segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DOMINAR O PECADO DEPENDE DE NÓS (CONTINUAÇÃO)

ANSIEDADE, UM PECADO BASTANTE ASTUTO (09 DE AGOSTO DE 2010):
"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças" (Filipenses 4.6);
"Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre Ele a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós" (I Pedro 5.6-7).
Se pudéssemos atribuir uma característica psicológica humana à ansiedade, ela seria a ASTÚCIA. Antes de explicarmos essa característica, vejamos como são definidas a ANSIEDADE e a ASTÚCIA:
a) "Ansiedade (lat anxietate) sf 1. Aflição, angústia, ânsia. 2. Psicol Atitude emotiva relativa ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago. 3. Desejo ardente. 4. Impaciência";
b) "Astúcia (lat astutia) sf 1. Manha, habilidade para o mal, ou para enganar alguém. 2. Estratagema. 3. Esperteza. 4. pop. Travessura. Antônimo (acepção 1): franqueza, lealdade". (Dicionário da Língua Portuguesa - Professor Pasquale, Melhoramentos, 2009.
Ou seja, a ansiedade, dentre todos os pecados que nos assediam (Hebreus 12.1), é o que é mais astuto, pois ela é uma característica inerente ao tempo em que vivemos, sendo, inclusive, considerada "a doença do século", não poupando crianças, jovens, adultos, homens, mulheres, idosos, ricos, pobres, crentes, ateus, orientais, ocidentais. Ou seja, todos, de uma forma ou de outra, são atingidos por esse pecado voraz, astuto e extremamente mortal.
O que é mais interessante, entretanto, é que a Bíblia trata da ansiedade de forma bastante dura, sem meias palavras, pois ela já vinha atacando as pessoas em todas as eras, como veremos nas passagens a seguir:
a) Mateus 6.25, 27: "Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?" Ou seja, não podemos dar mais valor às coisas do que a nós mesmos, pois permanecemos muito mais tempo do que a comida com que nos alimentamos, e depois as eliminamos, ou as roupas com que nos vestimos, que envelhecem e se rasgam;
b) Lucas 12.25: "Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?", ou "Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora à sua vida?" (versão NVI). Como é dito em alguns filmes americanos, "essa é a pergunta que vale um milhão". Se, por mais que sejamos organizados, não conseguimos acrescentar uma hora à nossa vida (das dezesseis que temos naturalmente disponíveis), ansiosos, preocupados, agitados de um lado para o outro, não vamos conseguir nada mais do que nos enrolar cada vez mais. Alguém deve perguntar: não seriam vinte e quatro as horas do dia de todo mundo? A não ser que você seja um sonâmbulo ou um viciado em trabalho (dois sérios candidatos à loucura...), todos nós precisamos de, pelo menos, oito horas de sono para sobrevivermos. Então, se não somos capazes de organizarmos nossas vidas e tarefas, com a intenção de ganharmos mais uma hora em nossa vidinha conturbada, por que continuamos ansiosos por coisas que estão fora do nosso controle? O Senhor Jesus responde a esta pergunta: "Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras?". Como fala uma propaganda, "simples assim".
Como podemos ver nas passagens em destaque, não ficarmos ansiosos não é uma opção, é uma ORDEM! É uma ordem expressa tão importante quanto àquela proferida pelo Senhor Deus a Adão e Eva, quanto a não comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2.17). Se esta ordem tinha o poder de impedir a entrada da morte e do pecado na vida do Homem e no mundo, que é dirigido por ele, a ordem de não ficarmos ansiosos pode nos proteger de diversas consequências ruins, dentre as quais:
a) Dúvida: A dúvida não permite que confiemos plenamente no Senhor. A falta de confiança no Senhor impede que Suas bênçãos cheguem à nossa vida:
"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e se torna galardoador dos que O buscam" (Hebreus 11.6); e
"Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos" (Tiago 1.6-8).
b)Desconfiança: Quando desconfiamos de alguém muito próximo, fica impossível confiarmos na pessoa novamente. Em relação ao Senhor, a quem não vemos, a situação fica ainda mais caótica, e somente com o poder sobrenatural do Espírito Santo para que essa pessoa volte a confiar plenamente no Senhor:
"E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles" (2 Timóteo 3.8-9);
"No tocante a Deus, professam conhecê-Lo; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tito 1.16).
Concluindo, não importa o que esteja afligindo o seu coração, faça com que essas coisas não ocupem o lugar dentro dele, para que essas coisas não o faça naufragar na fé e o levem para longe do Senhor. Faça conhecido do Senhor aquilo que o aflige, não porque Ele não os conheça, mas para que você os veja do ponto-de-vista correto: como complementos, um acréscimo à vida, não o objetivo, o alvo de uma vida.
Que o Senhor Jesus lhes abençoe ricamente!