domingo, 17 de março de 2013

OS JARDINS DE DEUS


Quando pensamos nos “jardins de Deus”, logo pensamos que houve somente um, o Éden. Mas, de acordo com as Sagradas Escrituras, há outros lugares especiais que o Senhor escolheu para servir como representação da Sua Santa presença na Terra. Esses “Edens” são representados na Bíblia da seguinte forma:
·         O próprio Jardim do Éden, descrito em Gênesis 2 e 3;
·         Canaã, chamada de “Terra Prometida” e de “Terra que mana leite e mel” no Êxodo, e “Terra Santa” atualmente;
·         Pasmem, o próprio ser humano, descrito pelo apóstolo Paulo como “Santuário do Espírito Santo” em dois trechos de sua primeira carta à Igreja em Corinto.

Quando enxergamos dessa forma, veremos que todo o misticismo que gira em torno desse assunto cai por terra, assim como todos os “achismos”, pois não se trata apenas de um lugar de beleza exuberante ou intangível pela nossa imaginação, nem mesmo da tola tentativa de imaginarmos uma sociedade humana superior à que temos hoje. Vai muito além disso: é termos acesso irrestrito ao Criador de todas as coisas, é poder aprender tudo direto da Fonte de toda a sabedoria, é poder vivenciar o natural e o sobrenatural num mesmo plano, sem qualquer barreira ou restrição.
Mas vemos que, desde o início, a humanidade parece não estar satisfeita com a proposta de comunhão feita pelo Senhor. No Éden, Adão e Eva deram mais atenção a um “conhecimento ilimitado”, abrindo mão da comunhão com a Fonte do verdadeiro conhecimento. Israel abriu mão da comunhão com o Senhor dos Exércitos para andar de acordo com os povos a seu redor que, aliás, deveriam ter sido expulsos de Canaã por ele, purificando, assim, a terra para torná-la santa para o Senhor (Juízes 2). O resultado das duas rebeliões (Adão e Israel) foi o banimento: Adão e Eva foram banidos do Éden (Gênesis 3), Judá (Reino do Sul) foi exilado na Babilônia(II Reis 24.1-25.30) e Israel (Reino do Norte) perdeu sua identidade nacional, tornando-se o povo misto conhecido como samaritanos (II Reis 17.6-41).
E quanto a nós, que vivemos na Dispensação da Graça? Bom, a situação não é menos gravosa que aquela encontrada no Antigo Testamento. O Senhor Jesus nos dá uma interpretação da Lei de Moisés bem mais restritiva que aquela dada pelos fariseus, além das demais passagens que usamos como exemplos a seguir:
·         Mateus 5.20: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” – isso significa que não basta termos um conhecimento intelectual da Palavra de Deus ou sem a aplicação do amor, pois assim nunca alcançaremos o Reino do Senhor;
·         Romanos 6.12-13 (NVI): “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo com que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a Ele, como instrumentos de justiça” – esta passagem deixa bem claro que não devemos tratar nossos corpos de qualquer maneira, submetendo-o novamente ao pecado, pois já fomos resgatados pelo Senhor e não vivemos mais como escravos do pecado, mas sim da Justiça dEle;
·         I Coríntios 3.9: “Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” – nós somos habitáculos do Espírito Santo que, após a subida do Senhor aos céus, passou a morar conosco, como selo de garantia de que pertencemos ao Senhor, até que se consuma o nosso resgate, com a transformação dessa natureza corrupta que temos pela natureza eterna;
·         I Coríntios 3.16-17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” – ao contrário do que muitos pensam, esta passagem refere-se, sim, ao nosso corpo. Não podemos maltratá-lo nem submetê-lo a situação que venha a destruí-lo, pois ele é habitação santa do Senhor;
·         I Coríntios 6.19-20: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo,que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” – Esta passagem deixa ainda mais clara a nossa responsabilidade de cuidarmos bem de nós mesmos, agora não só referente aos cuidados com a nossa saúde física. A ênfase aqui é a de que devemos cuidar da nossa saúde espiritual;
·         Gálatas 2.19-20: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo se entregou por mim” – Devemos ter consciência de que não vivemos mais no mesmo padrão de vida que tínhamos antes de receber a Cristo. Agora pertencemos a Ele, por isso devemos viver como Ele viveu;
·         Cantares 4.12 (NVI): “Você é um jardim fechado, minha irmã, minha noiva; você é uma nascente fechada, uma fonte selada” – Usei esta passagem de Cantares porque é um dos melhores exemplos do zelo de Deus para conosco, ao dizer – através dos lábios apaixonados de Salomão – que somos Seu “jardim fechado”, “nascente fechada”, “fonte selada”. Devido a esse zelo que posto a última passagem a seguir:
·         Tiago 4.5 (NVI): “Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?”. Em diversas passagens do Antigo Testamento encontramos os ciúmes de Deus contra Israel e Judá, que O abandonaram e O trocaram por ídolos e práticas nojentas, principalmente Ezequiel 8.3 e 5, 16.38, Salmos 78.58, dentre outras.

Ou seja, nada mais tolo do que pensar que o Senhor não se lixa pelos nossos pecados! Sim, Ele se importa e Ele nos pune na medida dos erros que nós cometemos! Se você está sendo corrigido pelo Senhor, alegre-se, pois esta é a mais clara demonstração de que ELE TE AMA; no entanto, se você acha que pode “pintar e bordar”, porque Ele está pouco se lixando com os seus pecados e práticas ruins, pode começar a ficar preocupado, principalmente porque a Palavra de Deus diz categoricamente que:
Hebreus 12.4-8, 11-14: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: ‘Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por Ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe’. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos… Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Concluindo, passemos a viver de modo digno diante do Senhor, honrando-O também com nosso corpo, pois isso é digno diante dEle e é a demonstração física de que pertencemos a Ele e que nascemos para a vida eterna, deixamos o pecado e vivemos agora para a Justiça.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente!

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