eterna, deixamos o pecado e vivemos agora para a Justiça.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


OS PERIGOS DA FALSA RELIGIÃO:

Muitas vezes somos tomados de um exagerado zelo pelas coisas de Deus, achando que cabe a nós o dever de alertar e de punir os outros por causa de seus erros e visões distorcidas da fé e do que a Palavra de Deus ensina de fato. Na verdade, até mesmo esse zelo exagerado é fruto de uma percepção equivocada do que ensina a Palavra, como podemos perceber o que ensina o Senhor Jesus na passagem a seguir:
João 16.2: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus”.

São muitos os exemplos, tanto bíblicos quanto históricos, que demonstram esse exacerbado apego pelo formalismo religioso e os danos que ele provoca. Antes de partirmos para os exemplos, gostaria de analisar uma passagem que vai confrontar essa discrepância:
Oseias 6.6: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.

Aqui encontramos duas formas de vencer o zelo formal da religião:
·   Misericórdia: significa “Piedade, compaixão, sentimento despertado pela infelicidade de outrem. Perdão concedido unicamente por bondade, graça”. No caso em análise, “Misericórdia divina, atribuição de Deus que O leva a perdoar os pecados e faltas cometidos” (http://www.dicio.com.br/misericordia/);
·  Conhecimento de Deus: significa, de forma prática, conhecer os desígnios e a vontade Divina; andar e viver do mesmo modo como Ele anda e vive; agir como Ele age.

            Um conflito acaba de ser gerado entre o que Deus quer e o que o religioso de fato pratica. Quando um religioso pune, amedronta, humilha, não está agindo nem vivendo como Deus age e vive, pois essa não é a atitude dEle.
            Jesus usa este mesmo texto ao repreender os fariseus, que eram os religiosos de seu tempo, quando eles O criticaram em, pelo menos, duas situações demonstradas a seguir:
·         Mateus 9.10-13: “E sucedeu que, estando Ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e Seus discípulos. Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: ‘Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?’ Mas Jesus, ouvindo, disse: ‘Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: “Misericórdia quero, e não holocaustos”; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]’”;
·         Mateus 12.1-7: “Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os Seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: ‘Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado’. Mas Jesus lhes disse: ‘Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: “Misericórdia quero, e não holocaustos”, não teríeis condenado inocentes. Por que o Filho do Homem é senhor do sábado’”.

            Jesus também condena a falta de misericórdia dos fariseus na ocasião a seguir:
Mateus 23.23: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!’”.

            Voltando ao Antigo Testamento, mais precisamente ao livro de Isaías, vemos o Senhor falando através de Seu profeta, condenando o jejum praticado pelo povo, por ser totalmente carregado de egoísmos e desamor:
Isaías 58.1-4: “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados. Mesmo neste estado, ainda me procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, dizendo: ‘Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?’ Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz do alto”.

            Vejam bem o que o Senhor está nos dizendo, Igreja do século XXI! Se as nossas motivações não estiverem alinhadas com a Palavra do Senhor e Sua vontade, Ele não nos ouvirá! Em outra passagem, o Senhor também fala através de Seu servo que o que impede de Ele operar em nosso favor são os nossos pecados e transgressões (Isaías 59)! O Senhor orienta o Seu povo sobre que jejum Lhe agrada de verdade:
Isaías 58.6-7: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?”.

            O verdadeiro sacrifício que o Senhor quer de nós é A DEMONSTRAÇÃO DA MISERICÓRDIA! O apóstolo Tiago fala a mesma coisa, na passagem a seguir:
Tiago 1.26-27: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”.

            Aprendemos, nestas poucas linhas, quais são as diferenças entre a falsa religião e a verdadeira religião: resumindo numa frase, a verdadeira religião é aquela que demonstra o amor de Deus pelo próximo, atendendo suas necessidades e carências. A falsa é aquela que visa tão somente atender nosso egoísmo e caprichos, em detrimento do próximo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O QUE É FÉ PARA MIM


Uma das coisas mais complexas da vida é a FÉ. Sua complexidade começa pela definição, dada por um autor anônimo, que escreveu a Carta aos Hebreus:
Hebreus 11:1 NTLH: "A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver".

Outro autor bíblico definiu a fé em uma oração:
Habacuque 3:17-19 NTLH: "Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não deem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus, o meu Salvador. O Senhor Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro".

Como podemos ver, a fé não consiste "apenas" em crermos que teremos uma resposta positiva ao nosso clamor; ela nos diz que somos ouvidos por Alguém que é poderoso para nos socorrer em nossos momentos de maior angústia e nos dará a provisão para cada necessidade. Além disso, o fato de o Senhor ser SOBERANO nos diz que é ELE quem tem a palavra final em nossas vidas e devemos acatá-las com alegria e humildade.

domingo, 28 de novembro de 2010

MERCANTILISMO DA FÉ

Não há nada mais revoltante dentro das igrejas em nossos dias do que o mercantilismo da fé. Pessoas de índole ruim se infiltraram nas nossas igrejas, através de uma conversão que, aparentemente, foi verdadeira. Depois de algum tempo, começam a mostrar uma capacidade de convencimento dentro das igrejas a que se filiaram, conquistam os corações dos membros e, por que não dizer, até mesmo de seus líderes, que veem como certo consagrá-los ao Ministério Pastoral, pois enxergam neles uma “unção” que não encontravam em outras pessoas, mesmo com mais tempo de igreja.

Porém, depois de algum tempo, somos surpreendidos com algumas atitudes estranhas, seja provocando divisões, seja começando a ensinar doutrinas estranhas. Eles usam as mesmas táticas em ambos os casos: trazem mensagens truncadas, tiradas da própria Bíblia, usando textos fora de contexto para justificar suas ideias. Com o tempo, essas ideias vão se enraizando, crescendo, formando adeptos cada vez maiores. A princípio, essas ideias dão resultado, fazendo com que seus seguidores achem que estão realmente sendo abençoados por Deus e sendo convencidos que esses indivíduos são usados pelo Senhor e acabam por espalhar essas ideias, ganhando novos adeptos.

No entanto, conforme essas ideias começam a crescer, começam também a aparecer as “garras” desses indivíduos: a arrogância, a prepotência e a vaidade. Com o passar do tempo, consideram-se dotados de uma visão mais “apurada” que os outros, mais “abençoados” que os outros e que receberam uma “unção” mais “especial” que os demais. Depois, começam a acusar os outros de estarem “no caminho errado”, pois somente eles têm a “verdadeira e definitiva revelação vinda de Deus”. Mais tarde, começam a ridicularizar o que está escrito na Bíblia, dando “novas interpretações” e “relativizando” os ensinamentos eternos da Palavra de Deus, “adequando-as” aos seus próprios interesses. Começam a por em livros essas ideias, a fim de formarem doutrinas diferentes, achando-se os “novos apóstolos”, incumbidos de trazer “revelações” que Deus “esqueceu” de revelá-las quando a Bíblia foi escrita…

Entretanto, quando lemos a Palavra de Deus mais detalhadamente, vemos que essa prática não é nova; pelo contrário, vem de muito tempo atrás, desde os tempos dos profetas de Israel e Judá. Vejamos as passagens a seguir:
  • Isaías 56.9-12: “Vós, todos os animais do campo, todas as feras dos bosques, vinde comer. Os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; sonhadores preguiçosos, gostam de dormir. Tais cães são gulosos, nunca se fartam; são pastores que nada compreendem, e todos se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção. ‘Vinde’, dizem eles, ‘trarei vinho, e nos encharcaremos de bebida forte; o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso” (ARA);
  • Jeremias 2.8: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (ARA);
  •  Jeremias 23.1-2: “‘Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto’! diz o SENHOR. ‘Portanto’, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: ‘Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR’” (ARA);
  • Jeremias 50.6: “O meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as fizeram errar e as deixaram desviar para os montes; do monte passaram ao outeiro, esqueceram-se do seu redil” (ARA);
  • Ezequiel 34.1-6: “Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: ‘Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque’” (ARA).
Como podemos ver, os profetas Isaías, Jeremias e Ezequiel deram dicas do comportamento desses maus pastores. Eles não têm cuidado pelas ovelhas do Senhor, cuidam dos seus próprios interesses e só buscam satisfazer suas ganâncias e vaidades. Além disso, como fala a última passagem (de Ezequiel), esses maus pastores usurpam o parco salário de seus seguidores (comem a gordura), se aproveitam da boa-fé alheia (vestem-se da lã que vem das ovelhas) e oprimem com doutrinas enganadoras (degolam a cevada). Ainda por cima, não cuidam de seus seguidores (não apascentam), não restauram os que estão caídos (as fracas e doentes), abandonam os que se desviaram (as desgarradas e as perdidas), porque trataram aquelas pessoas com ignorância e rigor excessivo. Ou seja, eles provocaram uma verdadeira debandada entre os filhos de Deus!


Infelizmente, mesmo com a revelação da Graça de Deus, essa situação não mudou. O apóstolo Paulo sofreu muito com a exploração vinda de diversos falsos apóstolos que, literalmente, minaram seu trabalho nas igrejas que ele estabeleceu na Ásia. Vejam o que ele fala sobre esses indivíduos:
  • II Coríntios 2.17: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (ARA);
  • II Coríntios 11.13: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” (ARA);
  • II Coríntios 12.11-17: “Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós; porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou. Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos. Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça. Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado? Pois seja assim, eu não vos fui pesado; porém, sendo astuto, vos prendi com dolo. Porventura, vos explorei por intermédio de algum daqueles que vos enviei?” (ARA);
  • II Timóteo 3.1-7: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (ARA).
Além do apóstolo Paulo, o apóstolo Pedro também falou sobre esses maus obreiros:
II Pedro 2.1-3: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (ARA).

Como podemos ver, por mais que esses maus obreiros continuem a praticar suas atrocidades, eles não permanecerão impunes, principalmente porque eles interferem na continuidade da pregação da mensagem do Amor de Deus ao mundo, pois eles infamaram (fizeram perder a boa reputação; desonraram; desacreditaram por difamação) o Caminho da Verdade (como eram chamados os cristãos nos tempos da Igreja Primitiva). O próprio Senhor Jesus fala sobre eles assim:
F  Mateus 18.6-8: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno” (ARA);
F  Mateus 24.10-13, 23-26: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo… Então, se alguém vos disser: ‘Eis aqui o Cristo!’ Ou: ‘Ei-lo ali!’ Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: ‘Eis que ele está no deserto!’, não saiais. Ou: ‘Ei-lo no interior da casa!’, não acrediteis” (ARA);
F  João 12.12-15: “O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (ARA).

Se é inevitável, como nos protegemos dessa situação? O profeta Oséias primeiro adverte e, depois, ensina:
±  O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (4.6 – ARA);
±  Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (6.3 – ARA).

Ou seja, a única forma de nos protegermos desses indivíduos é CONHECENDO A PALAVRA DE DEUS, pois o conhecimento da Palavra traz a verdadeira orientação da parte do Senhor e nos protege dos enganos, doutrinas de demônios e da avareza dos homens.
O escritor da Carta aos Hebreus nos alerta quanto ao perigo de continuarmos vivendo em imaturidade espiritual, devido à falta de conhecimento espiritual:
A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (5.11-14 – ARA, meus destaques).

Vejam bem como ele nos alerta: Não podíamos aprender mais a respeito da revelação do Ministério de Cristo, de acordo com o sacerdócio de Melquisedeque, porque nos tornamos tardios em ouvir e, em vez de sermos mestres (conhecedores profundos dos mistérios da Palavra de Deus), devido aos anos em que nos aplicamos a conhecer (ou deveríamos ter nos aplicado) a Palavra de Deus, continuávamos sendo como crianças, necessitando do ensino dos princípios elementares da Palavra de Deus. O alimento sólido, que é o conhecimento pleno da Palavra de Deus, é dado àquele que DESEJA TER O CONHECIMENTO. E esse conhecimento nos ajudam A DISCERNIR TANTO O BEM COMO O MAL.
Você me pergunta: por que coloquei “NÓS” no resumo do texto, quando o escritor colocou a segunda pessoa “TU, VÓS”? Porque, de alguma forma, nós deixamos de amadurecer na fé quando demoramos a aprender princípios e verdades contidas na Palavra de Deus. Isso nos torna imaturos espiritualmente, dificultando até mesmo o discernimento do que é verdade e do que é mentira, inclusive os ensinos enganosos e doutrinas de demônios. Somente com o conhecimento da Palavra discernimos perfeitamente essas coisas.
Concluindo, devemos ter muito cuidado com os ensinos que são difundidos em nossos dias, pois muitos deles vêm com a intenção de extorquir, ludibriar e enganar o povo, além de profanar o Santo Nome do Senhor Jesus e Sua Noiva, a verdadeira IGREJA, gloriosa, sem mácula, sem ruga, gloriosa, santa e sem defeito (Efésios 5.27 – ARA)!

Que o Senhor lhes abençoe e lhes dê esclarecimentos!

Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2010.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

REFLEXÕES DE UM COTIDIANO NA SOCIEDADE

Às vezes, tenho medo de começar a postar no meu blog sem preparar um texto antes, pois sei que o que eu escrever nele, vou deixar gravado do jeito "que veio ao mundo". Queria, sinceramente, que este texto ganhasse o mundo virtual e fosse parar nas mãos de muitas pessoas que, pensando como eu, não se sinta como eu me sinto, uma voz perdida no meio do deserto da mediocridade humana, assim como também fosse parar nas mãos de quem não pensa assim, mas que tivesse a hombridade de discordar do que eu penso e dizer por quê, pois até mesmo uma discordância é mais bem-vinda do que um bando de "vacas-de-presépio" balançando suas cabeças para cima e para baixo ou meneando para os lados, sem dizer ao menos se entendeu ou não o que foi dito.

Vamos, agora, às minhas reflexões.

Sempre que vou ao supermercado, sinto como se eu estivesse indo a uma sessão de tortura terapêutica. Não é por causa do dinheiro contado e a necessidade ser mais cara do que aquilo que tenho no bolso, pois já me acostumei a isso e vejo que assim é melhor, pois "não gasto naquilo que não é pão...". A sessão de tortura começa exatamente NO FINAL DAS COMPRAS, mais particularmente NA HORA DE PAGAR. Volto a dizer, NÃO SE REFERE AOS PREÇOS DAS COISAS, mas sim na atitude de algumas pessoas que LARGAM NOS CAIXAS PRODUTOS PERECÍVEIS, COMO CARNES, PRODUTOS LÁCTEOS, MARGARINAS e demais coisas QUE PRECISAM DE REFRIGERAÇÃO. Quero que isso ganhe o mundo, se espalhe pelos quatro cantos desse universo cibernético, seja traduzido para outras línguas e dialetos, que alcance o maior número possível de gente pela Rede Internacional. Pois, se um indivíduo desses compra um desses produtos e estiver ESTRAGADO, ELE VAI PROCESSAR O MERCADO E VAI GANHAR!!! Mas, sabe por que estava estragado? PORQUE ALGUÉM, COMO ELE, DEIXOU A MERCADORIA PERECÍVEL FORA DO REFRIGERADOR, E ELA APODRECEU!!!

Não entendo, E NÃO QUERO ENTENDER o que se passa na cabeça dessa pessoa, só sei que isso ME REVOLTA, ME TIRA DO SÉRIO e já tive o descabimento de fazer uma senhora passar vergonha (na verdade, eu é que me senti envergonhado por minha atitude), ao perguntar-lhe por quê não estava levando aquelas quatro bandejas de carne. Adivinha quem virou o "bobo-da-corte"? Pois é, se a gente se propõe a mudar o mundo e a fazer o que é correto, a gente passa a ser o "bobo-da-corte", o "pagador-de-mico"... Mas é uma sensação esquisita: se ajo, pareço um bobo, mas fico com minha consciência tranquila; se me calo, não pareço um bobo, mas minha consciência fica formigando, me cobrando uma atitude que deixei de tomar por pura covardia, omissão e conivência.

Se você ler, esteja à vontade para comentar, discordar e até zombar de mim. Eu postei esse texto com esse propósito mesmo.

sábado, 2 de outubro de 2010

EU, O PRÓDIGO

Você pode me chamar por qualquer nome; prefiro me apresentar como as Escrituras me chamam: o Pródigo. Antes de contar minha história, você sabe o que é ser um "pródigo"? Por favor, não confunda com "prodígio" (risos). Não, não sou um exemplo para ninguém. Pelo menos, não era quando resolvi sair da casa do meu pai. Ele tentou, inutilmente, me manter ao seu lado, cuidando dos animais, coisa que eu gostava de fazer, de verdade.

Sentir o cheiro do gado, sentir a textura dos pelos das ovelhas e carneiros, ouvir o balido das cabras e bodes, brincar com os cães. Mas tudo isso começou a perder a graça para mim quando alguns parentes vieram da cidade e contaram as coisas "legais" que existiam nela. Isso despertou a curiosidade em mim. Ela foi se tornando cada vez mais forte, até o dia em que disse ao meu pai:
- Pai, quero viajar à cidade, para ver o que acontece lá. De repente, quero até mesmo começar um novo negócio lá, ampliar os horizontes da nossa fazenda.

Meu pai, entretanto, respondeu preocupado:
- Filho, sei que você tem uma visão muito boa para os negócios, mas acho que não é este o momento para expandirmos. Está chegando a época da seca, quando nossas colheitas caem muito e os animais ficam mais magros, por causa da falta de comida. Se você tem tanto interesse em expandir, espere pela época das chuvas serôdias. Eu até irei com você, para conversarmos com os mercadores.

Quando meu pai falou em "ir comigo", fiquei extremamente irritado! Pensei; melhor, pensei não; respondi de cara!
- Pai, você está achando que sou um retardado, um idiota? Desde quando precisei de um tutor para fazer as coisas, principalmente para negociar? Meu irmão nunca saiu da sua aba, ele nunca foi à cidade. Pelo contrário, sempre ficou aqui, cuidando das colheitas, do feno dos animais. Ele não tem ambição alguma! Já eu, não! Quero conhecer o mundo, negociar, atingir o topo do mundo!

O pai, muito triste, respondeu:
- Filho, eu compreendo sua ansiedade. Sei que você está numa idade em que é necessário aprender mais da vida, expandir seus horizontes, explorar novos desafios. Mas este não é o momento para fazer isso! Você vai jogar seu dinheiro fora à toa! Filho, por favor, não faça tamanha tolice! Espere até o tempo das chuvas serôdias! Escute o que estou lhe dizendo!

No entanto, em vez de ouvir o sábio conselho do meu pai, só ouvia o murmúrio lúgubre da cidade chamando o meu nome. Respondi asperamente ao meu pai:
- Não adianta, pai! Quero o que me cabe na herança! Quero meu dinheiro para investir e negociar com os mercadores! Vou à cidade, e ninguém vai me impedir!

Percebi que meu pai ficou muito triste, mas eu só conseguia enxergar o futuro diante de mim: negociações, esquemas para viagens dos mercadores, mercadorias, mulheres. Enfim, tudo o que o dinheiro pudesse pagar. Ele foi até um quarto escondido em seu quarto, trouxe uma bolsa cheia de ouro e outra cheia de prata e as colocou diante de mim, sobre a mesa. Com lágrimas jorrando de seus olhos, disse:
- Meu filho, saiba que estou destruído dentro de mim, de tanta tristeza em vê-lo partir. Mas saiba que sempre estarei de braços abertos, esperando por você. Nunca esqueça que eu o amo, independente do que venha a acontecer!

Apesar de ver as lágrimas rolando de seus olhos e de ver seus lábios se mexendo, falando comigo, não prestei a menor atenção no que ele disse. Minha atenção estava toda naquelas sacolas de ouro e prata e no que elas poderiam me proporcionar. Meu irmão? Sei lá, eu o vi à porta do celeiro, mas nem conversei com ele. Não queria perder meu tempo falando com ele. Seria pura perda de tempo.

Montei em meu cavalo, que havia comprado ao sul de Canaã, próximo à Arabá. Meu pai achou que fora loucura ter comprado um animal tão caro, principalmente porque ele só servia de montaria, mas não para o arado. Mas, depois de uma volta com ele pelo campo, percebeu o quanto era bom montá-lo. Era um animal veloz, elegante, forte. Galopava tão veloz que o vento era como se fosse uma parede, forçando o meu corpo para trás, quase me lançando para fora de seu lombo.

Depois de três dias de viagem, avistei a cidade. Era linda, imponente, intimidadora. Ela parecia não dar muitas chances ao erro, mas dava importância a quem acertava. Ela ignorava os perdedores, mas exaltava os vencedores ao extremo do céu! Conheci vários mercadores, negociadores, imigrantes vindos de diversas partes do mundo: assírios, persas, medos, arábios, egípcios, ismaelitas, damascenos, samaritanos. Com eles, várias mulheres de iguais nacionalidades, de belezas estonteantes.

Na primeira noite na cidade, negociei a remessa de cem ovelhas para Damasco, vindas da Arabá, em um comboio ismaelita. Custaram cem siclos de prata. Segundo os damascenos, "foi uma pechincha"! Como presente, eles me deram vinte siclos de prata e duas mulheres egípcias, que haviam recebido como parte do pagamento de um negócio no Egito. Eram lindas, altas, robustas, apesar de esguias. Naquela noite, gastei dez siclos em bebidas e comidas exóticas, não só com aquelas egípcias, mas também com alguns amigos que conheci ali.

No dia seguinte, conheci negociadores arábios, com quem negociei a remessa de dois ômeres de cereais para a Assíria, que custariam quinhentos siclos de prata. Dessa remessa, eu recebi trinta siclos pela negociação e receberia mais trinta siclos no ato da entrega, pois iria com os mercadores para lá.

Só que, no dia seguinte, veio uma tempestade de areia tão violenta, que a caravana ficou presa na cidade por cinco dias. Quando ela, enfim, enfraqueceu, toda aquela safra de cereais havia se perdido, pois os silos, onde estavam estocados, desabaram. Os camelos dos mercadores morreram. O dinheiro que eu havia recebido de meu pai tinha acabado. Ou seja, tudo destruído!

Depois de duas semanas, fui à procura dos mercadores com quem havia negociado, mas eles já haviam ido embora, levando com eles as egípcias da primeira negociação. Resolvi, então, voltar à estalagem onde eu estava hospedado, mas seu dono dissera que só poderia entrar se pagasse, pelo menos, uma semana adiantado. Como não tinha mais dinheiro comigo, fiquei perambulando pela cidade, que agora parecia um lobo faminto, prestes a devorar-me. Andei por várias milhas para fora da cidade, quando encontrei uma fazenda que criava porcos. Ah, sim, meu cavalo arábio? Ele morreu na tempestade de areia também…

Quando eu cheguei a tal fazenda, encontrei um homem. Apresentei-me a ele e ele disse que era o dono dela. Perguntei-lhe se ele tinha algo para eu fazer, pois havia perdido todo o meu dinheiro na cidade, por causa da tempestade de areia. Ele disse que, a princípio, só tinha vaga para cuidar dos porcos dele. Aceitei prontamente. Fui cuidar dos porcos daquele homem. Eram cerca de cinquenta porcos, chiavam, reclamavam, fediam… Quando fui colocar a comida deles, aquelas bolotas bolorentas, me deu um aperto no estômago, mas não de nojo, era de fome… De repente, senti saudades de casa; mais particularmente, do meu pai. Foi neste momento em que, pela primeira vez, orei:
- Senhor, pela primeira vez estou procurando por Ti e por Teu perdão. Abandonei meu pai por causa da minha ganância, por querer conhecer o mundo e, por querer ser mais esperto que os outros, acabei com toda a herança que meu pai me dera e agora estou aqui, cuidando desses porcos, que pertencem a um estranho, e quero comer as frutas e a comida que eles estavam comendo.

- Como eu queria estar entre os empregados do meu pai! Eles têm comida de sobra, comida boa e não restos. Nem mesmo os animais do meu pai comem sobras; pelo contrário, eles têm o melhor pasto, a melhor ração, a água mais fresca, o feno mais macio.

- Quer saber, Senhor? Vou tomar coragem e pedir a meu pai para me contratar como um de seus servos, pois, depois de tudo o que fiz contra ele, não sou digno de chamá-lo de pai, pois não mereço ser filho dele. Ele sempre foi justo, digno e amigo dos necessitados. Eu não tenho dignidade, desperdicei toda a minha herança e só fui amigo de ladrões e de trapaceiros. E, justamente estes, que me abandonaram.

Mal terminei de orar, tomei um susto. Era o dono dos porcos, com os braços cruzados e os olhos marejados. Ele disse, como a voz embargada:
- É, seu pai é um homem de sorte! Quem dera se meus filhos tivessem a hombridade de pedir perdão por cada erro que cometem! Só sabem dizer que eu estou errado quando erro, mas eles mesmos não admitem quando erram! Filho, vá em paz! Que o Senhor o acompanhe e o guarde de todo o mal! Que Ele prepare o coração de seu pai para recebê-lo de braços e coração abertos!

O dono dos porcos me deu algumas roupas antigas, um cantil com água e uma bolsa com algumas moedas de prata e alguns pães e um pote com pasta de figos e mel. Tomei rumo em direção ao norte, de volta à fazenda de meu pai, com o coração apertado de medo, mas disposto a enfrentar tudo e a todos, inclusive meu pai. Como a jornada iria durar por volta de três dias, resolvi viajar somente durante o dia e descansar nas cavernas à noite, para me proteger dos bandidos e dos animais ferozes. Quando o sol estava se pondo, resolvi parar numa caverna bem próxima à estrada. Ali orei novamente, agradecendo a Deus pela chance de estar voltando para a casa de meu pai. Mesmo que ele não me receba de volta, mesmo assim vencerei o medo de ser rejeitado. Sinto até mesmo que Deus está mais próximo de mim agora…

O sol está despontando e chegou o momento de voltar à minha jornada. Nem percebi o quanto minha roupa estava suja e fedida. Acho que ursos andaram dormindo na caverna onde eu dormi. Ou será que foram leões… De qualquer forma, vou seguir viagem. Nem percebi o quanto foi rápido. De repente, ouvi balidos familiares e mugidos bem comuns aos meus ouvidos. Até mesmo o som do rio, que corria ao lado da estrada, chamava pelo meu nome e me dava boas-vindas.

Ao longe vi duas coisas que fizeram meu coração estremecer: a velha casa de meu pai e MEU PAI! Vejo que ele ergue seus olhos em minha direção e começando uma corrida bem rápida em minha direção. Quando, enfim, nos encontramos, não tive outra reação do que parar e esperar pelo pior. Ele, por sua vez, quando me viu, somente dizia:
- Meu filho! Ah, meu filho!

Eu gaguejei e disse:
- Por favor, não me trate assim! Não mereço tal tratamento! Eu te fiz sofrer, quase te matei, desperdicei anos de seu trabalho! Não me trate assim!

Ele respondeu:
- Como assim, meu filho? Você é meu filho, estava morto, mas agora está vivo! Pensei que nunca mais iria ver teu lindo rosto de novo, mas eis aqui você, meu filho!

Eu disse o que estava em meu coração:
- Olhe, meu senhor, não tenho mais dignidade de ser chamado de "filho" pelo senhor. Então, peço ao senhor que me contrate como um de seus empregados, pois, somente assim, viverei. Se for do seu consentimento, quero que o senhor me trate assim, como um de seus empregados.

Meu pai, pelo contrário, chamou todos os seus empregados e lhes ordenou que trouxessem roupas novas, sandálias novas e um anel que tinha seu brasão desenhado nele. Então ele declarou:
- Homens e mulheres que moram em minha casa, venham até aqui! Vejam, meu filho, que estava morto, reviveu! Ele estava perdido, longe do meu coração, mas agora está aqui, bem ao meu lado!

Nem tive tempo de me mexer! Os empregados da casa do meu pai me abraçaram, me beijaram, tiraram os trapos que estava vestindo e me vestiram com as roupas novas, que meu pai ordenou que trouxessem para mim. Depois, calçaram as sandálias em meus pés. Quando eu estava vestido e arrumado, meu pai disse ao novo cuidador dos animais:
- Sabe aquele vitelo que eu pedi a você para separá-lo? Prepare-o, pois todos nós celebraremos hoje. Mande chamar todos os nossos vizinhos, para celebrarmos a ressurreição de meu filho!

Mas nem todos estavam felizes com minha volta. Ao longe, vi meu irmão. Ele meneou a cabeça e seguiu em direção à horta. Aquilo apertou meu coração, mesmo quando meu pai me abraçou fortemente, quase quebrando minhas costelas, e me dizendo:
- Filho, não se preocupe com seu irmão. Ele também sofreu muito com sua partida. Queria ter ido atrás de você, para trazê-lo de volta, nem que fosse pelos cabelos. Não o permiti, pois eu queria que você aprendesse por você mesmo, pois é necessário que você assuma a administração dos meus bens.

- Seu irmão é ótimo agricultor, mas você tem ótima visão de negócios. Era necessário que você aprendesse a esperar pelo momento certo de investir, e sua experiência o ajudou a aprender isso. Mesmo que seu irmão o rejeite neste momento, depois ele compreenderá e verá que você fez o melhor, não apenas para você, mas para todos nós.

Durante o jantar, não vi meu irmão em casa. Depois de alguns momentos, também percebi que meu pai não estava lá. Depois de uma hora ou pouco mais, vi que meu pai estava entrando em casa, acompanhado por meu irmão. Vi que ele relutou um pouco em vir falar comigo, mas depois, disse, com os olhos transbordados de lágrimas:
- Meu irmão, meu querido irmão! Como doeu no meu coração ver você partindo, não só por causa de nosso pai, mas por causa de você mesmo! Como é bom ver você de volta à nossa casa! Por que você fez isso? Meu irmão querido, não faça mais isso! Não suportarei perdê-lo novamente!

Aquela foi a melhor noite da minha vida e, a partir desse dia, o nome "pródigo" pode também ter um novo significado: uma "possibilidade de nova vida". Agradeço a Deus por isso!

Baseado em Lucas 15.11-32.